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Colunas — Entrevista

Islamismo e democracia não são compatíveis

Para fugir da fome, Jacó e sua família mudaram-se para o Egito, onde os seus descendentes permaneceram por 400 anos. Jesus, ora nos braços de Maria, ora nos de José, fugiu para este país a fim de escapar da matança dos meninos menores de dois anos, ordenada por Herodes, o Grande. Segundo a profecia de Ezequiel, o Egito, depois de se tornar por 40 anos um “deserto arrasado”, tornou-se “o mais humilde dos reinos” (Ez 29). Os cristãos têm certa familiaridade com ele por causa de cerca de seiscentas referências ao país encontradas nas Escrituras. No tempo das vacas gordas e das vacas magras, o “homem forte” do Egito era um judeu temente a Deus, não um egípcio. Moisés nasceu no meio deste povo e foi criado na casa de Faraó.

Por tudo isso, é um privilégio entrevistar um egípcio nascido no Cairo, a propósito dos acontecimentos que estão se desenrolando no norte da África e no Oriente Médio. Desde 1990, Ramez Atallah é secretário geral da Sociedade Bíblica do Egito. Por ter trabalhado durante muitos anos com universitários, ele é hoje presidente honorário da International Fellowship of Evangelical Students (IFES). Por sua experiência de 20 anos no Comitê de Lausanne, Ramez liderou a comissão organizadora do 3° Congresso de Evangelização Mundial (Lausanne 3), realizado em outubro de 2010 na Cidade do Cabo. Ele é casado com Rebeca Atallah e tem dois filhos.

Qual é a sua avaliação dos protestos no Oriente Médio e no Norte da África?
Os protestos ocorridos nesses lugares refletem uma rejeição ao regime ditatorial de seus líderes. Uma parcela significativa da população de cada país considera o regime corrupto e antidemocrático. Trata-se de uma revolução típica, mas na maior parte das vezes feita por meio de protestos pacíficos. Somente quando os governos em questão atiraram em civis inocentes, geralmente desarmados, é que houve derramamento de sangue. A situação na Líbia é diferente. Tem-se um confronto entre o governo e os grupos rebeldes, os quais têm obtido apoio de grande parte da população.

Bishara Khader, diretor do Centro de Estudos e Pesquisas sobre o Mundo Árabe Contemporâneo, está certo ao dizer que “nenhum país árabe está livre [de ter ondas de protestos], porque encontram-se na maior parte deles os mesmos ‘ingredientes explosivos’, notadamente um sistema político esclerosado e repressivo e uma corrupção generalizada” (La Croix, 21/02/2011)?
Certamente Bishara está correto, pois não há país nessa região que esteja imune aos protestos. Eles acontecem em quase todos os lugares. O grau de ameaça que enfrentam, as possibilidades e o grau de corrupção em cada país variam muito.

Quais são os perigos e as oportunidades que esses eventos representam?
A grande oportunidade é a consolidação de um Estado democrático secular. O perigo é que, como está acontecendo atualmente no Egito, as intenções dos manifestantes pró-democráticos seculares sejam usurpadas por grupos muçulmanos de direita, que terão também uma ampla gama de seguidores e podem tornar esses países ainda mais radicais.

Islamismo e democracia são compatíveis?
Não acredito que islamismo e democracia sejam compatíveis.

Para não complicar mais a atual situação do mundo árabe, o que os Estados Unidos e as nações europeias não devem fazer?
É uma pergunta difícil, em vários sentidos, e seria necessária uma resposta específica para cada país, o que não é possível neste espaço.

Qual o papel da igreja nesses países?
As igrejas ao redor do mundo devem orar pelo que está acontecendo no Oriente Médio e se preocupar tanto com o destino dos muçulmanos quanto com o dos cristãos. No passado, as igrejas oravam apenas pela minoria cristã e não estavam realmente preocupadas com os países em si. As igrejas devem se preocupar com todos os cidadãos e orar por eles.

Qual o papel da igreja global em relação a esses eventos?
A “igreja global”, o que quer que esse termo signifique, deveria estar fazendo o mesmo que mencionei na pergunta anterior.

É provável que o extremismo muçulmano se espalhe pela região?
Não só é provável, mas há uma forte probabilidade de isso acontecer.

Os governos que estavam à frente de alguns países árabes que estão enfrentando os protestos tinham acordos com o Ocidente. Considerando a situação atual, o que vai acontecer com esses acordos?
Muitos deles serão renegociados.

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