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O mistério da iniqüidade -- um processo histórico

“A verdade é que o mistério da iniqüidade já está em ação” (2Ts 2.7)

Não era novidade na época de Paulo. Não deve ser novidade em nosso tempo. Mas alguns custam a enxergar ou a entender “o mistério da iniqüidade” a que Paulo se refere. E quando o descobrem, pensam que a questão é atual e não um processo histórico. Daí a tentação de dizer que os dias de hoje nunca foram tão difíceis e nunca houve tanta apostasia, tanto pecado, tanta maldade. À igreja dos tessalonicenses, o apóstolo dá a seguinte explicação: “A verdade é que o mistério da iniqüidade já está em ação” (2Ts 2.7). 

Para entender sem dificuldade o que é o mistério da iniqüidade ou o mistério da impiedade, também chamado de “a força oculta da iniqüidade” (Bíblia do Peregrino) e de “a Misteriosa Maldade” (NTLH), é preciso contrastar esse mistério com outro, o “mistério do evangelho” (Ef 6.19). 

Ambas as expressões são da lavra do apóstolo Paulo. O mistério do evangelho diz respeito ao plano de Deus de “unir, no tempo certo, debaixo da autoridade de Cristo, tudo o que existe no céu e na terra” (Ef 1.10, NTLH). Já o mistério da iniqüidade diz respeito ao plano diabólico de não fazer convergir em Cristo toda a longa e sofrida história humana. Chamam-se mistérios ou segredos porque ambos são gerados e geridos à margem da sociedade e à margem da história, de forma não plenamente visíveis. 

O mistério do evangelho e o mistério da iniqüidade são opostos entre si e estão permanentemente em conflito aberto. Pois um deles se baseia na verdade e o outro, na mentira. Enquanto Jesus é a encarnação da verdade — “a graça e a verdade vieram por intermédio de Cristo” (Jo 1.17) —, o diabo é a encarnação da mentira — “Quando [ele] mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8.44). Os dois mistérios usam o advérbio “certamente” em seus discursos. Deus afirma de maneira categórica: “Não coma a fruta dessa árvore [a árvore do conhecimento do bem e do mal]; pois, no dia em que você a comer, certamente morrerá” (Gn 2.17, NTLH). E a “a antiga serpente, que é o diabo” (Ap 20.2), afirma categoricamente o contrário: “Certamente [você e seu marido] não morrerão” (Gn 3.4). 

A declaração de guerra entre o mistério do evangelho e o mistério da iniqüidade aconteceu logo após a queda: “Porei inimizade entre ti [a serpente] e a mulher, e entre a tua descendência e sua descendência; ele [a semente da mulher] te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15, BH). 

Só o mistério do evangelho pode nos libertar do mistério da iniqüidade (Jo 8.32). A graça irresistível de Deus pode nos resgatar do poder aparentemente irresistível das trevas e nos transportar para o Reino do seu Filho amado (Cl 1.13). 

A noção do mistério da iniqüidade tem de penetrar em nosso cotidiano, exatamente porque é uma presença constante e clandestina, que lida com forças ocultas, com sinais e prodígios de mentira e com falsos mestres, falsos apóstolos e falsos cristos (Mt 24.1-35; 2Ts 2.9; Ap 13.1-18). 

É preciso ter sempre em mente aquela explicação dada por Jesus na Parábola do Joio: depois da semeadura da boa semente, “enquanto todos dormiam, veio o inimigo e semeou o joio no meio do trigo e se foi” (Mt 13.25). Nesse e em muitos outros discursos, Jesus se refere aos bastidores da iniqüidade — o lado encoberto da maldade. O mistério da iniqüidade serve-se de homens e mulheres que são como “belos túmulos — cheios de ossos de pessoas mortas, de podridão e sujeira” (Mt 23.27, BV).

Opinião do leitor

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