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O que é evangelização na teologia católica

Conceito

Entende-se por evangelização a ação apostólica-religiosa usada pela Igreja para revelar e comunicar aos homens o acontecimento salvífico de Cristo.1

Ralfy Mendes de Oliveira, padre salesiano, formador de leigos para ministérios eclesiais

Evangelização é a ação que consiste em levar o Evangelho, a boa nova da salvação, àqueles que ainda não a receberam, um chamamento simultâneo à conversão e à convocação para a Igreja de Deus.2

Entende-se por evangelizar o processo total mediante o qual a Igreja, o povo de Deus, movido pelo Espírito Santo: 1) anuncia ao mundo o Evangelho do Reino; 2) dá testemunho entre os homens da nova maneira de ser e de viver que ele [o evangelho] inaugura; 3) educa na fé os que se convertem a ele; 4) celebra na comunidade dos que crêem nele a presença do Senhor Jesus e o dom do Espírito Santo; 5) impregna e transforma com sua força toda a ordem temporal.3

Aquilino de Pedro Hernández, professor de teologia da Pontifícia Universidade Católica do Chile

Evangelização é a realização do mandato missionário universal de Cristo: “Ide e fazei com que todos os povos se tornem meus discípulos”.4

Piero Petrosillo, professor de religião e moral na “Rosa Luxemburg”, em Roma



Importância

Evangelizar é a missão central da Igreja e de todos os crentes.5

Cassiano Floristán, catedrático de teologia pastoral na Universidade Pontifícia de Salamanca

A evangelização é a missão própria da Igreja. A história da Igreja é, fundamentalmente, a história da evangelização.6

3ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Puebla de Los Angeles, no México, em 1979

O principal e maior serviço que a Igreja oferece ao ser humano é comunicar-lhe a Boa Nova, convidando-lhe a participar da vida divina iluminando, a partir dessa vocação fundamental, toda a realidade humana. A preocupação pela pessoa situa-se, pois, dentro de um dinamismo globalmente vitalizante: a evangelização.7

Germán Doig K., autor do Dicionário Rio Medellín Puebla

Aquilo que a Igreja mais necessita é de uma verdadeira evangelização, que comece, precisamente, pela apresentação da pessoa viva de Jesus e que leve os evangelizados a ter uma experiência real de salvação nele. Enquanto não se começar a evangelizar desta maneira, tudo o mais será construir sobre areia.8

José H. Prado Flores, líder carismático mexicano



Tarefa de todos

A missão evangelizadora é de todo o povo de Deus. Esta é uma vocação primordial, sua identidade mais profunda. É a sua felicidade. O povo de Deus com todos os seus membros, instituições e planos existe para evangelizar. O dinamismo do Espírito de Pentecostes anima-o e envia-o a todos os povos. Nossas igrejas particulares hão de escutar, com renovado entusiasmo, o mandato do Senhor: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos”.9

3ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano

Evangelizar é dever de todo cristão. Todo cristão, sempre e em qualquer lugar, é chamado para ser testemunha da fé e transmissor do Evangelho que lhe foi confiado a fim de que o viva e o anuncie. Todo cristão é profeta com Cristo profeta; é luz do mundo com Cristo luz do mundo. Todo cristão é portador da verdade e da salvação com Cristo verdade e salvação de todos. Cada casa pode tornar-se escola do Evangelho. Em qualquer lugar o cristão deve fazer resplandecer a sua luz a fim de que quem lhe passe perto possa encontrar a fé. A Igreja deve despertar essa consciência e tornar capazes e críveis as testemunhas.10

Tullio Faustino Ossana, professor de teologia moral e de pastoral na Pontifícia Faculdade Teológica San Bonaventura, em Roma

Com o Evangelho da salvação na mão, a Igreja não pode calar-se.11

Tullio Faustino Ossana



Evangelização cristocêntrica

A evangelização deve conter sempre uma proclamação clara de que em Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem, morto e ressuscitado, se oferece a salvação a todos os homens, como dom da graça e misericórdia de Deus.12

3ª Conferência Episcopal Latino-Americana

É dever nosso anunciar claramente, sem deixar dúvidas ou equívocos, o mistério da encarnação: tanto a divindade de Jesus Cristo, tal como professa a fé da Igreja, quanto a realidade e a força de sua dimensão humana e histórica.13

3ª Conferência Episcopal Latino-Americana

Não podemos desfigurar, parcializar ou ideologizar a pessoa de Jesus Cristo, nem fazer dele um político, um líder, um revolucionário ou um simples profeta, nem reduzir ao campo meramente privado Aquele que é o Senhor da história.14

