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Os alternativos têm alguma razão

O que provocou progressivamente as chamadas comunidades alternativas ou a cultura alternativa, a partir da segunda metade do século 20, logo após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e a Guerra do Vietnã (1957-1975), continua provocando aquilo que John Stott chama de contracultura, e Kenneth Leech, de “terremoto jovem” (youthquake). O movimento que lançou o lema “Faça amor, não faça guerra” caracteriza-se pela aversão à guerra, à opulência, ao consumismo, ao desperdício, à exploração, à agressão ao meio ambiente, à superficialidade. Os revoltosos, no dizer do jornalista Carlos Tavares, autor de “O que São Comunidades Alternativas” (Editora Brasiliense, 1985), são “jovens que se marginalizam, recusando-se a participar de um mundo falido, violento e [sempre] prestes a implodir”. Essas pessoas, acrescenta Stott, “exprimem a totalidade da sua rejeição vivendo com simplicidade, vestindo-se negligentemente, andando descalças e evitando o desperdício” (A Mensagem do Sermão do Monte, p. 2).

 

Os alternativos têm alguma razão para continuarem ativos e se multiplicarem.

Ainda estamos muito longe do cumprimento da profecia de que “todas as armas das nações serão transformadas em ferramentas úteis, pás, arados e enxadas. Nunca mais as nações farão guerra” (Is 2.4, NBV). Pois a ONU despende anualmente 8,2 bilhões de dólares na manutenção da paz e o mundo despende anualmente 1,7 trilhão de dólares na manutenção da guerra (gastos militares). Gasta-se, portanto, 207 vezes mais com propósitos belicistas do que com propósitos pacifistas.

 

Em 2015, “a Oxfam advertiu em Davos que o 1% mais rico da população mundial passaria a ter mais que os 99% restantes da população” (FSP, 18/01/2016, Mercado).

Até maio de 2015, a joalheria H. Stern estava vendendo três joias de ouro amarelo 18k com diamantes brancos (um colar, um anel e um par de brincos) por R$ 34.460,00. Esse dinheiro daria para pagar o salário mínimo de 39 trabalhadores por um mês ou de três trabalhadores por um ano. Se 170 maridos desistissem de dar de presente essas três joias às suas esposas, seria possível assalariar por um mês os 6.655 habitantes da pequena cidade mineira de São Thomé das Letras, conhecida dentro e fora do país como a cidade das comunidades alternativas.

 

Há certos pronunciamentos que assustam. Eis alguns exemplos:

 

Diego Escosteguy, editor-chefe de “Época”: “A lista de misérias da humanidade é extensa e complexa. Guerras, tragédias, fome, atentados terroristas, assaltos, doenças, governos ineptos, governos liberticidas, governos corruptos -- injustiças de toda sorte. Os infortúnios do homem estão sempre lá, dos maiores aos menores. O passar do tempo alterna somente os nomes das desgraças. Basta consultar o noticiário” (11/01/2016, p. 12).

 

Stephen Hawking, astrofísico britânico: “A raça humana terá de sair da Terra se quiser sobreviver” (Veja, 7/10/2015, p. 45).

 

Elizabeth Gilbert, escritora americana: “É uma loucura criarmos uma vida na qual só existam sucesso, felicidade e poder” (Veja, 28/10/2015, p. 40).

 

João Pereira Coutinho, jornalista: “Não acredito muito no progresso moral da espécie, é um fato. Só acredito em progressos materiais, científicos e tecnológicos” (FSP, 5/01/2016, p. C6).

 

Bernie Ecclestone, o chefão da F-1: “Talvez todo o sistema [econômico] tenha que mudar. Talvez, para isso, tenha que acontecer uma grande quebradeira, uma grande demolição” (IstoÉ, 25/11/2015, p. 8).

 

Randolfe Rodrigues, professor de história: “Nós estamos vivendo uma crise. Os mais pobres estão perdendo o que ganharam, a estabilidade monetária está em risco e a democracia, ameaçada pela apropriação da coisa pública” (Veja, 11/11/2015, p. 20).

 

Fareld Zao Karia, editor-chefe da edição internacional de “Newsweek”: “Os Estados Unidos saem dizendo pelo mundo que mais algumas ogivas nucleares são perigosas e imorais enquanto eles mesmos possuem 12 mil” (Época, 24/06/2006).

 

É curioso notar que em 2006, apenas dez anos atrás, já havia os mesmos problemas de hoje, como se pode ver no artigo Clima de decepção, publicado na edição de julho/agosto de 2006 de Ultimato.

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