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| Especial — O problema com Rick Warren |
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| O problema com Rick Warren |
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Um exercício em leitura crítica Ricardo Quadros Gouvêa  É entre os evangélicos que o hábito da leitura mais cresce. O “povo do livro” tem a Bíblia como revelação, o que implica a importância do hábito da leitura como algo sancionado e implementado por Deus! Não apenas a leitura da Bíblia, mas a leitura em geral, que desenvolve a mente. Porém, o que temos lido? E como temos lido? Nem sempre lemos bem, assim como nem sempre oramos bem (Tg 4.3). Todavia, toda leitura é proveitosa quando passamos a ler criticamente; mesmo ler um livro ruim é bom, pois percebemos seus equívocos, dos quais às vezes nem o autor está consciente. Às vezes nos falta um arguto senso crítico que nos proteja de nos deixarmos levar pela retórica do autor que persuade com expressões tecnicamente calculadas para agradar, e o açúcar faz descer o veneno. O sucesso de Rick Warren e de seu livro “Uma Igreja com Propósitos” é o sucesso do sucesso! É o sucesso de ter “no sucesso” um propósito de vida pessoal e ministerial. O sucesso que faz sucesso entre as pessoas hoje não é o da “obediência da fé” (Rm 1.5), nem o do “tomar a cruz” (Mt 16.24). O sucesso que hoje se idolatra não é como o proposto no Salmo 1, em que o prazer está na “instrução do Senhor” e não em técnicas empresariais. O sucesso que faz sucesso hoje nas igrejas é o segundo os padrões mundanos de nosso tempo, em que as relações são mediadas pelo mercado. Esta ideia contemporânea de sucesso está implícita nas estratégias aplicadas ao crescimento de igrejas, das quais se pode inferir uma alta consideração por fama, prestígio, tamanho, enriquecimento e poder. Igrejas e autores como Rick Warren escondem esse desejo mundano de sucesso por trás de uma linguagem aparentemente piedosa. Tenhamos a coragem de realizar uma autocrítica que nos permita verificar se esse caminho é o ideal, e até mesmo apropriado para nós. O que Warren propõe é a teologia da prosperidade, só que aplicada às instituições eclesiásticas, em vez de aplicada a indivíduos. É o crescimento numérico e financeiro do ministério que evidencia a bênção divina. Warren acaba por despertar, como um subproduto inconsciente, tudo aquilo que há de pior nos pastores: a vaidade, a cobiça, o amor ao prestígio, ao dinheiro e ao poder. Uma igreja cristã não é uma instituição qualquer que visa o crescimento e a maximização dos lucros. Uma empresa secular deveria ter vocação social, mas busca sua perpetuação como finalidade. Isso também é verdade acerca de muitas igrejas que abandonaram os princípios éticos reformados do trabalho: sentido de vocação, austeridade em vez de ostentação e, acima de tudo, honestidade, em troca dos valores da sociedade de mercado e das estratégias de crescimento das empresas seculares. Uma igreja não pode ter o crescimento como finalidade, pois existe para outro propósito: proclamar o evangelho da graça salvadora, por meio do testemunho de palavras e de obras de amor e, dessa forma, praticar a verdadeira e genuína adoração. As igrejas são passíveis de corrupção e degenerescência, como evidencia a história. As igrejas se vendem ao “espírito-do-tempo” (“Zeitgeist”) e esse é o verdadeiro liberalismo teológico: o comprometimento de nossos princípios e valores em nome de uma acomodação. O “Zeitgeist” hoje é o de uma sociedade de consumo e de relações sociais mediadas pelo mercado. As igrejas passam a viver em função de seu próprio “sucesso”, ao estilo do mundo. Fazem planejamentos estratégicos, escolhem fatias do mercado, adotam “slogans” e passam a utilizar o discurso persuasório da publicidade que almeja a manipulação. Os membros das igrejas, que Deus tanto ama, são instrumentalizados pelas igrejas para seus próprios fins, numa inversão perversa: o homem passa a existir para a igreja, e não a igreja para o homem -- perversão análoga àquela que Jesus combateu ao afirmar que o homem não foi