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Os Warao venezuelanos em Manaus

Voluntária acolhe venezuelanos e articula políticas voltadas à autonomia dos refugiados junto aos órgãos competentes
Priscila Mesquita

Desde dezembro de 2016, quem anda pelas principais ruas de Manaus visualiza um reflexo da crise política, econômica e social instalada na Venezuela.

Até o dia 17 de julho de 2017, a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) registrou a presença de 449 indígenas da etnia Warao na capital, distribuídos em seis diferentes locais providenciados pelo governo, onde recebem alimentação, atendimentos sociais e de saúde. O número era maior; de maio a 17 de julho, 138 indígenas retornaram à Venezuela. O último balanço divulgado aponta também a ocorrência de cinco óbitos de venezuelanos, até o mês de julho.

A maior parte deles “morava” até o mês de maio embaixo de um viaduto próximo à rodoviária de Manaus, mas em junho as autoridades públicas os conduziram para um galpão chamado de Serviço de Acolhimento Institucional de Adultos e Famílias, localizado na zona leste de Manaus. Nesse abrigo estão aproximadamente 260 deles, entre adultos e crianças.

Muitos cidadãos “arregaçam as mangas” para oferecer ajuda aos imigrantes. Uma das voluntárias é a odontóloga paulistana Margareth Seung, que vive em Manaus há dezoito anos e hoje dirige a ONG Ame Amazonas, fundada em 2002. Embora o foco da organização seja o acolhimento de indígenas da etnia Tikuna, vindos do sudoeste do estado, Margareth conta que foi inevitável agir em prol dos venezuelanos.

Atualmente, a voluntária está engajada nos eixos de “educação” e “geração de trabalho e renda” e participa de reuniões semanais com representantes de órgãos públicos, instituições religiosas e outras organizações que integram o grupo de trabalho criado para formulação e execução de políticas públicas em favor dos venezuelanos. Segundo ela, a principal necessidade dos venezuelanos não indígenas é a regularização (expedição de documentos) e oportunidade no mercado, porque muitos já possuem nível superior.

Já entre os Warao, a diretora da ONG destaca que o foco inicial é ensinar a língua portuguesa para adultos e crianças, que precisam ser matriculados nas redes municipal e estadual. Em um segundo momento, Margareth defende mecanismos que conduzam os Warao à autonomia socioeconômica, por meio do artesanato, piscicultura e agricultura.

Mesmo tendo uma rotina de muitas atividades, ela revela que não poderia ficar de braços cruzados ante a realidade dos refugiados. “O que vem à nossa mão pra fazer a gente vai fazendo. Eu ajudei os haitianos e agora os venezuelanos estão precisando. Eu os amo muito, mesmo que não os conheça. Deus me chamou para trabalhar com indígenas, independentemente de onde sejam.”

Margareth não está sozinha na atenção aos refugiados em Manaus. Quando os venezuelanos e indígenas Waraos começaram a chegar à cidade, ela contou com a ajuda de jovens da Igreja Presbiteriana de Manaus na doação de lanches, material de higiene pessoal e roupas. Na zona norte da cidade, o pastor Zaqueu Mendonça, da Igreja Presbiteriana Brilho do Leste, recebeu e apoia os venezuelanos com cestas básicas, recursos e oportunidades de geração de renda. “Jesus deixou para a Igreja o papel de cuidar dos mais fracos” -- enfatiza Zaqueu.

• Priscila Mesquita é jornalista e gestora do Ministério de Comunicação da Igreja Presbiteriana de Manaus.

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