Apoie com um cafezinho
Olá visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Especial — Deus é amor antes e depois do tsunami

O apóstolo João é um especialista em amor. Só em sua primeira e pequena Epístola, o apóstolo usa 26 vezes o verbo amar, 18 vezes o substantivo amor e 6 vezes o adjetivo amados. A Bíblia do Peregrino lembra que em apenas seis versículos do capítulo 4 (de 7 a 12) se repete 29 vezes a raiz agap (amor) no original grego. João é o único escritor bíblico que tem a ousadia de declarar explicitamente que “Deus é amor” e o faz duas vezes (1 Jo 4.8,16). Essa é uma das três célebres descrições de Deus que aparecem no Evangelho e na Primeira Epístola de João. A primeira é “Deus é espírito” (Jo 4.24) e a segunda, “Deus é luz” (1 Jo 1.5).

João justifica a sua ousadia com o seguinte argumento: “Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele” (1 Jo 4.9). Ele já havia registrado essa verdade no Evangelho: “Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Paulo faz o mesmo em sua Epístola aos Romanos e ainda acrescenta uma informação que enriquece a verdade que ele deseja expor: “Dificilmente alguém morrerá por um justo; por uma pessoa muito boa, talvez alguém se anime a morrer. Pois bem, a prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores”. (Rm 5.7-8, CNBB)

O amor de Deus não é teórico, não está apenas no papel, não é da boca para fora. Deus não somente faz sucessivas declarações de amor (uma das mais comoventes está em Jeremias 31.3, na NTLH: “Povo de Israel, eu sempre os amei e continuo a mostrar que o meu amor por vocês é eterno”), mas também prova o seu amor. A prova máxima é manifestada, demonstrada, mostrada e tornada visível na manjedoura, no madeiro e no sepulcro vazio, isto é, na encarnação, na paixão e na ressurreição de Jesus Cristo. Daí a solene indagação de Paulo: “Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas?” (Rm 8.32). João faz questão de lembrar que Deus nos ama antes de ser amado por nós: “O amor é isto: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e mandou o seu Filho para que, por meio dele, os nossos pecados fossem perdoados” (1 Jo 4.10, NTLH).

A declaração de que “Deus é amor” é tão profunda, tão elástica, tão misteriosa e tão distante da nossa realidade, que o apóstolo se põe de joelhos e suplica ao próprio Deus que os crentes possam “compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento” (Ef 3.18-19).

A certeza de que “Deus é amor” é o alicerce da fé e da esperança. Nada neste mundo pode fazer em pedaços uma pedra desse porte e desse valor. Nem a dor, nem o sofrimento, nem a morte, nem a guerra, nem as catástrofes provocadas pelo homem, nem as catástrofes naturais, nem a tragédia que se abateu sobre o sudeste da Ásia no dia seguinte ao Natal. A teologia do “Deus é amor” protege o crente de especulações inúteis e sem fim, que jogam no lixo a bússola que aponta sempre e para a solução certa, o lugar certo e a pessoa certa.

É a teologia do “Deus é amor” que nos protege da confusão mental, da revolta religiosa, do desespero, dos atalhos da incredulidade, do agnosticismo e do ateísmo. Nessa teologia, o crente se cala, se acalma, deixa a tormenta passar, espera e sobrevive aos tsunamis da alma, mais perigosos e desastrosos do que os tsunamis do oceano Índico. Basta reler o conhecido Salmo 46:

Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade. Por isso não temeremos, ainda que a terra trema e os montes afundem no coração do mar, ainda que estrondem as suas águas turbulentas, e os montes sejam sacudidos pela sua fúria. (Sl 46.1-3)

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.