feito para o sábado, mas o sábado para o homem (Mc 2.27). Deixar de priorizar pessoas sobre as coisas e as instituições é o colapso da vocação cristã. O espírito do “warrenismo” pode ser identificado em uma das cartas em resposta ao meu artigo Quarenta livros que fizeram a cabeça dos evangélicos nos últimos quarenta anos (novembro/dezembro 2008). Alguém pergunta: “Quem é Ricardo Quadros Gouvêa? Qual o impacto do seu ministério sobre vidas e sua experiência ministerial? Faz apologia a Caio Fábio e comentário jocoso sobre Rick Warren. Infelizmente existe muita gente que não aceita que outros tenham um desenvolvimento ministerial maior que o seu!” O missivista concorda com Warren que o sucesso de um ministério cristão depende do tamanho, que esse é o critério adequado para avaliarmos um ministro. Se eu fosse pastor de uma igreja de três mil membros, ele se veria obrigado a respeitar minhas opiniões, pois tal fato me credenciaria para afirmar o que quer que fosse. Contudo, sou pastor de uma igreja de cem membros, e não me preocupo com seu crescimento. Pretendo ser aferido pela fidelidade (1Co 4.1-5). Além disso, é contraditório sugerir que não aceito que outros tenham ministérios maiores que o meu e simultaneamente afirmar que faço “apologia” a Caio Fábio (o que também não é verdade), que tem um ministério muito maior que o meu. Eis o efeito pernicioso de Rick Warren: tecnicismo, pragmatismo e a avaliação do tão desejado “sucesso” por critérios mundanos. Desconstruamos Warren pela sua noção de homogeneização. Em igrejas heterogêneas há gente de todo tipo e elas têm dificuldades de crescer. Há diferentes preferências pessoais porque essas pessoas têm formação educacional distinta, são de etnias variadas e pertencem a diferentes faixas etárias e classes sociais. O que Warren propõe, entre outras estratégias mercadológicas, é a execução proposital de um processo de homogeneização: a igreja que pretende crescer deve escolher uma fatia do mercado: escolher se será igreja de ricos ou de pobres, de cultos ou de incultos, voltada para uma etnia específica, e seus cultos devem agradar a um público específico. Os ricos não terão de passar pela humilhação de se sentarem com pobres, e não serão forçados a admitir que, em Cristo, somos todos iguais. Tampouco os cultos terão de partir o pão com os analfabetos, no sagrado nivelamento do evangelho. Poupemo-los desses constrangimentos! A homogeneização é um processo de especialização, de encontrar um “público-alvo” ao qual será possível satisfazer mais facilmente. Parece, a princípio, uma boa estratégia de evangelização. E funciona! Está, entretanto, de acordo com os princípios da ética cristã e com os propósitos de Deus? Não seria melhor sacrificar o sucesso no altar do Senhor? Uma igreja é uma família da fé que reproduz em seu microcosmo a realidade social. Numa família encontramos pessoas de todo tipo: abastadas e necessitadas, cultas e incultas, jovens e idosas, pessoas de diferentes etnias, com preferências distintas. Assim é em uma igreja saudável, e isso nos ensina a sermos respeitosos e pacientes. Na igreja homogênea tudo é mais fácil, pois todos são parecidos. Martin Buber alerta: “Quando amamos somente aqueles que se parecem conosco, não amamos ao próximo, mas antes a nós mesmos refletidos no próximo”. A igreja homogênea pode crescer mais facilmente, mas tal crescimento é apenas inchaço, e não o crescimento orgânico de uma igreja heterogênea, fruto do crescimento espiritual de uma comunidade que tem de lidar com sua própria diversidade. Todos desejam participar de uma comunidade onde reina o amor! O crescimento se torna aí uma consequência natural. Uma igreja precisa crescer? Por que as igrejas locais almejam o crescimento? Não se está questionando aqui o avanço do evangelho de Cristo, nem se devem surgir novas igrejas, mas sim o anseio de crescimento da igreja local e as megaigrejas, com milhares de pessoas que mal se conhecem e pastores que mal conhecem suas ovelhas.  