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Mal das pernas e bem do espírito

Aquele Gaio para quem João remeteu a sua terceira carta, no final do primeiro século, era um felizardo, pois tinha corpo sadio e alma sadia. Um acompanhava o outro, o apóstolo faz questão de frisar (3Jo 2).

 

Nem todos têm esse duplo privilégio, especialmente os que vão envelhecendo. Mas, enquanto o corpo vai se desgastando com o peso dos anos, o espírito vai se renovando, de acordo com a experiência de Paulo (2Co 4.16).

 

Esse deve ser o ideal para todo idoso verdadeiramente crente. Ele pode ir mal das pernas e muito bem do espírito.

 

Embora o idoso não possa contar cada vez mais com a performance do exterior, que é o corpo, ele pode contar cada vez mais com a performance do interior, que é o espírito. Mais do que a renovação apenas do espírito, o idoso pode alimentar a esperança de um corpo novo, parecido com o corpo do Senhor. Isso vai acontecer quando Jesus aparecer outra vez (1Jo 3.2). Outras passagens confirmam essa surpresa (Rm 8.29; 1Co 15.49, 2Co 3.18).

 

Algumas características do idoso mal das pernas, mas bem do espírito seriam…

 

 

O idoso sempre bem alimentado

Você tem mais tempo que os outros para ouvir a voz de Deus por meio da leitura da Bíblia e de livros devocionais e para se fazer ouvir por Deus por meio da oração. Você deve ter feito ambas as coisas a vida inteira. Agora é só continuar e se dedicar com mais afinco a esse afã. Siga o exemplo dos velhos mencionados por Lucas que estavam envolvidos com o nascimento de Jesus: “Os muito velhos” Zacarias e Isabel (Lc 1.7), o “bom e piedoso” Simeão (Lc 2.25) e a profetiza Ana, viúva e muito idosa (84 anos), que “nunca saía do pátio do templo e adorava a Deus dia e noite, jejuando e fazendo orações” (Lc 2.36-38). Você está muito mais perto de estar com Cristo do que seus netos. Você tem como adorar, agradecer, confessar, desabafar, suplicar e interceder sem a preocupação de sair de casa para trabalhar todo o santo dia. Você precisa estreitar os laços de comunhão com o Senhor em seu benefício e em benefício dos outros. A Palavra de Deus anima, consola, corrige, alimenta, alegra, gera confiança e dá sabedoria. Há milhares de coisas necessárias pelas quais você deve orar intercessoriamente de âmbito familiar, e também em favor da igreja e do avanço do reino de Deus.

 


O idoso sempre perdoado

Se você se lembrar de algum pecado cometido no passado, lembre-se também do perdão. Não se atormente, não entre em desespero, não abra mão de sua paz de espírito. Nem todo sentimento de culpa merece crédito. Nem toda culpa procede do Espírito. Sentir-se culpado de alguma falta já perdoada é uma tentação, e não uma virtude. É um malefício, e não um benefício. É uma das artimanhas daquele que é chamado de “O acusador dos nossos irmãos” (Ap 12.10). Um dos infortúnios de Jó era ouvir as acusações descabidas de seus amigos. Em sua defesa, o homem considerado exemplar por Deus (Jó 1.22; 2.10) viu-se obrigado a declarar a eles: “Retirem o que disseram; não sejam injustos. Não me condenem; eu estou com a razão” (Jó 6.29). Certamente você pode ter cometido pecados grosseiros ou leves, antes e depois de seu novo nascimento, mas o número de vezes em que você foi perdoado pela misericórdia de Deus é igual ao número de vezes em que você pecou. Não gaste tempo nem energia com essas coisas. Não perturbe a sua velhice incomodando-se com culpas bem remotas e com culpas bem recentes. Você é o velho ou a velha continuamente perdoado e purificado porque, como crente, você se vale do sacrifício expiatório de Jesus para confessar humildemente algum deslize.

