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Colunas — O Caminho do Coração

Poder, amor e moderação

Ricardo Barbosa de Sousa

 

 

 

Enquanto escrevo este artigo, ouço as notícias de mais um atentado terrorista na França. Dezenas de mortos e feridos, pessoas em pânico, autoridades confusas. Estive recentemente na América do Norte e é visível como o medo alterou o comportamento da sociedade desde o 11 de setembro. Mesmo com índices baixos de homicídios e assaltos, o pavor criou um novo jeito de viver e se relacionar.

 

Em um país sem ameaças terroristas, existem outras ameaças que nos provocam o medo e a ansiedade. Muitos temem as “conspirações culturais” com seus ataques contra a família, desconstruindo os valores cristãos e tradicionais do casamento, as propostas de eliminação da diferença de gênero e ainda o relativismo moral que, claro, contribui para o relativismo ético. Muitos cristãos veem nestas ameaças um tipo de “conspiração cultural” que induz ao medo, à insegurança e à ansiedade.

 

Soren Kierkegaard disse em “O Conceito de Ansiedade”: “Nenhum grande inquisidor tem à sua disposição torturas terríveis como tem a ansiedade. Não existe um espião que, com mais maestria, saiba atacar o homem de quem suspeita, escolhendo o momento em que está mais fragilizado, ou saiba como melhor dispor armadilhas com que detê-lo e capturá-lo como faz a ansiedade”. O antídoto para a ansiedade e o medo que paralisa é o temor a Deus. O profeta Isaías diz: “O Senhor falou comigo com veemência, advertindo-me a não seguir o caminho desse povo. Ele disse: “Não chamem conspiração a tudo o que esse povo chama conspiração; não temam aquilo que eles temem, nem se apavorem. O Senhor dos exércitos é que vocês devem considerar santo, a ele é que vocês devem temer, dele é que vocês devem ter pavor” (Is 8.11-13).

 

Noutras palavras, não devemos permitir que aquilo que a cultura chama de “conspiração” nos controle e determine nosso comportamento e nossas ações. Nosso temor é a Deus e a sua santidade e justiça. Deus falou com Isaías com “veemência” porque ele espera que seu povo reaja ao mundo e à cultura a partir do temor de Deus, e não por se sentirem ameaçados e intimidados pelas “conspirações culturais ou terroristas” que aprisionam e paralisam.

 

Uma das grandes verdades das boas novas do evangelho é que Jesus “despojou os principados e potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz”. Os poderes que atuam no mundo já foram desprezados e derrotados. Eles seguem atuando, mas são poderes já vencidos pela cruz. Esta é a verdade que inspira Paulo a dizer a Timóteo, seu filho na fé: “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação”. Em outras palavras, precisamos ter coragem moral para enfrentar os desafios de nossa cultura secularizada, como Timóteo precisava para enfrentar a cultura pagã de Éfeso.

 

No entanto, a despeito desta grande verdade, a covardia, ou seja, o medo daquilo que os poderes podem fazer contra nós, aprisionam o nosso espírito. Isso acontece quando damos a alguém ou a alguma coisa o poder que somente Deus tem de nos ajudar ou ferir. Quando o medo e a ansiedade passam a dominar nossa mente e emoções, a covardia nos paralisa e a verdade é comprometida. Coragem não é a ausência de medo, mas a capacidade de agir apesar dele.

 

Como podemos nos libertar do medo e adquirir coragem moral para viver e proclamar a verdade nestes tempos confusos e tensos? Jesus afirma: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Jesus nos exorta a seguir obedecendo a sua Palavra como caminho e forma de conhecer a verdade que nos liberta do medo, da ansiedade e da confusão.

 

• Ricardo Barbosa de Sousa é pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. É autor de, entre outros, A Espiritualidade, o Evangelho e a Igreja.

 

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