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Seções — Caminhos da missão

Vivendo o 6º Congresso Brasileiro de Missões

Antonia Leonora van der Meer
 
Participei ativamente de cinco dos seis Congressos Brasileiros de Missão. Este foi o primeiro realizado na região Centro-Oeste, na cidade de Caldas Novas, GO. Tenho percebido uma crescente maturidade e uma maior unidade e cooperação entre as agências e igrejas brasileiras. 
 
Nos anos 90 tínhamos o sonho do Brasil como o “celeiro de missões”. Podíamos enviar muito mais missionários, mas não havia o progresso desejado. Os missionários continuam voltando do campo por falta de preparo, de sustento e de acompanhamento pastoral, contudo, em menor número do que há dez anos. As missões e igrejas enviadoras precisam se arrepender do cuidado deficiente e se responsabilizar pelos enviados. Por que então o otimismo?
 
Estamos mais realistas; conhecemos melhor nosso potencial e nossas limitações. Isso nos fez voltar às Escrituras a fim de encontrar nelas ensino, correção, inspiração e motivação. Durante o congresso, ouvimos mensagens bíblicas profundas, encorajadoras e desafiadoras, ministradas por pessoas com conhecimento bíblico-teológico e compromisso missionário; pessoas de diversas denominações e regiões do país ministraram com sabedoria, autoridade e humildade. Não houve estrelismo. Havia uma nova compreensão sobre o ensino bíblico de missão que começa em Gênesis 1 e revela o interesse de Deus em restaurar todas as nações e toda a criação. Foi uma alegria ouvir as palestras dos líderes do CONPLEI (Conselho de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas), Henrique Terena e Eli Tikuna. O CONPLEI cresceu e amadureceu nessa última década. 
 
Houve conversas sérias sobre parcerias entre agências, intercessão para que aprendamos a apoiar e servir uns aos outros, compreensão da necessidade de trabalhar juntos para alcançar os objetivos missionários, em vez da simples defesa do nosso próprio “pedaço de queijo”.
 
O louvor ministrado por Carlinhos Veiga tocou profundamente o coração brasileiro, mas também os participantes de outras nacionalidades. Como de costume, tivemos uma grande variedade de oficinas e painéis no período da tarde, o que permitiu maior integração e participação. Todos estavam interessados e motivados em cada oficina e na exposição dos painéis. 
 
Tivemos assembleias da APMB (Associação de Professores de Missões no Brasil), da AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras), do CIM (Cuidado Integral do Missionário) e do novo departamento que uniu Profissionais em Missão e Missão Empresarial. Isso sem falar de pequenas reuniões marcadas na hora das refeições e dos contatos pessoais que se davam durante os intervalos, nos corredores e nos estandes.
 
Um aspecto positivo foi os testemunhos de missionários experientes. Após o intervalo da manhã, algumas pessoas apresentaram experiências de ministérios vinculadas ao ensino bíblico e missiológico ministrado. Penso que poderíamos realizar mais atividades em grupos menores: estudos bíblicos, discussões, grupos de oração. As atividades em plenária são boas, mas acabam sendo cansativas. Em grupos menores absorveríamos melhor tanto ensino de qualidade. 
 
Durante o congresso foram lançados alguns livros ligados ao cuidado dos missionários e dos filhos de missionários, bem como sobre o sustento missionário e outras temáticas.
Que Deus nos ajude em nosso processo de amadurecimento e crescimento na obra missionária!
 
• Antonia Leonora van der Meer (Tonica) é deã e professora da Escola de Missões do Centro Evangélico de Missões, em Viçosa, MG, e membro da diretoria da AMTB --Associação de Missões Transculturais Brasileiras. 

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