Qualquer igreja com mais de mil membros corre sérios riscos de degenerescência, de perda das características que determinam sua existência como comunidade cristã. O ideal hipermoderno de igrejas grandes e poderosas deve dar lugar ao resgate do valor das eclesiolas em que a preocupação não é numérica ou financeira, mas humana e espiritual. A boa igreja não é aquela que nos proporciona um bom “show” dominical, impessoal e superficial, mas aquela onde encontramos a nutrição espiritual da comunhão fraternal com os que sabem nosso nome, onde todos são iguais, não por causa de uma estratégia secular de homogeneização, mas porque todos, apesar das diferenças, se amam e se respeitam, e formam um corpo místico, em que Cristo é a cabeça e nós somos diferentes órgãos (1Co 12). Como estamos longe do “esvaziamento” de Cristo (Fl 2.1-8), do desapego ao sucesso, ao prestígio, à fama, ao poder, ao dinheiro! Como testemunharemos de Cristo por meio de nossas vidas, como ensinam as Escrituras Sagradas: “Alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo [...] se pelo nome de Cristo sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o glorioso Espírito de Deus” (1Pe 4.13-14)? Talvez somente após a morte seja possível ao homem compreender o que significa ser bem-sucedido na vida. Os apóstolos nos ensinam que é perseverar em meio ao sofrimento. É motivo de alegria sofrer como Jesus sofreu e por causa de nosso amor por ele. Agostinho fala de duas cidades, a de Deus e a terrena, em tudo misturadas. Na primeira reina o “agape”, a caridade (“caritas”), na segunda, o “eros”, a concupiscência (“cupiditas”). Ser bem-sucedido na cidade de Deus não significa sê-lo na cidade terrena e vice-versa. Jesus, ainda que inteiramente bem-sucedido na perspectiva celeste, foi muito malsucedido pelos padrões da cidade terrena, pobre, malcompreendido, abandonado e executado como um criminoso. Seus seguidores foram martirizados, depois de uma vida de pobreza, prisões e privações. Os maiores expoentes da espiritualidade cristã foram todos sofredores. No século 4 Antão vivia numa caverna, miserável, considerado louco, mas venerado por sua santidade. Francisco de Assis, humilhado pelos cardeais e papas, morreu aos 44 anos e é visto por muitos como o maior discípulo de Cristo que já viveu. Juliana de Norwich nunca teve posses, foi considerada herege e, depois, aclamada como sábia. David Brainerd, o missionário americano que abandonou tudo para pregar o evangelho aos nativos de seu país, morreu aos 29 anos e deixou um diário de meditações que até hoje nos comove. José Manoel da Conceição, o padre protestante, que não viajava a cavalo, mas a pé e às vezes descalço, morreu como um indigente aos 51 anos, incompreendido pelos missionários. Como teriam eles se saído numa avaliação de sucesso a partir dos critérios dos warrenistas? Homens de Deus, mas totais fracassos na cidade terrena onde o que conta é a fama, o lucro, as posses, o poder, a saúde, a longevidade e a aparência física. Hoje encontramos nas igrejas a pregação do sucesso, da reivindicação. Deus tem de nos abençoar com riquezas. Exigimos e nos apossamos do que é nosso por direito: o sucesso segundo os padrões do mundo. Agora isso vale também para as igrejas que querem ser como empresas bem-sucedidas: a busca do sucesso mundano sancionado por uma falsa fachada de sacralidade. Mefistófeles promete de novo a Fausto a felicidade em troca de sua alma. Vender-se ao espírito mercadológico do nosso tempo, em que impera o maquiavelismo, é vender a alma, abandonando princípios e valores que, para um cristão, são inegociáveis. • Ricardo Quadros Gouvêa é ministro presbiteriano e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e do Seminário Teológico Servo de Cristo. |
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Valdimir Lima Carreiro | Curitiba - PR |
#1 |
Que tristeza esse comentário do Sr. Ricardo. Sua inveja sobre o sucesso do ministério de outros, fica evidente. A forma como julga a obra de Warren, só posso crer, nasce de uma vontade temenda de ser algúem tão abençoado em seu ministério, como o Rick Warren. Infelizmente não sabe ele que o que dá legitimidade a um ministério,são os frutos advindos da obras, frutos reais, e frutíferos independente de sua grandeza numérica. Pertenço também a uma Igreja pequena e vi ali como o Livro impactou vidas de pessoas, auxiliando-as a entenderem o propósito de Deus para suas vidas, à luz da palavra. |
