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O guarda-chuva da Nova Era

O guarda-chuva da Nova Era

 

Bem antes de o apóstolo Tomé começar a pregar o cristianismo na Índia, por volta do ano 40 depois de Cristo, as religiões predominantes do vasto campo missionário eram o hinduísmo e o budismo. Isso quer dizer que o apóstolo teve de lidar com o politeísmo e com a doutrina da pluralidade das existências (a reencarnação).

 

Muitos e muitos anos depois, em 1793, no final do século 18, o inglês William Carey, o primeiro missionário protestante das missões modernas, com a idade de 32 anos, também foi para a Índia, onde traduziu a Bíblia para três diferentes línguas -- bengali, sânscrito e marathi. O trabalho de Carey (1761-1834) marca a “invasão” do cristianismo no Oriente.

 

Curiosamente, em 1893, no fim do século 19, exatos cem anos depois, o indiano Swami Vivekananda, com a idade de 31 anos (quase a mesma de Carey), aportou em Chicago, nos Estados Unidos, para participar do Parlamento Mundial das Religiões. Dois anos mais tarde, ele fundou na América a Sociedade Vedanta, uma filial do hinduísmo. O trabalho de Vivekananda (1863-1902) marca a “invasão” das religiões orientais no Ocidente. Apesar das semelhanças, Carey pregava o perdão de pecados mediante o sacrifício vicário de Jesus Cristo, e Vivekananda pregava o contrário: todo mal cometido será reparado com expiações pessoais nesta e em novas e difíceis encarnações.

Em outras palavras, enquanto o guarda-chuva da maravilhosa graça transfere o fardo da culpa para os ombros de Jesus, o guarda-chuva das chamadas religiões orientais deixa todo o fardo nas costas do devedor. Ou, enquanto a salvação retira o pecador da cadeia antes que ele morra, a reencarnação transfere o devedor de cadeia em cadeia neste e em outros mundos.

 

Chama-se a Nova Era (New Age), também denominada de Nova Consciência Cósmica ou Era de Aquário, de guarda-chuva porque ela abriga uma quantidade enorme de religiões e movimentos esotéricos, originados do hinduísmo, a religião mais politeísta da história (talvez mais de 33 milhões de deuses e deusas). Fazem parte desse bojo, em ordem alfabética, a antroposofia, a astrologia, o bramanismo, a bruxaria, o budismo, o espiritualismo, o hare krishna, o hinduísmo, o jainismo, a legião da boa vontade, o neopaganismo, o rosacrucianismo, o seicho-no-ieismo, o siquismo, o taoismo, o teosofismo, o vaishnavismo, o xamanismo, o xivaísmo, o zen-budismo etc. Como se pode ver, trata-se de um guarda-chuva do tamanho da camada de ozônio. É uma espécie de megarrede de organizações autônomas, embora unidas. Para a antropóloga Leida Amaral, da Universidade Federal de Juiz de Fora, “Nova Era é um adjetivo para práticas espirituais diferenciadas e em combinações variadas independentes das definições ou inserções religiosas de seus clientes ou consumidores, que podem continuar sendo católicos, espíritas, protestantes etc.”.

 

O enorme guarda-chuva da Nova Era procura desvalorizar e destruir o que há de mais precioso no igualmente enorme guarda-chuva da maravilhosa graça: a maneira como Deus se dispõe a receber de braços abertos o pecador, não obstante a sua santidade absoluta e a nossa maldade absoluta. Pois nenhuma linha de pensamento da Nova Era inclui ou admite a maravilhosa graça.

 

Humanamente falando, pôr-se sob o guarda-chuva da graça antiga ou sob o guarda-chuva da Nova Era é uma decisão pessoal.

 

A reportagem “O Mineiro com Cara de Matuto em São Thomé das Letras” mostra que a “nova” era prevalece sobre a “antiga” graça em São Thomé das Letras.

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