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O peixinho que tinha boas notícias

Dom Franco Masserdotti

Era uma vez uma grande lagoa. Nela viviam peixes grandes, peixes médios e peixes pequenos. Havia muita fartura e alimento para todos. Apesar disso, os peixes grandes nunca ficavam satisfeitos e, para completar suas refeições, freqüentemente comiam os peixes pequenos. Também os peixes médios, talvez para se fazer de grandes, faziam a mesma coisa. E os peixinhos viviam no medo e na insegurança. A situação deles era muito precária, muito triste.

Havia, porém, um peixinho diferente. Ele procurava sempre o lado bom das coisas. Animava os outros peixinhos. Era até um pouco poeta, um pouco artista. Passava horas nadando sozinho, observando as cores, as belezas da lagoa e sonhando horizontes de paz e de amor.

Certo dia, ele fez uma descoberta maravilhosa. Estava nadando no fundo da lagoa. De súbito, viu um buraco por onde saía água. Isso lhe chamou a atenção. Pensou: “Se a água sai pelo buraco e não volta, é porque há outro lugar depois dele. Quero ir até lá!”

O peixinho se preparou para a grande viagem. Até fez dieta para passar com mais facilidade pelo buraco. E saiu da lagoa. Estava muito emocionado. Foi cair num riacho e conheceu a água corrente. Deixou-se levar por ela, pulando nas pedras. Chegou a um rio grande e majestoso, onde encontrou muitos peixes, com os quais criou laços de amizade. Havia também muito alimento. Era um mundo novo, de paz, fraternidade e fartura — o mundo de seus sonhos! Quando, brincando, pulava sobre as águas, conseguia enxergar as margens verdes e bonitas.

Mas, em sua felicidade, havia também uma ponta de tristeza, que crescia sempre mais no seu coração: a saudade dos peixinhos que continuavam na lagoa, a preocupação e a angústia por saber que estavam constantemente ameaçados de morte. Sentia-se culpado por não partilhar com eles a alegria de viver num mundo de paz, harmonia e fartura.

Então, decidiu voltar para a lagoa. Quando chegou, reuniu todos os peixinhos e contou suas descobertas. Convidou todos a irem com ele para o novo mundo. Alguns peixinhos aceitaram e se prepararam para a viagem. Outros, mesmo acreditando, recusaram o convite por medo do sacrifício e do risco do novo. Os demais zombaram e chamaram-no de sonhador. De qualquer modo, houve salvação para muitos peixinhos, aos quais ele dera as boas notícias!


Dom Franco Masserdotti é bispo da Diocese de Balsas, no sul do Maranhão.

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