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Seções — Abertura

A diferença entre propaganda e testemunho


A Folha de São Paulo trouxe para o grande público a questão da publicidade médica que exibe a diferença do “antes e depois” da cirurgia plástica. Esse expediente é proibido pelo Conselho de Medicina de São Paulo, mesmo quando o paciente dá permissão para que seu caso seja divulgado. Só em São Paulo há 151 processos em andamento para punir os culpados. O conselho quer criar um rito sumário para punir com mais rapidez, possivelmente em até 15 dias, os médicos que fazem esse tipo de marketing, às vezes enganoso, além de sensacionalista. O Conselho Federal de Medicina apóia a criação de medidas para acelerar a punição dos médicos infratores. O médico Antonio Gonçalves Pinheiro, vice-presidente do órgão, “vê na publicidade médica indevida a vulgarização do exercício da medicina, com prejuízo ao paciente — que espera muito — e ao profissional, que depois poderá ser cobrado até por via judicial” (FSP, 18/11/2005, p.C1).

A reportagem não poderia ser mais oportuna para trazer à tona o que vem acontecendo principalmente nas igrejas neo-pentecostais e, com menor freqüência, na renovação carismática católica. Uma das explicações para o crescimento dessas igrejas é o poderoso marketing religioso que elas fazem através da televisão, do rádio e de seus periódicos.

A propaganda do “antes e depois” é abundante e freqüente. Os chamados “testemunhos” sempre se referem à igreja tal, ao bispo tal, ao missionário tal, ao apóstolo tal, ao padre tal, ao programa tal. Quando o nome de Deus é citado, menciona-se também o lugar onde ele operou o milagre e o nome daquele que teria sido o instrumento.

E aqui vai um recado honesto e desprovido de implicância e intolerância para os responsáveis por essas distorções e profanações: Façam, em nome de Jesus, diferença entre testemunho e propaganda.

O testemunho é algo muito bonito e bíblico. Geralmente é espontâneo: depois de encontrar-se com Deus ou de ser agraciado por ele com alguma bênção, o crente não consegue ficar calado. O salmista mostra-se encantado quando escreve: “Venham e ouçam, todos vocês que temem a Deus; vou contar-lhes o que ele fez por mim” (Sl 66.16). Paulo contou a sua experiência de conversão à multidão que desejava linchá-lo em Jerusalém (At 22.27–23.21) e ao rei Agripa acompanhado da primeira-dama (Berenice), ao governador Festo, a altos oficiais e a homens importantes em Cesaréia (At 25.23–26.32).

Não podemos permitir que o testemunho seja substituído pela propaganda. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. O marketing religioso é um vexame. Pode inchar e enriquecer um grupo religioso, mas é uma tragédia!

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