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Colunas — Caminhos da Missão

Novos ventos no movimento missionário brasileiro

Délnia Bastos

 

Os avivalistas afirmam que a geração que passa por um avivamento, de modo geral, não tem conhecimento disso.

 

Apesar de muitos fatos nada saudáveis, alguns acontecimentos nos últimos dois ou três anos têm nos dado a impressão de que algo novo está acontecendo no movimento missionário brasileiro. É difícil discernir com clareza porque estamos no meio desses acontecimentos. De toda forma, alguns líderes têm a forte impressão de que estamos vivendo um momento único e importante -- só a história poderá atestar. Por exemplo, o número de interessados e candidatos de algumas agências missionárias aumentou neste período. Começando dos exemplos mais recentes, em ordem cronológica, podemos citar:

 

Vocare -- um movimento vocacional desta geração

Pensado e iniciado pela Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB), nasceu em 2015 o Vocare -- depois de alguns anos de gestação. O primeiro congresso contou com setecentos participantes, a maioria composta de jovens, muitos deles já envolvidos na missão, mas com o desejo de discernir os próximos passos. Em abril, inaugurando a tradição do feriado de Tiradentes, aconteceu o segundo encontro. Entretanto, o Vocare está longe de ser reduzido a um congresso. Ele ganha cada vez mais a forma de um movimento. Hoje mais de trinta organizações apoiam o Vocare, trabalhando em unidade e cooperação. Algumas igrejas e organizações missionárias e afins já estão colhendo os primeiros frutos.

 

Intergeracionalidade

O movimento missionário hoje conta com líderes jovens e que não desprezam a companhia e os conselhos dos mais experientes. E os mais experientes animam e respaldam a liderança dos jovens. Uma das evidências disso é, com as facilidades da tecnologia, uma comunicação mais aberta e intensa entre eles, com troca de informações, pedidos de oração, notícias etc. Isso tem sido algo lindo de se ver.

 

A presença de imigrantes

O número de imigrantes em solo brasileiro tem aumentado de forma rápida e considerável. E isso fez brotar um novo envolvimento de muitas igrejas com a dor e as necessidades especialmente do refugiado, seja haitiano ou sírio, por exemplo. Igrejas têm se aberto para acolhê-los de formas criativas. Parece-me que Deus está dando uma oportunidade à nossa igreja: de fazer missões transculturais em solo brasileiro do jeito brasileiro -- acolhimento e hospitalidade. Nos dois últimos anos, quando tenho oportunidade de falar sobre o assunto, peço para levantar a mão aqueles que conhecem alguma igreja ou pessoa de sua cidade que está acolhendo refugiados. Sempre há mãos levantadas.

 

 

Perspectivas – um curso que corre pelo Brasil

Iniciado nos Estados Unidos e adaptado ao contexto brasileiro, o curso “Perspectivas” tem atingido inúmeras igrejas em vários estados. Muitos pastores e líderes têm se inteirado da importância de missões e da prática missionária por meio deste curso. É visível o impacto na vida de muitas congregações.

 

Movimento indígena

Hoje o movimento missionário indígena em solo tupiniquim, mesmo com inúmeros desafios pela frente, serve de exemplo para missões no mundo inteiro. Indígenas têm se preparado e sido enviados como obreiros entre os seus e para outras tribos. Os congressos de líderes indígenas, organizados pelo Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (CONPLEI), são demonstrações das grandes coisas que Deus tem feito nesta área. Há um treinamento para tradutores indígenas e ciganos e vários destes já estão ativamente envolvidos nesse importante ministério.

 

Cuidado Integral do Missionário (CIM)

A área de cuidado do missionário tem amadurecido nos últimos anos. Hoje já não temos desculpa para enviarmos obreiros sem o devido acompanhamento e pastoreio. Congressos, encontros e publicações comprovam este amadurecimento. Até encontros para filhos de missionários jovens já se tornou tradição no mês de julho.

Muito mais poderia ser dito. Dizem que os despertamentos missionários caminham junto com as crises econômicas -- por mais estranho que possa parecer. Quem viveu o despertamento dos anos 80, na mesma época em que os preços subiam quase diariamente, pode atestar.

Tomara que a próxima geração se refira a este tempo como algo novo que o Espírito de Deus está fazendo em nosso meio!

 

Délnia Bastos, casada, três filhos, é diretora da missão Interserve no Brasil.

 

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Confira a
cobertura jornalística do Vocare 2016

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