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Colunas — Casamento e Família

Quando uma família sofre

Carlos “Catito” e Dagmar Grzybowski

 

 

Falar sobre a morte e o sofrimento é sempre algo incômodo. A morte sempre nos confronta com a nossa finitude e a maior limitação de nossa frágil humanidade. Somos apegados à vida e, mesmo tendo conhecimento intelectual sobre a eternidade, tal saber não é, necessariamente, sinônimo de tranquilidade e menos ansiedade diante da imperiosa realidade da morte.

A sociedade moderna faz apologia à juventude e à negação do sofrimento e da morte. Na Idade Média, os cemitérios eram quase sempre colocados ao lado das igrejas para que os fiéis, enquanto ouvissem a pregação, olhassem para fora e fossem lembrados da realidade da morte.

De modo geral, quando pensamos em sofrimento na Bíblia, vem-nos à mente o livro de Jó. Entretanto, o livro de Rute é o melhor exemplo de como uma família consegue superar as dificuldades que se abatem sobre ela e seguir adiante. A trajetória de Noemi, que é a verdadeira protagonista desta história, é de dor e sofrimento, mas, acima de tudo, é também um exemplo de superação e confiança em Deus.

Era uma família composta de um casal e dois filhos -- uma estrutura incomum para aquela época, pois as famílias, especialmente no Antigo Testamento, tinham cerca de doze, quinze, até 25 filhos. Então, devemos nos perguntar por que essa família era tão reduzida. A resposta pode estar no significado dos nomes dos filhos desse casal: Malom, que significa fraco, doente, e Quiliom, que significa tristeza, morte.

Talvez Noemi tenha tentado ter outros filhos, mas possivelmente os tenha perdido na gestação por causa da mesma enfermidade que fazia seus dois filhos serem frágeis fisicamente -- quem sabe alguma doença genética que Elimeleque também tivesse (e que talvez tenha sido a causa de sua morte precoce). Se essa hipótese é uma possibilidade real, temos nesse casal uma história de sofrimento de longa data. A narrativa informa também que esses fatos aconteceram na época dos juízes. O povo judeu tinha invadido aquele espaço geográfico e isso resultou em angariar inimigos, entre estes o povo de Moabe. Logo, levar a família para viver no meio de inimigos pode ser entendido como uma atitude de desespero mesclado com coragem da parte de Elimeleque. A coragem se fundamentava na fé do casal, que deve ter chorado muitas vezes diante de Deus por perder seus bebês ainda em gestação ou recém-nascidos e por, depois, ter recebido do Senhor dois presentes especiais.

Noemi, que já havia sofrido tantas perdas, perde também seu esposo e depois seus dois filhos (talvez da mesma doença do pai), e retorna para sua terra como miserável e amargurada (Rt 1.20), tendo apenas a companhia de sua nora, Rute, para consolo. Entretanto, Noemi renova suas esperanças quando Rute é favorecida pelo parente Boaz -- supera a tristeza elaborando estratégias funcionais de sobrevivência, as quais acabam mostrando-se efetivas e resultam, ao final, no nascimento de um bebê (Rt 4.13).

A vida que surge dos contextos de morte! A essência da ressureição, que mostra aqui seus pequenos lampejos e alcança a plenitude no descendente maior desta família -- Jesus.

Este é o princípio que permeia toda a Bíblia: não há morte sem ressurreição. E no último tempo todos hão de ressuscitar (Ap 20). Não estamos isentos de sofrimentos ao longo da vida (Jo 16.33), mas podemos ter a certeza de que a ressurreição que sucede a morte, a dor e o sofrimento é sempre mais gloriosa. Isso é o que nos ensinam Noemi e sua família.

 

Carlos “Catito” e Dagmar são casados, ambos psicólogos e terapeutas de casais e de família. São autores de Pais Santos, Filhos Nem Tanto. Acompanhe o blog:

ultimato.com.br/sites/casamentoefamilia/

 

 

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