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Seções — Abertura

Tsunami

O autor da Epístola aos Hebreus teve a felicidade de registrar que no correr dos tempos Deus tem falado “muitas vezes e de várias maneiras” (Hb 1.1).
Como das outras vezes, Deus está falando hoje de maneira poderosa e convincente. Talvez a única diferença seja o número sem igual de ouvidos para ouvir — 13 bilhões ao todo.

Deus está falando hoje sem mover os lábios, sem emitir som algum. Ele está simplesmente mostrando o nosso fracasso. Em tudo. O fracasso das ideologias, o fracasso dos sistemas financeiros, o fracasso dos acordos de paz, o fracasso da verdade (a mentira tomou o lugar dela), o fracasso da justiça, o fracasso da vontade política de proteger o meio ambiente, o fracasso da ONU, o fracasso da ciência (ela destrói o que constrói), o fracasso das instituições cristãs, o fracasso dos sistemas de segurança nacional (basta lembrar o 11 de setembro), o fracasso da estética (basta lembrar os muitos retornos ao cirurgião plástico), o fracasso da vida (a morte ainda não morreu).

O que estamos vendo e sentindo já foi visto e sentido por um sábio que viveu 950 anos antes de Cristo. Numa linguagem realística, esse sábio descreve em um dos seus livros o fracasso da sabedoria, o fracasso dos prazeres, o fracasso do trabalho árduo, o fracasso da existência humana. Salomão, o sábio, repete exaustivamente que tudo “é correr atrás do vento” (Ec 1.14 ss.). O alvo nunca é alcançado por uma razão muito simples: quando corremos atrás do vento, o vento corre de nós.

Parece que o mais surpreendente e mais chocante de todos os nossos fracassos é a liberação dos costumes, proposta e iniciada na década de 70. O que pensávamos ser apenas um significativo avanço foi também um significativo recuo. O médico equatoriano Eduardo Campaña, diretor do programa Educação Sexual e Saúde Reprodutiva, do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), explica o que aconteceu: “Na sociedade como um todo, caímos no que chamamos de a ‘lei do pêndulo’, ou seja, vamos a extremos opostos muito rapidamente. Da liberdade para a libertinagem. Da informação sexual para a pornografia. Do interesse científico para o interesse mórbido”.
A busca desenfreada do prazer sexual está destruindo o prazer do sexo. Desvencilhamos o sexo do amor e nos livramos de todas as responsabilidades que protegiam o encantamento sexual. Para manter o atual estilo, precisamos de camisinhas para não deixar entrar em nosso organismo um agente microscópico chamado HIV, extremamente frágil do lado de fora e extremamente poderoso do lado de dentro. Na hora do prazer sexual estamos mais preocupados com a qualidade e segurança da camisinha do que com o parceiro que abraçamos e beijamos. Na hora do ápice da conjunção sexual olhamos desconfiados para o cônjuge e nos perguntamos: “Será que ele está infectado, por causa de alguma infidelidade?”

Deus fala muitas vezes e de muitas maneiras. Hoje ele está falando que estamos dentro de um tsunami devastador. O padre camiliano Hubert Lepargneur, doutor em teologia moral pela Universidade de Paris, acaba de escrever na revista Atualização, de Belo Horizonte, que “a cadeia das revoltas estudantis de maio de 68 tipifica uma onda de sinceridades desordenadas, chegando ao tsunami do ‘é proibido proibir’”. (Em seu artigo, Bráulia Ribeiro usa a expressão “tsunami sexual” para explicar o que aconteceu com a irmã dela.)

Precisamos voltar a Eclesiastes para ler as últimas palavras de Salomão: “Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque isso é o essencial para o homem. Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mau” (12.13-14).

Haverá tempo e vontade para chegarmos à mesma conclusão?

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