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Especial — As três mais improcedentes asseverações do pastor da World Revival Church

As revelações, nem de Daniel nem de João nem de Paulo, mas de Ouriel de Jesus, não são heréticas no que diz respeito à pessoa de Jesus Cristo. Todavia, são “ousadas asseverações”, expressão usada por Paulo a propósito dos falsos mestres (1 Tm 1.7).



1. O grande e último avivamento

Nas “Considerações do Pastor Ouriel de Jesus”, no livro “O Triunfo Eterno da Igreja”, está registrado:

Os períodos diários de oração começaram com a chegada do grande e último avivamento no dia 14 de setembro de 2001 (p. 21).

É muita ousadia chamar o movimento que está acontecendo a partir da igreja de brasileiros sediada em Somerville, na região de Boston, de “o grande e último avivamento da igreja”. Na verdade, é muito mais do que ousadia. Não se comete juízo temerário quando se diz que trata-se de um comportamento temerário e presunçoso. Somente o fato de ter havido cerca de mil batismos de lá para cá, no curto período de dois anos, não justifica o uso da expressão “avivamento”. Muitos outros batismos acontecerão em Boston e em muitos outros lugares nesse ambiente de extremo emocionalismo — batismos mas não, necessariamente, conversões.

É preciso esperar o julgamento da história para medir o tamanho e o valor de um avivamento. Quanto a ser o “último”, nem os historiadores saberão dizê-lo. Só o Senhor da história, que é também o Senhor da Igreja.



2. Os tempos do fim

Outra vez comete-se o equívoco de sempre. Jesus deixou bem claro que ninguém possui uma cópia da agenda de Deus: “Não lhes compete saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade” (At 1.8). Reiteradas vezes, Ele explicou aos apóstolos: “Vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor” (Mt 24.42, 50; 25.13, NVI).

É um intrometimento imperdoável anunciar categoricamente que os tempos do fim já chegaram. Ouriel diz que a sua geração é “a geração dos últimos dias” (p. 255). Ele é coerente com as revelações que garante ter visto e ouvido, junto com outros irmãos, depois de sucessivos arrebatamentos “de sentidos” (não necessariamente com o corpo físico). Ora, se as visões de Daniel, “seladas e lacradas até o tempo do fim” (Dn 12.9), foram, agora, reveladas a ele, então, de fato, segundo o seu raciocínio, estamos na fase final da história (p. 45).



3. Os profetas do avivamento

Das três ousadas asseverações, a mais sutil, mais infeliz e mais perigosa é a revelação de que ele, o pastor Ouriel de Jesus, é o homem chave do grande e último avivamento da história da Igreja.

Nem uma vez Ouriel diz com sua próprias palavras: “Eu sou o apóstolo do avivamento”. Ele faz coisa pior: coloca essas palavras na boca dos outros — talvez sem maldade, talvez sem plena consciência do que está pensando e dizendo, talvez fora de si, em êxtase.

No capítulo 3 de “O Triunfo Eterno da Igreja” está escrito:

Nos últimos dias, o Espírito de Deus encontrará um homem descomprometido com sistemas, títulos e posições, pronto a pagar o preço que for necessário e a aceitar os desafios para tapar as brechas que foram abertas desde a morte dos últimos apóstolos (p. 83).

No capítulo 4 lê-se:

Nesses dias do grande e último avivamento [que começou na casa de Ouriel], Deus escolheu um homem que aceitou o desafio e, com ele, um grupo de santos que se dedicarão à oração, ao jejum e a uma grande comunhão com Deus, não se preocupando com o preço a ser pago e com as renúncias que terão de fazer (p. 96).

No capítulo 6, nas “Considerações do Apóstolo João”, está registrado:

Já me foi revelado que, nos últimos dias, o Pai escolherá um homem que será conhecido como “Anjo de Fogo” e, juntamente com ele, será formado e discipulado pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo, um grupo que será conhecido como apóstolos e profetas do grande e último avivamento (p. 128).

No mesmo capítulo, nas “Considerações do Espírito Santo”, encontra-se esta decisão atribuída ao Espírito:

Há de ser que, nos últimos dias, eu levantarei um homem junto com os seus valentes. Da mesma forma como ungi Davi, eu, o Espírito Santo, o ungirei e, do mesmo modo que ungi seus valentes [os de Davi], assim ungirei os valentes que estarão com ele e eles serão chamados “a nova geração de apóstolos e profetas do avivamento” levantada para preparar o caminho como precursores da volta de Cristo (p. 131).

No último capítulo, há mais esta incrível informação:

O profeta Daniel, o apóstolo Paulo e o apóstolo João tomaram conhecimento de que tais revelações e mistérios de Deus seriam revelados a um grupo de homens nos dias do grande e último avivamento do tempo do fim que aceitassem o desafio de Deus e que seriam conhecidos como apóstolos e profetas do avivamento (p. 355).

Resta agora saber o nome desse homem tantas vezes mencionado. O nome dele não é outro senão Ouriel de Jesus, pastor-presidente da World Revival Church — Assembly of God, mais conhecida como Assembléia de Deus em Boston.

Como se sabe que é ele? É muito fácil. Basta ler o testemunho de Ouriel nas “Considerações do Pastor Ouriel de Jesus”:

“Os períodos diários de oração começaram com a chegada do grande e último avivamento no dia 14 de setembro de 2001. Eu e mais um dos irmãos do Grupo de Oração orávamos em nossa casa às 14h30. O céu se abriu e nós vimos e ouvimos o Pai dizendo ao Filho: “É hora de a Igreja ser tirada da terra pois não está conseguindo cumprir a sua missão” e Jesus Cristo, com um olhar de preocupação, não respondia palavra. Foi quando pudemos ver o Espírito Santo interceder pela Igreja pedindo ao Pai que lhe fosse dada mais uma oportunidade. Foi no momento dessa experiência sobrenatural que eu disse a Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo que eu estava disposto a pagar o preço que fosse necessário para que um avivamento viesse sobre a Igreja ao redor da terra. Nesse momento, eu ouvi a voz do Pai de forma bem clara dizendo: “O preço é muito alto. Você será caluniado. Vão tentar excluí-lo de sua denominação e vão persegui-lo muito e os seus próprios o chamarão de herege.” Nesse momento, perguntei ao Pai: “Quais serão os benefícios de todo esse preço?” Ele me respondeu: “Multidões de almas ao redor da terra!” Então, eu disse ao Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo que podiam contar comigo para o desafio desse grande e último avivamento do tempo do fim (pp. 21 e 22).”

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