3ª Conferência Episcopal Latino-Americana

A evangelização não deve ser concebida como propaganda de uma determinada ideologia, mas como a apresentação de uma Pessoa, o anúncio de fatos salvíficos, o convite em aceitar essa Pessoa e esses fatos como a salvação oferecida por Deus, aceitação que compreende o compromisso de colocar em prática as exigências da vida que tal salvação implica.15

Franco Brovelli, professor de liturgia e história da liturgia da Universidade Católica do Sagrado Coração, em Milão

Às vezes esquecemos que o Evangelho é uma notícia, e notícia boa; isto é, o anúncio alegre e jubiloso de algo que já sucedeu: a salvação integral do homem e de todos os homens, realizada pela morte, ressurreição e glorificação de Cristo Jesus. A proclamação está baseada em um feliz anúncio: Jesus já nos salvou!16

José H. Prado Flores



Evangelização em profundidade

Importa evangelizar não de maneira decorativa, como que aplicando um verniz superficial, mas de maneira vital, em profundidade, e isto até às suas raízes — a cultura e as culturas do homem.17

3ª Conferência Episcopal Latino-Americana

A evangelização deve orientar-se para a formação de uma fé pessoal, adulta, interiormente formada, operante e constantemente confrontada com os desafios da vida atual nesta fase de transição.18

3ª Conferência Episcopal Latino-Americana

A dinâmica do processo total de evangelização aparece definida, de maneira paradigmática, por três fases ou etapas sucessivas: ação missionária (com os não-crentes), ação catecumenal (com os recém-convertidos) e ação pastoral (com os fiéis da comunidade cristã).19

Comissão Episcopal de Ensino e Catequese, da Espanha



O sujeito da evangelização

São sujeitos da evangelização — como Cristo quis — todos os homens de todos os tempos, de todos os lugares, de todas as condições... de qualquer raça e idade, de qualquer mentalidade e eu qualquer situação.20

Tullio Faustino Ossana



Notas

1. OLIVEIRA, Ralfy Mendes de. Vocabulário de pastoral catequética. São Paulo: Edições Loyola, 1992. p. 80.
2. LA BROSSE, Olivier de, HENRY, Antonin-Marie, ROUILLARD, Philippe, dir. Dicionário de termos da fé. Porto: Portugal / Aparecida: SP: Editorial Perpétuo Socorro / Editora Santuário, s/d. p. 296.
3. DE PEDRO, Aquilino. Dicionário de termos religiosos e afins. Aparecida, SP: Editora Santuário, 1993. p. 110.
4. PETROSILLO, Piero. Cristianismo de A a Z. Lisboa: Edições São Paulo, 1996. p. 105.
5. FLORISTÁN, C., TAMAYO, J.J., LA TORRE, J. et al. Dicionário de pastoral. Porto: Portugal / Aparecida: SP: Editorial Perpétuo Socorro / Editora Santuário, 1990. p. 216.
6. DOIG K., Germán. Dicionário Rio Medellín Puebla. São Paulo: Edições Loyola, 1992. p. 194.
7. Id., ibid. p. 16.
8. FLORES, José H. Prado. Ide e evangelizai os batizados. 11. ed.. Rio de Janeiro: Edições Louva-a-Deus, 1993. p. 5.
9. DOIG K., Germán. Op. cit. p. 194.
10. BERETTA, Piergiorgio. Dicionário de mariologia. São Paulo: Paulus, 1995. p. 506.
11. Id., ibid. p. 505.
12. DOIG K., Germán. Op. cit. p. 194.
13. Id., ibid. p. 299.
14. Id., ibid. p. 300.
15. Dicionário de liturgia. Lisboa: Portugal / São Paulo: Edições Paulistas / Edições Paulinas, 1992. p. 424.
16. FLORES, José H. Prado. Op. cit. p. 7.
17. DOIG K., Germán. Op. cit. p. 203.
18. Id., ibid. p. 196.
19. DE PEDRO, Aquilino. Op. cit. p. 110.
20. BERETTA, Piergiorgio. Op. cit. pp. 505, 506.



PACTO DE LAUSANNE* — não temos o direito de esconder o custo do discipulado

Evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem.

Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a vir a ele pessoalmente e, assim, se reconciliarem com Deus.

Ao fazermos o convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida todos os que queiram segui-lo a negarem a si mesmos, tomarem a cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade.

Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua igreja e um serviço responsável no mundo.



* Documento produzido durante o Congresso Internacional de Evangelização Mundial, realizado em Lausanne, Suíça, de 16 a 25 de julho de 1974, com a presença de 2.700 participantes, representando mais de 150 países.

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