Postado em
20/05/2009 às 15:09:31 |
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Sérgio Marcos Dos Santos | Santa Rita Do P. Quatro - SP |
#2 |
| Oportuna, pertinente e atual, esta matéria deveria ser amplamente divulgada tamanha sua urgência pois a mentalidade "warrenista" se alastrou rapidamente. Deus tenha misericórdia de nós e nos dê uma chance de nos achegarmos a Ele com humildade e fidelidade. Só a Ele a glória. |
Postado em
20/05/2009 às 16:42:25 |
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Marco Antonio Do Nascimento Sales | Nova Iguaçu - RJ |
#3 |
| QUE ALEGRIA!!! É muito bom saber que ainda existem homens de Deus como o Reverendo Ricardo Gôuvea. Infelizmente a visão mercadológica eclesial se espalhou como um câncer, mas nem tudo está perdido, pessoas sóbrias como o Reverendo Ricardo, alicerçando suas idéias na Palavra do Evangelho, descobrem que os nossos púlpitos não são uma extensão da filosofia propagada pelo Sr. Roberto Justus no "Aprendiz", mas sim, ali deveria ser a agência que revela ao mundo o humilde Nazareno que andou na contramão das visões cobiçosas de sua época. Valeu Ricardo! Continue assim! |
Postado em
21/05/2009 às 13:37:39 |
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SÉrgio Cruz | Rio De Janeiro - RJ |
#4 |
| Maravilhosa matéria, queira Deus seja um alerta para aqueles que ávidos por números não venham a esquecer que a necessidade primordial segundo Jesus Cristo é NASCER DE NOVO. Parabéns!! |
Postado em
21/05/2009 às 16:04:55 |
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Marcus Vinicius Ferreira Santos | São Vicente - SP |
#5 |
| Cada um vê o que quer ver. Infelizmente a maioria só vê "benção" em Richs Warrens da vida. Fazê o quê? |
Postado em
21/05/2009 às 18:57:19 |
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Jeová Cavalcante De Oliveira | Natal - RN |
#6 |
Nas suas colocações o Pr Ricardo Gouvêa procura mostrar os erros relacionados à visão de um autor famoso no meio evangélico por nome de Rick Warren – autor do Best seller "Uma Igreja com Propósitos".
Entre outras interpretações que faz dos ensinos desse autor, Gouvêa reforça a ideia de que "O que Warren propõe é a teologia da prosperidade, só que aplicada às instituições eclesiásticas, em vez de aplicada a indivíduos. É o crescimento numérico e financeiro do ministério que evidencia a bênção divina. Warren acaba por despertar, como um subproduto inconsciente, tudo aquilo que há de pior nos pastores: a vaidade, a cobiça, o amor ao prestígio, ao dinheiro e ao poder". Vou ler o livro desse autor, mas já de antemão discordo da visão do nobre articulista.
Por várias vezes ele prega a Teologia da miserabilidade, e esboça uma visão de que é louvável alguém ter morrido na miséria, na escassez; de que isso é ser santo. Cita alguns exemplos de prováveis servos de Deus que passaram pela experiência do sofrimento e da escassez, bem como pelo martírio da incompreensão dos outros, enaltecendo esses fatos como algo digno de se almejar.
Pé no freio, prezado irmão Gouvêa. Se por um lado é temerária a visão de que só se está com Deus se estiver próspero, por outro lado, é mais perigoso ainda, creio eu, exaltar o viver miseravelmente como se isso fosse atestado de santidade. No fim de tudo, a prosperidade, a saúde, uma bela aparência física e a longevidade que colocas na mesma lista da fama, do lucro e das posses, será o destino dos salvos. Se isso não for alcançado em medida menor aqui, será o que Deus nos dará lá na glória ou, do contrário, qual o sentido de viver e de lutar por Jesus? Não é o próprio Jesus que diz em MARCOS 10:28-30: 28 E Pedro começou a dizer-lhe: Eis que nós tudo deixamos, e te seguimos. 29 E Jesus, respondendo, disse: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, 30 Que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna.
