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Seções — Caminhos da missão

A igreja e o choque cultural

Hamilton de Morais 
 
Esse é um tema ainda pouco difundido nas congregações. Na verdade, a pouca discussão sobre o assunto não é privilégio das igrejas espalhadas em solo nacional. Para perda de todos -- e principalmente da família missionária transcultural -- há também limitado destaque para ele nos ambientes responsáveis pela formação missionária. Certamente, sua ausência nos círculos acadêmicos (seminários, escolas de treinamento, agências missionárias) reflete-se na igreja, alimentando o desconhecimento e o consequente não envolvimento por parte dos enviadores, cuja ênfase neste texto é a igreja. Em outras palavras, como não há informação suficiente sobre o assunto, pouco se faz e o obreiro transcultural sofre todo o ônus deste ciclo: falta de informação + falta de formação = perdas pessoais, familiares e ministeriais no campo transcultural.
 
Toda pessoa que deixa seu lugar de nascimento e se expõe a uma nova realidade cultural sofre com o choque cultural. Este diz respeito ao sentimento de inadequação, confusão mental e outros sintomas que podem ser percebidos quando o sujeito se depara com uma cultura diferente da sua. O idioma, os costumes e os princípios do novo grupo podem gerar tanta surpresa que o estrangeiro não consegue se adaptar à outra sociedade. Pode ocorrer desde uma simples rejeição (que passará com o tempo) até a necessidade de saída rápida do lugar. Vale dizer que o indivíduo só passa pelo choque quando vive por um tempo razoável em outro grupo social. Como os missionários doam anos ou até décadas de suas vidas, provavelmente já nos primeiros meses eles o enfrentam, até que se adaptem ao modelo cultural do novo ambiente.
 
Cabe à igreja a tarefa de dar suporte à família missionária nesta fase crítica que vai do primeiro até o sexto mês. Contudo, os obreiros sofrem mais intensamente nos primeiros trinta dias (embora haja exceções). O choque cultural é inevitável, pois cada pessoa aprende desde cedo o modo de lidar com a vida e suas nuances. Criamos “mapas” mentais que nos conduzem desde sempre. Quando entramos em uma nova cultura, nossos “roteiros” são ineficazes e não dão conta das demandas. Assim, cedo ou tarde o sentimento de não pertencimento pode prejudicar profundamente a vida da pessoa, causando inclusive doenças, caso a situação de estresse seja mais intensa do que a capacidade de lidar com o choque e suas consequências.
 
Além de uma satisfatória formação pré-campo (quando o candidato ainda está em seu país de origem), o suporte social é um elemento chave para o enfrentamento saudável e eficaz do choque cultural e seus efeitos. O culto de envio de missionários solteiros ou de uma família de obreiros ao campo não é o último capítulo do compromisso da igreja com estes, mas apenas mais um entre outros que virão. Talvez, o momento mais importante do apoio da congregação seja quando eles estiverem experienciando o choque cultural. Portanto, busquemos informação sobre o assunto e mobilizemos grupos e igrejas para cuidarem dos missionários nesse tempo de aridez e múltiplos desafios.
 
Hamilton de Morais, casado, uma filha, é pastor batista em São Gonçalo, RJ, e pós-graduando do Centro Evangélico de Missões, em Viçosa, MG.

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