Apoie com um cafezinho
Olá visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Especial — Infográfico

Indígenas no Brasil – um universo pouco conhecido

Não há como negar que a realidade dos indígenas brasileiros é pouco conhecida pela maioria de nós.

Na introdução do livro Indígenas do Brasil, Ronaldo Lidório, o organizador, inicia assim o tema: “[Este livro] é uma convocação para percebermos que há vários universos sociais paralelos neste país. Um deles é a sociedade indígena” e, mais à frente, denuncia: “Por anos assistimos às injustiças mais profundas contra a sociedade indígena sem nutrirmos sentimento algum de revolta ou ao menos desconforto. Era um mundo à parte, responsabilidade de outros; a dor dos sofridos não era nossa luta”.

Eli Ticuna, um dos autores do livro A Questão Indígena -- Uma luta desigual, concorda: “Quando pensamos no índio, a primeira imagem que vem à mente é aquela do homem nu, guerreiro com arco e flecha nas mãos, de olhos puxados, cabelos lisos e de rosto e corpo pintados. Há nessa imagem um misto de belo e exótico, ora idealizador, ora preconceituoso” e, em seguida, completa: “O índio brasileiro é cidadão que tem anseios, carências e necessidades específicas, que precisam ser supridas”. De um lado, idealizações; de outro, injustiça.

O texto da Equipe Curatorial da mostra “Dja Guata Porã -- Rio de Janeiro indígena”, em exposição no Museu de Arte do Rio (MAR) desde outubro, salienta que, apesar do fato de que “ser carioca” seja inseparável de sua herança indígena -- inclusive o próprio termo “carioca” vem da aldeia tupinambá Kariók, localizada no Outeiro da Glória --, esta presença não é amplamente reconhecida: “A história indígena do Rio de Janeiro ainda se mantém encoberta, silenciando a presença dos povos indígenas e sua enorme contribuição à nossa vida cotidiana e à nossa capacidade de imaginar o futuro”.

O que não sabemos sobre os indígenas do Brasil?
Primeiro que é um universo diversificado e multicultural, com 340 diferentes etnias, falantes de 181 diferentes línguas. Algumas das etnias possuem uma população inferior a cem pessoas e existem pelo menos 27 grupos isolados, etnias que possuem pouco ou nenhum contato com outros indígenas ou não indígenas. Há uma crescente migração urbana -- praticamente 50% dos indígenas brasileiros já vivem em áreas urbanas e para estes há acelerada perda da língua materna. Para os que permanecem em ambientes de aldeamento os problemas de saúde, educação e subsistência se intensificam.

Houve uma explosão dos que passaram a se autodeclarar indígenas nas últimas décadas: em 1991, eram 294 mil. Em 2000, a pesquisa do IBGE contabilizou 734 mil indígenas e, em 2010, 900 mil.

O evangelho está em franco crescimento no grupo, sendo que 150 etnias possuem presença de igreja indígena. São dezesseis seminários e cursos com ênfase no preparo indígena. Segundo o Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (CONPLEI), 270 obreiros indígenas passaram por seminários entre 2007 e 2016; 182 etnias possuem presença missionária evangélica, representando mais de trinta agências e quase cem diferentes denominações. A tradução da Bíblia também avança, mas ainda há 69 línguas sem nenhuma porção bíblica traduzida.

Enquanto a expectativa de vida do brasileiro é de 73 anos, a dos indígenas é de 45. A mortalidade infantil média brasileira é de quinze crianças em cada mil nascidas vivas, entre os indígenas é de 43,46 e entre os ianomâmis é de 149. O suicídio entre jovens de 10 a 19 anos entre os indígenas é oito vezes maior do que entre jovens brancos e negros. A demarcação de terras indígenas é de vital importância para os índios. Veja no quadro subsequente a situação atual do processo demarcatório.

O infográfico das páginas seguintes lança luz sobre o pouco conhecido universo indígena do Brasil. Ultimato espera provocar empatia que se traduza em envolvimento por meio de ações concretas.

Boa parte das informações contidas no infográfico foi extraída do banco de dados do Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais do Brasil (DAI/AMTB). Fontes governamentais e de outras organizações foram consultadas. Ultimato também teve a colaboração do CONPLEI.

Leia mais
Vozes indígenas no Paralelo 10

>> Arquivo para impressão aqui <<

 

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.