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Fome Zero — pastores e padres de mamadeiras na mão por este Brasil afora

Há 455 anos estamos evangelizando o Brasil. Fora as cerimônias religiosas realizadas na Semana Santa de 1500, no litoral baiano, com a presença de portugueses e indígenas, a pregação do evangelho só começou 49 anos depois, com a chegada, em março de 1549, da primeira leva de missionários estáveis. Eles vieram para cá na companhia de Tomé de Sousa, o primeiro governador da Colônia, e sob a chefia do jesuíta Manoel da Nóbrega. Por causa disso, estamos entre as chamadas nações cristãs do Ocidente. Somos o país mais católico do mundo, o país mais pentecostal do mundo e o país mais espírita do mundo. Embora haja cristãos notáveis em nosso meio, todos sabemos e confessamos que, grosso modo, somos um povo nominalmente cristão, fenômeno corriqueiro entre nossos vizinhos e países mais distantes, tanto no presente como no passado.

Se quisermos ser sinceros e realistas, diremos sem pestanejar que temos um grande desafio pela frente — o desafio de evangelizar o Brasil, pois somos iguaizinhos aos cristãos aos quais foi escrita a Epístola aos Hebreus: “Embora a esta altura já devessem ser mestres, vocês precisam de alguém que lhes ensine novamente os princípios elementares da palavra de Deus” (Hb 5.12).

Esse grande desafio precisa ser abraçado por padres católicos, pastores protestantes e pregadores pentecostais. A motivação não pode ser profana, empresarial, personalista nem muito menos contaminada pela competição, rivalidade, autoprojeção e interesse econômico. Se a pregação não for cristocêntrica nem fundamentada nas Escrituras Sagradas, de nada adiantará o esforço. Também precisa ser acompanhada da piedade e do exemplo

Nosso povo sabe muito pouco da Bíblia e de Jesus. Pelo tempo decorrido, o nível deveria ser outro. O que nos cabe fazer é passar outra vez para ele os tais “princípios elementares da Palavra de Deus”.

Uma leitura cuidadosa do final do capítulo cinco de Hebreus mostra-nos que há “princípios elementares” e “coisas difíceis de entender”; há “leite” e “alimento sólido”; há “ABC doutrinário” e “teologia pesada”; há “catecismo” e “doutrina profunda”; há o “cristão-bebê” e o “cristão adulto”.

No momento não é possível deixar de lado “os ensinos elementares a respeito de Cristo” e avançar “para a maturidade” (Hb 6.1), porque, com raras exceções, o cristão brasileiro ainda é analfabeto ou semi-analfabeto em Cristo. Ele só conhece Jesus de longe, e não de perto; de ouvir dizer, e não de vista. Ele conhece mais o Jesus morto do que o Jesus ressuscitado, mais o Jesus mártir do que o Jesus vicário, mais o Jesus que cura do que o Jesus que salva, mais o Jesus que veio do que o Jesus que virá, mais o Jesus filho de Maria do que o Jesus filho de Deus, mais o Jesus dividido com Maria do que o Jesus só, mais o Jesus das enciclopédias do que o Jesus das Escrituras, mais o Jesus servo do que o Jesus Senhor.

Para cumprir sua vocação e sua missão cabalmente, pastores e padres têm a obrigação de encostar, por enquanto, o alimento sólido e a teologia escolástica, e encher mamadeiras de “leite espiritual puro” (1 Pe 2.2) e dar de beber aos milhões de cristãos-bebês em seus berços esplêndidos por este Brasil de 8,5 milhões de quilômetros quadrados e mais de 170 milhões de habitantes!

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