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Refugiados encontram lutas e acolhimento

Família síria dá testemunho da fé de crentes brasileiros revelada na amizade e amabilidade
Antonia Leonora van der Meer

A Missão em Apoio à Igreja Sofredora (MAIS) tem trazido famílias de refugiados sírios ao Brasil e procurado por igrejas que as adotem. Em Carambeí, PR, a Igreja Evangélica Reformada adotou duas famílias, sendo um casal jovem com duas crianças, além dos avós maternos e um tio das crianças. Toda a família enfrentou lutas para aprender o português, adaptar-se a um estilo de vida mais simples do que o que tinha em sua terra, saber como se relacionar com amigos, empresas, negócios etc. De maneira geral, os mais jovens aprendem bem o português, por isso as crianças superaram de forma rápida essa transição. Já o casal mais velho, que sabia um pouco de inglês, mas sempre se comunicou em árabe, teve dificuldades. Eram amáveis e trabalhadores, abriram um restaurante árabe com comidas excelentes. No entanto, a cidade é pequena: em ocasiões especiais vendiam bem, porém no dia a dia o negócio não era muito lucrativo. Pensaram em se mudar para uma cidade maior, mas depois decidiram se mudar para o Canadá, pois lá vivem familiares e há um bairro inteiro onde se fala a língua árabe.

O pai da família era um senhor alegre, simpático, desenhava lindas letras árabes e as dava de presente. Porém, começou a passar mal, levaram-no ao posto de saúde e ele foi encaminhado ao hospital regional em Campo Largo (a 100 quilômetros de Carambeí) para dar-lhe o tratamento necessário. Felizmente igrejas de Campo Largo deram à família todo o apoio enquanto estiveram ali. O irmão foi operado nos intestinos e nas pernas, porém adquiriu uma infecção resistente que o fez permanecer três meses na unidade de tratamento intensivo (UTI). Quando finalmente pensaram em dar-lhe alta, seus rins deixaram de funcionar. Pensava-se que seria possível fazer a hemodiálise, no entanto ele teve uma recaída fatal. Faleceu em Campo Largo e foi enterrado em Carambeí.

Um número significativo de irmãos em Cristo e pastores de várias igrejas estiveram no velório, no culto fúnebre e no enterro. Mesmo assim, foi uma ocasião muito triste, principalmente por causa das duas outras filhas refugiadas -- uma que vive na Holanda e que já pôde visitar os pais e outra que vive nos Estados Unidos e nunca pôde sair para visitá-los. Além de irmãos, irmãs e outros familiares na Síria e no Canadá.

Ao final do culto fúnebre, minha prima leu um texto traduzido do que esse pai havia postado no Facebook poucas semanas antes de ser internado. Ele escreveu que esperava que chegando ao Brasil descansaria da violência da guerra, da situação do seu país e poderia fugir da tragédia, porém isso não foi possível, apesar da beleza da natureza e dos bons contatos com os brasileiros, que queriam entender mais de seu país, a terra dos profetas. Entretanto ele disse: “Foi aqui que eu aprendi o que realmente é ser um crente em Jesus e vi a fé verdadeira no coração das pessoas que vivem tão distantes da terra dos profetas. São pessoas que conhecem a fé de Abraão melhor do que o povo da minha terra. Expressam sua religião na maneira como tratam as pessoas, não fazem discriminação de cor da pele e penso que não consigo acolher um tratamento tão amável, porque tudo o que tenho me fez entender que nunca conheci realmente a fé cristã antes de vir a esse país verde, e Deus sabe disso”. O filho escreveu outra mensagem cheia de amor, respeito, admiração e saudade pelo pai. Esse filho e sua mãe estão voltando para a Síria e esperam poder ir ao Canadá, ao encontro de familiares. Assim a mãe já não ficaria tão sozinha e ele, com a ajuda de Deus, poderia voltar a estudar, buscar sua formação e pensar em formar uma família.

• Antonia Leonora van der Meer
, professora de missiologia, trabalhou durante dez anos em Angola. É autora de Eu, Um Missionário?, Missionários Feridos e O Estudo Bíblico Indutivo.

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O Mineiro com Cara de Matuto com os refugiados sírios

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