Ora, a finalidade dessa vida não é buscarmos o sofrimento e a penitência, mas sim, a felicidade, a prosperidade em todas as áreas, assim como o fazermos mais e melhor qualquer coisa que mereça nossa dedicação. Deus certamente honra os que O honram e isso pode ser visto na vida de uma extensa lista de servos de Deus prósperos e bem sucedidos várias vezes tanto, já neste tempo, como ABRAÃO, ISAQUE, JACÓ, JOSÉ DO EGITO, DAVI, JÓ, DANIEL, e tantos outros que, embora tenham sido alvos de prova de fé por meio de sofrimentos e perseguições, como diz o texto acima, foram grandemente abençoados no campo material. Diante desses grandes exemplos, não venha, por favor, fazer apologia à pobreza, à mediocridade, ao sofrimento, o nosso Deus não é Deus de pequenez e nem tem prazer em que seus filhos sejam ensinados a pensar e buscar a pobreza como sinal de que são por Ele melhor avaliados.
Concluindo, gostaria de ressaltar que tenho visão clara de que quando nos arvoramos como juízes, falhamos muito. Tanto no caso do Pr Gouvêa julgando o que pretende o Rick com seus ensinamentos, como eu, ao julgar o que o Pr Gouvêa interpreta da visão do Warren, nos excedemos na casa dos 8 ou 80. Acredito que tanto o Rick Warren como o Pr Gouvêa estão certos ao defender cada um seu ponto de vista, gostaria, no entanto, que houvesse mais tolerância e cuidado ao se levantar opiniões sobre o que o outro pensa. Qualquer um sabe que a verdade se encontra no EQUILÍBRIO entre as duas visões. Tanto uma situação de pobreza pode existir na vida de um servo de Deus, como também a de riqueza, sem que isso seja sinal de maior ou menor grau de santidade. Isso também vale para a interpretação em relação à atuação da igreja neste mundo. |
Postado em
23/05/2009 às 17:01:34 |
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Rochael Alves Ferreira | Sanat Luzia - MG |
#7 |
| Pr. Ricardo, obrigado pelo artigo. Entendo que o irmão não fez apologia à pobreza, mas apenas mostrou que ela não é impediditvo para que alguém seja considerado servo de Deus. Quanto ao crescimento da igreja local, não creio que isso se dá pela importação de métodos "enlatados", como sugere o livro "Igreja com Propóstios", mas pela ação poderosa do Espírito Santo. A nós pastores cabe apenas pregar e ensinar o genuíno evangelho de Jesus. Que Deus nos dê lucidez para não nos deixarmos iludir pelo espírito de nosso tempo. |
Postado em
25/05/2009 às 17:05:18 |
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Mateusluiz De Moura | Jundiai - SP |
#8 |
O que precisamos é pedir a Deus que se faça na Igreja de hoje como Jesus fez no templo, retirar todos esses que não vivem do evangelho mas se enriquecem. "E entrou Jesus no templo de Deus, e expulsou todos os que vendiam e compravam no templo, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas;E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões."
"Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores". |
Postado em
25/05/2009 às 18:29:01 |
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Amaury Carvalho | São Paulo - SP |
#9 |
Puxa vida!!! Nem imagino quem seja o comentarista... e muito menos o "comentado". Como pude viver tanto tempo sem, sequer, imaginar que eles existiam??? Será que padecerei no inferno por tal coisa? |
Postado em
26/05/2009 às 21:01:30 |
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Teóphilo Noturno | Rio De Janeiro - RJ |
#10 |
Venho relatando as aberrações que esse herege apóstata chamado Rick Warren faz questão de promulgar com alegria. Alguns classificam "Uma Igreja com Propósitos" como o livro mais importante depois de Atos é verdade: Atos marcous o início do tempo da graça e Rick Warren inicia o começo da apostasia! Deus nos abençoe com sabedoria para discernir Sua Verdade dentre essa torrente de enganos modernos. http://teophilo.info htp://teophilo.blogspot.com |
Postado em
27/05/2009 às 11:00:16 |
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Maria Eunice Rocja Justiniano | São Paulo - SP |
#11 |
| A muito tempo que não lia um artigo escrito com tanta clareza e ousadia sobre a verdadeira face da igreja.Muito obrigada! |
Postado em
27/05/2009 às 16:42:49 |
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Klevys R. Da Silva | Palmas - TO |
#12 |
| É com muita tristeza que leio essa matéria, creio que todos nós temos direito de expressar nossa opiniões, mas dai julgar como o senhor Ricardo Gouvêa fez, é duro de aceitar (autores como Rick Warren escondem esse desejo mundano de sucesso por trás de uma linguagem aparentemente piedosa) qual a base que o senhor tem para fazer tal afirmação? Pelo livro da pra chegar a essa conclusão?e o senhor tem um desejo mundano de inveja?... Realmente estou muito triste porque tinha a revista "ultimato" como uma das poucas revistas sérias do Brasil, mas isso acabou de mudar. |
Postado em
28/05/2009 às 10:01:58 |
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Marcos Ladeia Candor | Ilha Solteira - SP |
#13 |
Caro Reverendo Gouveia,
Considero sua análise unilateral, com uma insinuação perigosa, de polarização. Um extremo é tão nefasto quanto o outro, e tomar os escritos de RicK Warren como autoridade suprema para crescimento da igreja e obtenção de status e fama é no mínimo um exagero. O livro uma igreja com propósitos tem seu valor, com orientações práticas sobre administração de igrejas, considerando-as como organizações, que de fato o são. Devemos aprecia-lo estritamente nesse ambito, e não querer enxergar mais do que na verdade é. "Warrenismo" é um infeliz neologismo. |
Postado em
28/05/2009 às 10:31:15 |
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Daniel Gonçalves Lima Junior | Itaboraí - RJ |
#14 |
Muito oportuno o artigo.Comentários sérios e profundos que nos ajudam a continuar em frente e pastoreando a igreja de Jesus de forma simples e bíblica. Nós pastores enfrentamos essas pressões todos os dias, às vezes de gente até bem intencionada, mas que carece de mais discernimento. São as pressões pelo sucesso, pelo crescimento, e pela visibilidade. Mas não quero o sucesso, quero apenas uma igreja de crentes. Ser crente em Jesus já está bom. |
Postado em
28/05/2009 às 11:04:27 |
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Alessandra Santos Oliveira De Proença | São Paulo - SP |
#15 |
| Nós vivemos em um país democrático, felizmente. Por isso, as pessoas têm direito a dar suas opiniões livremente. No entanto, chega a ser ridículo acusar o comentarista de inveja, sem ao menos conhecer nada a respeito dele, só pelo fato de ele ser contra o método empregado por Rick Warren. Lendo a acusação, pareceu-me coisa de criança que não tem capacidade de olhar o assunto de maneira mais profunda e menos superficial. |
Postado em
04/06/2009 às 09:59:58 |
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Francisco Luiz Flor Dos Santos | São Gonçalo Do Amarante - CE |
#16 |
Meu caro Ricardo a questão da insanidade por crescimento foi muito bem posta por você. Sobre o missivista que o criticou dizendo que você não poderia falar de Warren porque você não tem uma igreja do porte da dele, quero apontar a igreja de John Mccarthur que é vezes maior que a de Warren, a minha e a sua e que comunga da mesma opinião que você. Grace Community Church com cerca de 10.000 membros. Abraços, Luiz Flor, pastor.
