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Seções — Pastorais

O eixo do mal

A palavra eixo tem sido usada para definir a aliança entre nações de sistema político idêntico. Na época da Segunda Grande Guerra, referia-se ao pacto entre a Alemanha nazista e a Itália fascista. Pouco mais tarde, o Japão engrossou esse famoso e terrível eixo. Hoje, certa nação ocidental está chamando de eixo do mal certas nações orientais supostamente envolvidas com práticas terroristas.

Contudo, a expressão eixo do mal assenta como uma luva quando se refere à união de três forças distintas mas com propósitos iguais: a carne, o mundo e o Diabo.

A carne diz respeito à propensão que todos carregam dentro de si, a rigor, desde o nascimento (Is 48.8) ou, melhor, desde a concepção

(Sl 51.5). O livro de Eclesiastes diz que “o coração dos homens está cheio de maldade e de loucura durante toda a vida” (Ec 9.3, NVI). Jesus confirma essa análise ao declarar que as coisas más, como adultérios, arrogância, calúnia, homicídios, imoralidades sexuais, inveja, roubos etc. vêm de dentro e tornam o homem impuro (Mc 7.20-23). Em entrevista à Folha de São Paulo, o advogado britânico Paul Diamond lembra que “está no cerne da religião cristã que os homens nascem com o coração inclinado a todos os tipos de maldade”

(FSP, 15/6/02, A-12).

O mundo diz respeito à cultura no meio da qual todos os seres humanos nascem, vivem e morrem. Porque é habitado e governado não por santos, mas por pecadores, este mundo tem uma estrutura hostil a quem quer ser íntegro e não oferece a essa pessoa nem exemplos nem estímulo nem meios nem prêmios. Só consegue ser íntegro aquele que nada contra a correnteza, contra o fluxo natural. Esse sistema é chamado de perverso (Gl 1.4) e de mundo tenebroso (Ef 6.12). Por essa razão, não se deve amar o mundo nem o que nele há, pois “se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1 Jo 2.15). Uma vez que “o mundo todo está sob o poder do Maligno” (1 Jo 5.19), o exemplo de Paulo é convincente: “Por meio da cruz, o mundo está morto para mim e eu estou morto para o mundo” (Gl 6.14, NTLH).

O Diabo diz respeito a um ser extraterrestre, anterior ao ser humano, inimigo de Deus, dotado de alguns poderes e relativamente livre. Trata-se de uma pessoa e não de uma mera força. É uma pessoa inteligente, astuta, sutil, insistente, que usa e abusa da mentira (Jo 8.44), capaz de fazer grandes estragos tanto na vida humana como na criação de Deus. Certamente não é aquele diabo medieval, pintado e descrito erroneamente, o que tem provocado mais confusão do que esclarecimento, mais dúvida do que certeza e mais zombaria do que medidas preventivas. A liberdade do Diabo é limitada e controlada soberanamente por Deus, como se vê na experiência de Jó (Jó 1.12; 2.6) e na de Pedro (Lc 22.31). Ele é chamado de tentador

(Mt 4.1; 1 Ts 2.5) e de adversário (1 Pe 5.8). Pouco ou nada se sabe a respeito dele antes da sua primeira incursão na história lá no Éden (Gn 3.1-7), mas sabe-se o suficiente sobre o seu destino final (Ap 20.7-10).

A carne, o mundo e o Diabo — esse é verdadeiramente o eixo do mal. Exceto no capítulo 2 da Epístola aos Efésios, os três são mencionados separadamente nas Escrituras, embora tenham sempre o mesmo propósito.

Qualquer um de nós pode subscrever o desabafo do salmista: “Estou em meio a leões ávidos para devorar” (Sl 57.4). O primeiro leão vive dentro de nós (é a carne), o segundo leão está ao redor de nós (é o mundo) e o terceiro leão está um pouco acima de nós (é o Diabo).

Esses leões internos, externos e esotéricos não valem nada diante do Leão de Judá, que abriu os sete selos para descerrar a história da redenção!

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