 

 

O idoso sempre contente

Se você ainda não aprendeu “o segredo de viver contente em todo lugar e em qualquer situação” (Fp 4.12), isso vai fazer falta em sua velhice, pois essa fase da vida traz incômodos novos e progressivos como se vê no último capítulo de Eclesiastes: os braços começam a tremer, as pernas começam a ficar fracas, os dentes começam a cair, a audição e a visão começam a diminuir, a consciência de que a vida de fato vai acabar como o pote de barro se despedaça aumenta. O processo não tem volta, não tem cerimônia, não tem intervalos. A velhice é um processo oposto ao processo do crescimento, quando você começa a ganhar dentes, a engatinhar, a andar e a correr. É possível que você seja obrigado a voltar às fraldas, que você venha a precisar de uma bengala, de um andador, de uma cadeira de rodas e até mesmo que alguém seja obrigado a colocar grades de um lado e do outro da sua cama se você chegar nesse ponto. Depois de aprender a viver contente sejam quais forem as circunstâncias, como aconteceu com Paulo, você não ficará emburrado, deprimido e revoltado queixando-se da vida o tempo todo. Se você não aprendeu, ainda é tempo de aprender!

 

 

O idoso sempre animado

O ânimo é mais raro e mais difícil na velhice do que nas fases anteriores da vida. O ânimo é muito saudável para você desistir dele. O ânimo é misterioso, capaz de fazer mudanças incríveis, capaz de solucionar problemas complicados, capaz de acalmar a alma sofrida. Você será um bom pai, um bom sogro, um bom avô, um bom bisavô e um bom crente se tiver ânimo suficiente para o seu próprio gasto e para repartir com os jovens, os adultos e os outros idosos como você. Paulo achou por bem enviar Timóteo a Tessalônica para animar a fé dos fiéis “a fim de que ninguém fique desanimado por causa das perseguições” (1Ts 3.3). Porque Timóteo trouxe boas notícias daquela igreja, o ânimo foi mútuo. O apóstolo declara em sua carta que a firmeza dos tessalonicenses nos trouxe “mais vida”, ou “mais alegria”, ou “o alento incalculável”. Graças às notícias dadas por Timóteo, “podemos aguentar qualquer coisa” ou “criamos alma nova”. Animar nada mais é do que afastar o desânimo e colocar no lugar dele o ânimo. É alentar, encorajar ou fortalecer. Você pode ser o instrumento nas mãos de Deus para ser o animador de muita gente, em meio a acontecimentos desagradáveis, na ausência de coisas essenciais, nas enfermidades, nas quedas, nos retrocessos, nas dependências e compulsões.

 

 

O idoso sempre esclarecido

O que vemos ao redor de nós na velhice nos dá a impressão de que o mundo é mais corrupto hoje do que ontem. Mas o Eclesiastes nos diz que achar que “antigamente tudo era melhor” não é um raciocínio inteligente (Ec 7.10). Os crimes de hoje são os crimes de ontem. O que nos faz ficar mais horrorizados com a sociedade moderna é que o fluxo de informações dos meios de comunicação é muito mais rápido e abundante do que anos atrás. Lutero nos lembra que o mundo sempre foi cheio de problemas e sempre foi ímpio, mas não devemos nos perturbar com isso. Crimes hediondos são narrados já em Gênesis, o primeiro livro histórico da Bíblia: o assassinato de um rapaz cometido pelo seu próprio irmão (Gn 4.8), a violência que tomou conta de todos os viventes (Gn 6.12), a tentativa de estupro homossexual da parte de jovens e adultos de Sodoma contra anjos (Gn 19.3-4), as relações sexuais de duas irmãs com o próprio pai por iniciativa delas (Gn 19.31-38), o estupro de uma moça solteira cometido por um príncipe (Gn 34.1-2), o crime dos filhos de Jacó contra o próprio irmão caçula (Gn 37.18-28), a sem-vergonhice de Judá e Tamar (Gn 38.12-30) e a relação extraconjugal de Rúben com uma das mulheres do pai (Gn 35.22).

 

Eu também sou velho e creio que todos nós podemos e devemos ter uma velhice mal das pernas, mas bem do espírito. Vamos nos dar as mãos!

 

 

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