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A tirania da felicidade

Para Pascal Bruckner, romancista francês e autor do livro “A Euforia Perpétua”, a felicidade hoje se tornou uma tirania, “as pessoas vivem obcecadas em conquistá-la, como a uma propriedade. Já que as pessoas correm a vida inteira atrás dela, a felicidade vira uma inquietação permanente”, passa a fazer parte do território da angústia.

Eliane Brum, escritora e jornalista, alerta: “Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. Existe a crença que a felicidade é um imperativo, que é possível viver sem sofrer, que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia”. Isto torna os jovens incapacitados para lidar com a frustração.

A teologia da prosperidade igualmente apresenta o bem-estar como um imperativo e -- pior -- um imperativo decorrente da fé. No entanto, está muito claro, de acordo com Lloyd Jones, em seu livro “Mensagem para Hoje”, que “não há parte alguma da vida cristã isenta de perigos. Face ao ensino do Novo Testamento, nada é tão falso como dar a impressão de que no instante em que você crê e se converte, acabam-se todas as dificuldades”.

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