P.s.: postei essa matéria em meus blogs: www.pulpito.blog.terra.com.br e www.poesiadegraca.blogspot.com |
Postado em
05/06/2009 às 10:02:49 |
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Marlon Silva Marques | Fortaleza - CE |
#17 |
| É impressionante como muitos não conseguem compreender o que Ricardo Quadros Gouvêa escreveu a respeito de Rick Warren. O que ele escreveu foi uma crítica muito bem construída sobre o empreendimento empresarial de Warren que transforma a Igreja de Cristo em uma empresa sem preocupação com os membros. Organiza-se uma congregação com fins adequados a cada tipo de pessoa. Que ridículo! Fico desapontado por haver pessoas consentindo com isso. Gouvêa o critica nesta percepção de Warren. Também ridículo é um leitor interpretá-lo como invejoso do autor de "Uma Igreja com Propósitos (empresariais)". |
Postado em
08/06/2009 às 11:05:00 |
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Armando Tadeu Lino | Juiz De Fora - MG |
#18 |
Gostaria de dar os parabens para ao Sr Ricardo Gouvea, Ministro e Professor, escreve que as igrejas efetuaram uma grande mudanças nas igrejas, pois elas só pensam em crescimento de membros, sem base do evangelho. E tornou as igrejas em grandes empresas onde acabou o termo "voluntário" para "contratados". E os "grandes" Pastores só pensam em homogeneização, onde o rico anda com rico e pobre com pobre. E querem as igrejas cheias para ganharem cada vez mais dinheiro sem olhar a obra de Deus. Onde Pastores ganham hoje em média de R$ 10 a 15 mil, fora as viagens extras em outras igrejas. |
Postado em
08/06/2009 às 14:17:42 |
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Rosinete De Aquino Silva | Recife - PE |
#19 |
Parabéns ao Pastor Ricardo Gouvêa, pela análise equilibrada e esclarecedora. Graças a Deus que ainda temos vozes proféticas, que não se dobraram a Baal. Que o Senhor da história continue iluminando o nobre pastor. |
Postado em
14/06/2009 às 18:51:33 |
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Anderson Raulino De Queiroz | Rio De Janeiro - RJ |
#20 |
| Minha oração ultimamente tem sido: Deus levante homens comprometidos com a tua Palavra, e que se levante com críticas sobre o que se passa no movimento evangélico no mundo. Recentemente, me juntei àqueles que renunciaram o título de evangélicos, preguei na igreja que faço parte, e como o Pastor Ariovaldo Ramos, Ricardo Gondim e Ed Rene Kvitz, também declarei que não sou mais evangélico. Perdoem-me a sinceridade os que simpatizam com o Pastor Warren, mas há equívocos em seus ensinamentos, os quais são suficientes para nos manter distantes dele e deles. Me junto ao Pastor Ricardo Q. Gouvêa. |
Postado em
20/06/2009 às 20:06:18 |
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James B Gilbert | Milwaukee - XX |
#21 |
Quanto à crítica a Rick Warren, seria mais justo criticar o livro "Uma Igreja com Propósitos", compará-lo aos livros mais recentes dele para verificar como Rick mudou em seus escritos, e o que ele está fazendo. Acho injusto falar do caráter dele, sem conhecê-lo, como o Ricardo faz. Estou achando que os brasileiros estão criticando outras culturas do mesmo jeito que os americanos já criticaram outras culturas que eles não entendem também.
Missionário americano atuante no Brasil, residindo nos Estados Unidos até julho/2009. Milwaukee, WI, EUA |
Postado em
22/06/2009 às 11:46:28 |
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Francisco Reginaldo Silva | Extremoz - RN |
#22 |
| Olá sou pastor da Assembléia de Deus,e tenho aconpanhado o crecimento da mesma ao longo dos anos,e o mesmo não se deu por intermedio do uso destas tecnicas,mas pelo modo natural,neste caso a evangelização pessoal,cultos ao ar livre,etc.E quero assegurar que a Assembléia de Deus continua crescendo,e não só a nossa denominação,mas outras,como a IPI do ilustre ministro Ricardo Quadros,com quem eu quero me associar,tendo em vista o seu franco comentário. |
Postado em
24/06/2009 às 08:24:17 |
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Aguinaldo Brito De Oliveira | Itajuipe - BA |
#23 |
