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Capa

Evolução soteriológica

A salvação é um processo em marcha, já iniciado, mas não finalizado. Pedro escreveu: “Vocês estão alcançando [no presente] o alvo da sua fé, a salvação das suas almas” (1 Pe 1.9). Ele não disse: “vocês alcançaram” (no passado) nem “vocês alcançarão” (no futuro). É uma espécie de evolução soteriológica, algo sempre em movimento, como “a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até a plena claridade do dia” (Pv 4.18).

Ninguém desenvolve melhor do que Pedro o tema da salvação em três tempos: no passado, no presente e no futuro. Ou em três diferentes situações: a salvação da penalidade do pecado (justificação), a salvação do poder do pecado (santificação) e a salvação da presença do pecado (glorificação). O tempo dos verbos usados cuidadosamente por Pedro em sua Primeira Carta mostra com muita clareza essa evolução soteriológica. Quando trata da salvação acontecida, o apóstolo coloca todos os verbos no passado. Quando trata da salvação acontecendo, todos os verbos estão no presente. Quando trata da salvação a acontecer, todos os verbos estão no futuro.



No passado

1.3 — Conforme a sua grande misericórdia, ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.

1.18 — Vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver, transmitida por seus antepassados.

4.3 — No passado vocês já gastaram tempo suficiente fazendo o que agrada aos pagãos. Naquele tempo vocês viviam em libertinagem, na sensualidade, nas bebedeiras, orgias e farras, e na idolatria repugnante.



No presente

1.14 — Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorância.

1.15-16 — Assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: “Sejam santos, porque eu sou santo”.

2.1 — Livrem-se de toda maldade e de todo engano, hipocrisia, inveja e toda espécie de maledicência.



No futuro

1.7 — A fé que vocês têm, muito mais valiosa do que o ouro que perece, mesmo que refinado pelo fogo, é genuína e resultará em louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo for revelado.

5.4 — Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória.

5.10 — O Deus de toda a graça, que os chamou para a sua glória eterna em Cristo Jesus, depois de terem sofrido durante pouco de tempo, os restaurará, os confirmará, lhes dará forças e os porá sobre firmes alicerces.

A salvação é um processo em marcha porque diz respeito à libertação iniciada, à libertação continuada e à libertação concluída. Pode ser comparada com o nascimento de uma criança, que inclui a fecundação (a criança é gerada), a gestação (a criança é formada) e o parto (a criança é retirada do útero materno para entrar na vida). Todo esse processo combina com o que Paulo escreve a Tito (2.11-13):

Primeiro, “porque a graça de Deus se manifestou salvadora” (isso é coisa do passado, em que ocorreu a libertação da penalidade do pecado, e corresponde, por assim dizer, à fecundação).

Segundo, porque a graça de Deus “nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente” (isso é coisa do presente, em que ocorre a libertação do poder do pecado, e corresponde à gestação).

Terceiro, porque a graça de Deus cria em nós a bendita esperança da “gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo” (isso é coisa do futuro, em que ocorrerá a libertação da presença do pecado, e corresponde ao parto).

É por essa razão que o pecador resgatado por Jesus Cristo pode dizer sem cometer deslize doutrinário: “fui salvo”, “estou sendo salvo” e “serei salvo”!

John Stott conta que uma jovem salvacionista perguntou ao bispo B. F. Westcott se ele era salvo. O ex-professor de divindade da Universidade de Cambridge respondeu: “Bem, minha querida, depende do que você quer dizer. Você quer dizer sozomenos ou sessmenos ou sothesomenos?” — usando os tempos presente, passado e futuro do verbo grego sozo, que significa “salvar” (Por Que Sou Cristão, p. 91).

Em termos cósmicos, explica o autor do livro A Teologia do Apóstolo Paulo (p. 559), “o processo da salvação começou com a morte e ressurreição de Cristo, o último Adão, cuja obediência anula a desobediência do primeiro Adão”. A obra será concluída, explica James Dunn, “quando a glória perdida e a imagem desfigurada pela desobediência humana estiverem totalmente renovadas”.

A salvação em seu aspecto futuro (escatológico) encerra uma promessa agora oculta, surda e impensável (ou inimaginável): “Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam” (1 Co 2.9). A salvação completa inclui a ressurreição dos mortos, a súbita transformação dos vivos, corpos novos desprovidos de qualquer propensão pecaminosa e de qualquer corrupção orgânica, nova sociedade, nova cultura, nova mídia, novo ambiente, novos céus e nova terra. É por isso que o sacerdote ortodoxo russo Alexsandr Mien escreveu que “excluir o tema escatológico da doutrina de Jesus é um procedimento arbitrário e desprovido da razão” (Jesus, Mestre de Nazaré, p. 227).

Estamos no tempo do meio na evolução soteriológica. Se dermos a palavra a Paulo, o apóstolo nos dirá que “a noite [do segundo tempo] está quase acabando” e que “o dia [do terceiro tempo] logo vem” (Rm 13.12). Nesse caso, é muito sábio dar ouvidos ao seu conselho: “Chegou a hora de vocês despertarem do sono, porque agora a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos” (Rm 13.11).

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