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O desfecho da história e a esperança de um futuro

Sobre o desfecho da história, Ultimato entrevistou o jornalista e historiador Laurentino Gomes, autor de 1808, sobre a fuga da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, e 1889, sobre a Proclamação da República, e coautor -- com o pastor Osmar Ludovico -- de “O Caminho do Peregrino -- seguindo os passos de Jesus na Terra Santa”. Valendo-se da história, da filosofia e da (recém-redescoberta) fé cristã, Laurentino observa a história como serva da esperança em Deus, o que ele descreve no testemunho que enviou à redação, do qual destacamos a seguinte frase: “A fé é altamente libertadora. Ao aceitar e confiar em Deus nos damos conta de que, a rigor, nada neste mundo está sob o nosso controle. Somos frutos da graça divina e tudo que nos cerca e nos acontece também depende da graça”.

 

As expressões corriqueiras como “fim do mundo” e “fim dos tempos” significam o desfecho da história?

Sim, essas expressões dizem respeito ao fim de uma jornada temporal dos seres humanos, ou seja, inserida no tempo e na história. Do ponto de vista histórico e biológico, nossa trajetória sobre a face da terra teve um começo e, naturalmente, terá um fim. A ciência estuda e reconhece isso. Para nós, porém, que somos cristãos e acreditamos em uma promessa, o fim dos tempos, ou o fim do mundo, significa apenas uma passagem, entre a nossa atual condição humana, frágil e temporária, e a futura, de filhos de Deus, renovados e unidos a Cristo na vida eterna e imperecível. Podemos dizer, portanto, que somos peregrinos dentro da história, caminhando rumo a uma nova condição que nos foi prometida e na qual acreditamos, mas cuja dimensão e plenitude desconhecemos por enquanto.

 

A história terá um desfecho?

Acredito que a história humana, na sua condição atual, é e será o que sempre já foi. Um erro muito comum, propagado pelo Iluminismo no século 18 e pelo Positivismo de August Comte no século 19, é o de que haveria uma “evolução” ou um “progresso” da história rumo a um futuro glorioso, mais justo e mais humano, em que todos os problemas seriam resolvidos pela organização de uma sociedade mais avançada, mais educada e mais bem preparada para cuidar de si mesma. Nós, humanos, seríamos, portanto, capazes de resolver todos os nossos problemas. O século 20 desmentiu tudo isso. O nazismo e o holocausto na Alemanha, as grandes guerras e genocídios, a propagação das armas nucleares, entre outras questões, mostraram que a história pode, sim, caminhar para trás. A história não funciona como o roteiro de um romance, em que todas as peças vão se encaixando rumo a um final feliz. Ao contrário, é uma jornada repleta de angústia e incertezas, com o aspecto de tragédia sem fim, o que exige de nós fé, confiança e perseverança.

 

O que terá fim com o desfecho da história?

Acaba a nossa condição humana atual. Essa é uma história cheia de contradições e incertezas. Nela aparecem, de um lado, personagens transformadores, capazes de gestos grandiosos, criações e ideias surpreendentes, atos de bondade e misericórdia, e, de outro, protagonistas de grandes tragédias e injustiças, muita dor e muito sofrimento. Essa dualidade, entre a luz e a escuridão, entre o bem e o mal, é própria da nossa natureza humana atual. É isso que acaba.

 

Haverá alguma coisa depois do desfecho da história?

De uma perspectiva meramente material e mundana, não. Um dia -- que pode ser amanhã, se um meteoro nos colher de surpresa, ou daqui a milhões de anos, quando o sol se apagar -- tudo o que hoje é reconhecível aos nossos sentidos deixará de existir. A vida será inevitavelmente aniquilada na terra. O próprio universo físico e visível que conhecemos hoje desaparecerá. Nós, porém, que somos filhos da luz, acreditamos em uma nova terra e um novo céu, como prometido pelo próprio Cordeiro no livro do Apocalipse. Portanto, pode-se dizer que, para nós, também haverá uma nova história, cujo enredo ainda nos é misterioso e só será plenamente conhecido depois do fim desta história atual. Por enquanto, só nos resta ter fé e esperar. Mas a própria fé e a própria esperança são para nós também motivo de alegria, porque antecipam o que virá em meio às incertezas e tribulações do presente.

 

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Leia o testemunho de Laurentino Gomes sobre a sua fé em Cristo

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