| Quero parabenizar ao Pr Ricardo Quadro Gouvêa, pela sua coragem em expor a verdadeira situação que se encontra a Igreja brasileira, contudo creio que precisamos de uma reforma já e creio que é hora das igrejas historicas e tradicionais tomarem uma posição diante destas avalanches de coisas erradas (auto promoção de ministros, teologia da prosperidade, mega shows "gospel" apostolados... bispados e por ai vai) que surge no meio da igreja..que deus de um verdadeiro basta em tudo isso... é hora da limpeza de Deus... e já começou... |
Postado em
03/07/2009 às 00:24:19 |
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Roberto Jose Arias Quintero | Montes Claros - MG |
#24 |
| Acho de cuidado o fato que estejamos usando a outras pessoas para apresentar nossos argumentos. Para mim resultaria mais gratos se, ao invés de usar outra pessoa para falar o que eu quero, apresentaria meu argumento de uma forma simples e agradavel ao leitor, ao final de contas a nossa idéia é agradar a Deus, e não vejo o como se somos os juízes do mundo e de tudo o que não pensa como eu. Mostremos a verdade sem necessidade de estar comparando com as trevas, a luz sempre resplandecerá |
Postado em
10/07/2009 às 11:00:44 |
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Jussara Maria Medeiros Farias | São Paulo - SP |
#25 |
| Precisamos de mais Biblia e menos livros, o mesmo Espirito Santo que atua na vida de grandes escritores renomados como Rick Warren, pode atuar na vida de pessoas que passam os olhos nesses livros... Uma Igreja com Propositos não digeri muito bem... Anotem aí: Igreja SA; Luto; Uma dor perdida no tempo; A Batalha de todo homem/Mulher; O Evangelho Maltrapilho... Boa leitura. |
Postado em
14/07/2009 às 17:28:29 |
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Edmar Xavier De Souza | Rio De Janeiro - RJ |
#26 |
| Pr. Ricardo, faço de suas palavras minhas. Quando ainda era seminarista comprei este livro. Lendo o prefácio e as orelhas dele fiquei curioso. Não o li à época porque precisei priorizar os estudos. Anos depois, já no ministério, o peguei para ler. Glorifiquei a Deus por não lê-lo quando ainda era seminarista porque minha pequena experiência no pastorado me "vacinou" contra sofismas e falácias de R. W. que, por ex., afirma que quem ora, se dedica e tem mensagens sólidas não está usando a inteligência, pode? Tendo tempo vou passar para o computador anotações acerca de minhas impressões sobre. Abr. |
Postado em
14/07/2009 às 22:56:43 |
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Sander Rodrigues Da Silva | Belém - PA |
#27 |
| Sim é verdade sua colocação, mas devo te dizer que como ministro de evangelho há mais de 10 anos, pude observar que graças ao cristianismo "self-service" que vivemos na atualidade, ninguém quer saber de pregações duras a respeito de salvação, pecado, abnegação... Pessoas como João batista, hoje seriam internados ou ignorados... O que vale hoje é o "show man", a satisfação individual do ser humano e não o culto de gratidão a Deus, honrando e adorando ao único que é digno de receber... Mas não se chateie, já vivemos no tempo em que as pessoas dão ouvidos as fábulas, e ao que seus ouvidos querem... |
Postado em
20/07/2009 às 14:19:14 |
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Alonso GonÇalves | Iporanga - SP |
#28 |
| É com prazer que leio este texto. Veio tarde uma analise crítica de um modismo que impregnou a Igreja Brasileira. |
Postado em
02/08/2009 às 01:21:44 |
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Flávio Henrique De Oliveira | Londrina - PR |
#29 |
Parabéns Ricardo Gouveia.... Quem sabe você não escreve algo sobre um outro livro do mesmo autor intitulado "Uma Vida com Propósito" onde parte do contéudo é ainda pior que o do livro por vc citado.... abraço |
Postado em
05/11/2009 às 15:33:45 |
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Aline H. C. Garcia | São José Do Rio Pardo - SP |
#30 |
EQUILÍBRIO! Gostei muito da matéria do ilustre professor e Pastor! Creio que as Igrejas devem pensar em gente! Contudo devemos julgar todas as coisas e reter o que é BOM! Há no livro uma vida com propósitos, algumas orientações muito boas e outras nem tanto! Já o livro Uma Igreja com Propósitos eu não li! Contudo devemos ter Equilíbrio e maturidade Cristã, e apesar de não ter lido o tal livro, gostei da maioria das considerações do Pastor Gouvêa e achei-as de uma profundidade, que a~liãs é pra poucos! |
Postado em
22/12/2009 às 17:17:20 |
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