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Colunas — Missão integral

A missão da paz e da justiça (parte 2)

René Padilla

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, há muitas referências à justiça de Deus. A afirmação feita no Salmo 11.7 é repetida com frequência, especialmente nos livros proféticos e nos livros poéticos: “O Senhor é justo, e ama a justiça”. Porque Deus é justo e ama a justiça, essa não é uma mera convenção social ou um valor humano, e sim um mandato divino. Como diz Abraham J. Heschel, a justiça “não é somente a relação entre a pessoa e o seu próximo; é um ato que envolve Deus, uma necessidade divina”. Está vinculada intimamente à compaixão pelos oprimidos, pelos fracos, pelos marginalizados. Está ligada à atitude de Deus para com os necessitados, os fracos, os deserdados, presas fáceis da opressão por parte dos poderosos. É uma “opção pelos pobres”.

Isso não significa, no entanto, que, nos tribunais do povo de Israel -- o povo de Deus --, os juízes tenham que exercer favorecimento para beneficiar os pobres, e isso é tão importante quanto a obrigação de não exercê-lo para favorecer os ricos. De jeito nenhum! O mandamento é claro: “Não farás injustiça no juízo; não respeitarás o pobre, nem honrarás o poderoso; com justiça julgarás o teu próximo” (Lv 19.15).

A justiça vai além do favorecimento nos tribunais. Ela está associada ao pleno reconhecimento do direito que todas as pessoas -- ricos e pobres -- têm, igualmente, de satisfazer as necessidades básicas, a começar pela alimentação do corpo. E, como em qualquer sociedade, as vítimas da violação deste e de outros direitos humanos são, normalmente, as pessoas que não podem defender-se; mais de uma vez, a lei de Deus cita o cuidado especial que tais pessoas requerem:

“Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva. Mas lembrar-te-ás de que foste servo no Egito, e de que o Senhor teu Deus te livrou dali; pelo que te ordeno que faças isso. Quando no teu campo colheres a tua colheita, e esqueceres um molho no campo, não tornarás a tomá-lo; para o estrangeiro, para o órfão, e para a viúva será; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra das tuas mãos, quando sacudires a tua oliveira, não voltarás para colher o fruto dos ramos; para o estrangeiro, para o órfão, e para a viúva será. Quando vindimares a tua vinha, não voltarás para rebuscá-la; para o estrangeiro, para o órfão, e para a viúva será. E lembrar-te-ás de que foste servo na terra do Egito; portanto te ordeno que faças isso” (Dt 24.17-22).

A trilogia constituída pela viúva, pelo órfão e pelo estrangeiro, que se repete ao longo de todo o Antigo Testamento, representa o setor de maior vulnerabilidade no que diz respeito à violação dos direitos humanos. Segundo a lei de Deus, a ação de justiça que se expresa em termos de uma garantia de que as necessidades básicas deles sejam satisfeitas não é optativa, mas obrigatória. É uma ação que se modela na que Deus mesmo realizou ao libertar Israel da escravidão do Egito, e começa com a provisão do necessário para satisfazer necessidades humanas básicas. O povo de Deus reflete Deus à medida que trabalha com os despossuídos como ele trabalhou com o povo escolhido: “Que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa. Por isso amareis o estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito” (Dt 10.18-19).

Traduzido por Wagner Guimarães.

• C. René Padilla é fundador e presidente da Rede Miqueias, e membro-fundador da Fraternidade Teológica Latino-Americana e da Fundação Kairós. É autor de O Que É Missão Integral?.

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