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Seções — Vamos ler!

Lutero e a universidade

A Editora Ultimato vai lançar ainda este ano o livro O Leão e o Javali — Entrevistas com Martinho Lutero. São entrevistas fictícias, porém baseadas em fatos concretos e históricos. Em muitos casos, as respostas foram retiradas dos livros do famoso reformador do século 16.
Adiantamos ao leitor trechos de “Lutero e a Universidade”, uma das entrevistas. As questões aqui levantadas dizem respeito à primeira metade do século 16, não ao século 21!

Repórter — Desde quando o doutor é professor da Universidade de Wittenberg?
Lutero — Desde 1511. Mais da metade da minha vida tem sido gasta como professor universitário.

Repórter — O doutor chegou a ser reitor da Universidade de Wittenberg?
Lutero — Não. Meu trabalho nunca foi administrativo. Mas Deus me deu a graça de promover uma profunda reforma na universidade. Quebrei o predomínio da filosofia aristotélica, da teologia escolástica e do direito canônico. Coloquei a Bíblia no centro do estudo teológico e incentivei o estudo das línguas bíblicas e do latim.

Repórter — Em agosto de 1520, o doutor escreveu à nobreza alemã: “Temo profundamente que as escolas superiores sejam grandes portões para o inferno”. Menos de um ano depois, em junho de 1521, o doutor vai mais além e declara que as universidades são as sinagogas máximas de Satanás”.
Lutero — Reafirmo tudo o que disse há mais de vinte anos. Primeiro, em meu escrito À Nobreza Cristã da Nação Alemã, depois, em Resposta a Ambrósio Catarino e em Refutação do Parecer de Látomo.

Repórter — O doutor é muito duro em suas críticas à universidade.
Lutero — O diabo se apossou de tal modo das universidades que elas próprias já não percebem o que ensinam. Para ser mais preciso, devo dizer que o reitor geral de todas as universidades não é Cristo, nem o Espírito nem o Anjo do Senhor: é Abadom — aquele anjo do Abismo, de que fala o Apocalipse (9.11).

Repórter — Pelo teor de suas palavras, suponho que o problema das universidades vai além do aspecto teológico.
Lutero — Seguramente. As universidades vivem um verdadeiro caos moral, em que prevalecem o perjúrio, o abuso do nome de Deus, o amor livre e licenciosismo.

Repórter — À vista dessa decadência assustadora, seria melhor fechar as universidades?
Lutero — Essa não é a solução. Precisamos de uma formidável reforma não só na Igreja, mas também nas instituições de ensino. E essa reforma não deve ser apenas religiosa e ética. Temos de melhorar o nível do ensino e valorizar mais a qualidade do que a quantidade de escolas.

Repórter — O doutor abraçou essa causa?
Lutero — Tanto abracei que escrevi e publiquei dois livros sobre o assunto. O primeiro foi lançado em 1524: Aos Conselhos de Todas as Cidades da Alemanha para que Criem e Mantenham Escolas Cristãs. O segundo saiu em 1530: Uma Prédica para que se Mandem os Filhos à Escola.

Repórter — Percebo que o doutor dá muito valor à educação.
Lutero —Na minha opinião, o governo deveria investir muito mais em educação. Anualmente arrecadamos muito dinheiro para armas, estradas, pontes, diques e outras numerosas obras semelhantes. Por que não arrumar o mesmo dinheiro para a pobre juventude, sustentando uma ou duas pessoas competentes como professores?

Repórter — A reforma das universidades é imprescindível?
Lutero — Em minha carta aberta aos conselhos de todas as cidades da Alemanha, expliquei que não temos mais de duas opções: ou deixamos essas cocheiras e escolas do diabo afundarem de uma vez no abismo ou as transformamos em escolas cristãs.

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