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A família e seu papel no reino de Deus

 “No Senhor muito vos saúdam Áquila e Priscila e, bem assim, a igreja que está na casa deles” (1Co 16.19)

Sem a consciente e comprometida participação da família para que o senhorio de Cristo se estenda sobre a terra, a própria noção de igreja fica comprometida e incompleta, uma vez que a grande família da fé é na verdade uma rede de famílias adorantes. A grande igreja que se reúne aos domingos é a expressão exponencial das igrejas domésticas que mantêm viva a chama ardente do altar da adoração ao longo da semana.

Podemos perceber que, desde as primeiras páginas da Bíblia, a família foi instituída por Deus para o cumprimento de uma missão. A indissolúvel união realizada por Deus do primeiro casal deu-se sob o signo dos mandatos cultural, social e espiritual. A família então é um agente de missões cuja participação na propagação do evangelho é insubstituível. Sua participação na obra que Deus faz no mundo se dá a partir dos ministérios real, profético e sacerdotal, vivenciados na dinâmica específica do lar e das relações parentais.

A família, em seu ministério real, deve ser a defensora da vida, do nascimento à morte, assegurando a plena dignidade da pessoa humana. A família é o santuário natural da vida. Ela executa esse papel, que chamamos de múnus¹ real, prestando um serviço à sacralidade da vida humana. A intimidade do casal não é apenas dom e privilégio, não é apenas uma graça dada para que ambos, homens e mulheres, experimentem, ainda que em mistério, as indizíveis alegrias da intimidade da Trindade. Isso já nos seria maravilhoso. Mas a intimidade sexual cumpre a missão de abrir-se ao dom da vida pela paternidade e maternidade responsáveis. Na família, a vida não é apenas desejada, planejada e concebida (com a ajuda de Deus, Gn 4.1). A vida é também valorizada, cuidada, protegida e fomentada a desenvolver-se em todo o seu potencial. A família deve ser um porto seguro de partida dos filhos para o mundo com referenciais morais e princípios sólidos, uma espécie de farol a sinalizar quando os perigos da vida surgirem e sobremaneira um lugar seguro e pacífico quando a velhice chegar.

Em seu múnus profético a família deve ser a guardiã e transmissora dos valores do reino. A família deve ser a primeira e mais fundamental educadora da fé. Os pais são os primeiros pastores e catequistas dos filhos, tanto em palavras, na inculcação da Palavra (Dt 6.4), como eles mesmos sendo os melhores modelos de vida, com o exemplo dos atos e a coerência entre fé (palavras) e vida (práticas e obras). Todos os valores que imprimem um caráter indelével na alma de um homem são recebidos no seio da família. Como profetas do Senhor, famílias cristãs dramatizam no mundo os valores do reino de Deus na forma como se conduzem com justiça, equidade, solidariedade, respeito, altruísmo e toda sorte de atos que se coadunem com a vontade sempre boa, perfeita, santa e justa de Deus.

A família também exerce uma função sacerdotal a partir do reino no mundo. Coloca-se diante de Deus em vidas consagradas para propor o evangelho da graça indo aonde a dignidade humana é aviltada. Oferece-se não só como intercessora no culto doméstico e em suas devocionais, mas também a si mesma para, com seus dons, carismas, bens e ministérios, levar cura, bem-estar, restauração e resgate da dignidade a todos quantos necessitam.

A família, pois, foi instituída com o propósito de formar ministros, isto é, servidores do reino. Ela mesma, a partir de sua dinâmica peculiar no seio da vida doméstica, precisa ser o modelo da mais poderosa influência que pode impactar o mundo: do amor gratuito, sacrificial e generoso. A família é a escola do perdão, da tolerância, do apreço pela justiça, da defesa dos vulneráveis e do respeito pelo bem e pelos bens do próximo. Famílias conscientes de seu múnus e de seu chamado missional são a chave para uma necessária reforma da Igreja e a cura para muitos dos desajustes da sociedade contemporânea. Despertemos nossas famílias para a sua chamada missional.

Nota: Múnus é o conjunto de funções ou ofícios que um indivíduo ou grupo deve exercer.

• Luiz Fernando dos Santos é ministro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira, SP.

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