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Sem empurrar uns aos outros

Há um detalhe na visão da praga dos gafanhotos que chamou a atenção do profeta Joel: “Todos marcham em linha, sem desviar-se do curso. Não empurram uns aos outros; cada um marcha sempre em frente. Avançam por entre os dardos sem desfazer a formação” (Jl 2.7,8).

Além de imenso e poderoso, o exército de gafanhotos é tremendamente disciplinado: não há individualismo nem empurrões entre eles. É por isso que “diante deles a terra treme, os céus estremecem” (Jl 2.10).

A igreja é assim? Se fosse continuamente assim, Jesus diria o tempo todo o mesmo que disse a respeito do curto ministério dos setenta discípulos: “Eu vi Satanás caindo do céu como relâmpago” (Lc 10.18).

Nós não temos marchado juntos, em linha. Temos nos separado, ficando dispersos demais uns dos outros, enfraquecendo o batalhão. Temos nos desviado do primeiro amor, da pregação cristocêntrica, da ética cristã, da Videira verdadeira. Temos nos empurrado uns aos outros para chegar primeiro, para usar o púlpito mais famoso, para pregar no auditório mais numeroso, para pastorear as ovelhas da mais alta posição social. Temos furtado fiéis de outras comunidades igualmente evangélicas (é melhor usar essa linguagem do que a outra mais polida: “pescar em aquários alheios”). Temos alargado a porta e omitido o “negue-se a si mesmo” de Jesus (Lc 9.23). Temos escondido as obrigações (exceto as monetárias) e mostrado as vantagens de ser evangélico. Temos profanado o templo, o dízimo, os dons do Espírito, a evangelização, o louvor. Temos imposto as mãos, ordenado homens e mulheres demais e sem aqueles critérios bíblicos e reformados. Temos organizado igrejas para depois arrendá-las e colocá-las à venda. Continuamos a fazer alianças políticas em troca de algum benefício. Temos nos descasado e casado novamente por motivos que nem sempre podem tomar carona naquele discurso de Jesus sobre o divórcio (Mt 19.9). Alguns de nós torcemos mesmo pelo crescimento cada vez mais espetacular do evangelho não por amor às almas (cafonice), mas para fortalecer o mercado religioso e o poder do grupo.

Certamente não há nem mentira nem exagero nessas declarações. Todo mundo sabe disso, até os mais culpados. Somos objeto de pesquisas e dissertações. O mundo nos condena da boca para fora e procura tirar proveito de tudo isso. Só não se pode é generalizar e deixar de lado uma grande parcela de homens e mulheres que continuam fiéis. Não são tão visíveis pelo simples fato de não se promoverem e por estarem nadando em sentido contrário. Estão cheios do Espírito e agarrados à Videira para não se ensoberbecerem nem se desligarem de Jesus! A eles a nossa homenagem e o nosso apoio.



Cuidando de quem cuida

Este é o tema da dissertação de mestrado defendida pela psicóloga batista Roseli M. Kühnrich de Oliveira, em agosto deste ano, na Escola Superior de Teologia, em São Leopoldo, RS. Fruto da reflexão e do acompanhamento a religiosos de várias vertentes cristãs, tanto evangélicas como católicas, a pesquisa aborda a questão do cuidado de si mesmo como fundamental para se exercer o cuidado aos outros e aponta para o fato de que pastores e pastoras esgotados são em geral pessoas idealistas.

Em sua dissertação, Roseli relata: “Observei que em geral os seminários preocupam-se com o preparo acadêmico de seus alunos, esquecendo o óbvio: que a maior parte do tempo de um pastor não é gasto em prédicas, mas em aconselhamentos e trato com pessoas. Muitos pastores entram em crise ao se perceber despreparados para o confronto diário com a dor e o sofrimento de suas ovelhas. Portanto, a integração dos recursos de apoio é de extrema importância na questão do cuidado aos pastores e pastoras, pois contemplam as várias dimensões da vida humana e apontam para as possibilidades tanto do cuidado a si mesmos, quanto do cuidado das instituições eclesiásticas a seus ministros”.

Roseli ministra cursos de atualização para pastores e missionários, e leciona no Seminário Batista Independente e no curso de especialização em aconselhamento e psicologia pastoral do Instituto de Pós-Graduação da Escola Superior de Teologia, ambos na Grande Porto Alegre. (.)

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