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Capa — Crack - O monstro de boca aberta

Nesta matéria:

O Mineiro com Cara de Matuto na Cracolândia

Em meados de março de 2014, o Mineiro com Cara de Matuto, com duas notas de 20 reais no bolso da calça, carteira de identidade no bolso da camisa e uma pequena máquina fotográfica escondida em outro bolso, desceu na rodoviária do Tietê, em São Paulo. Entrou num táxi e disse ao motorista: “Cracolândia, por favor”. O taxista perguntou: “Em que ponto o senhor quer descer? Na Barra Funda? Na Luz? Em Higienópolis? Nos Campos Elíseos? No elevado Costa e Silva?”. O Mineiro assustou-se e respondeu: “Deixe-me na rua Aurora”.

Rua Aurora
Aurora é o nome de uma deusa romana. É ela quem abre pontualmente todos os dias a porta do céu para Apolo, o deus do sol. Os gregos acreditavam que as gotas de orvalho que acompanhavam o amanhecer do dia eram as lágrimas de Aurora chorando pela morte de seu filho Mêmnon.

Mas não foi por causa dessa mitologia que o Mineiro preferiu descer na esquina da avenida Rio Branco com a rua Aurora. A razão é que ele estivera ali mais de 20 anos antes para conhecer a Comunidade Evangélica Nova Aurora (CENA), que se reunia na Borracharia Cinco Esquinas, rua Aurora, nº 13, e também para conhecer as moças que evangelizavam travestis e prostitutas e cuja moradia era um pequeno apartamento quase ao lado, defronte a uma casa de prostituição masculina. Naquela época, o crack era pouquíssimo conhecido e a região ainda não se chamava Cracolândia. A CENA havia sido fundada em 1987 pela Igreja Batista de Vila Prudente, cujo pastor era Nivaldo Nassif.

No centro de São Paulo
O Mineiro passou o dia inteiro na Cracolândia -- pela manhã na companhia de Virgílio Vieira dos Santos, do Ministério Jesus Ama o Menor (JEAME), e, à tarde, na companhia de Alfredo Noda, da Cristolândia. Naquele quadrilátero, nas imediações de quatro avenidas que cortam o centro de São Paulo (Duque de Caxias, Ipiranga, Rio Branco e Cásper Líbero) e de três estações de metrô (Santa Cecília, Luz e República), há pelo menos dez prostíbulos e vários cinemas pornográficos. Por suas ruas circulam no mínimo quinhentos usuários de crack e um número não conhecido de traficantes. Naquela quinta-feira havia muitas viaturas da polícia e homens da Guarda Civil Metropolitana armados com cassetetes, numa operação especial provocada por um incidente envolvendo um usuário de drogas e um policial.

O Mineiro fez um giro enorme pela Cracolândia sem o menor temor, apesar do sermão da esposa: “Vão roubar você, vão matar você, vão prender você, vão confundir você com os traficantes”. Ele não achou que era um lugar perigoso. Havia vários transeuntes pelas ruas, funcionários e fregueses de inúmeras e pequenas lojas. Além disso, ele havia lido que, com as medidas mais humanas do governo Alckmin, “até uma criança ou um idoso poderia transitar com segurança pelo território do crack”. Foi uma surpresa ver algumas crianças saindo de uma escola primária na mesma rua onde havia usuários de drogas deitados na calçada. Quando à noitinha ele foi para o hotel, as duas notas de 20 reais ainda estavam no bolso da calça.

Nobreza e miséria uma ao lado da outra
O Mineiro estava tranquilo, porém muito confuso com a realidade desconcertante que encontrara. A fama da Cracolândia não combina em nada com o nome de algumas de suas ruas, a começar com a rua Aurora, seguida da rua Triunfo, rua Vitória e até rua dos Protestantes. Não combina também com o seu passado glorioso. Ali moravam os chamados barões do café, que exerceram uma forte influência na economia do país até o desastre do craque (não o “crack”) da bolsa de Nova York, em 1929. Ali também estava a imponente estação da Estrada de Ferro Sorocabana, que transportava o café do Estado de São Paulo para o Porto de Santos (137 milhões de sacas na década de 1920). Ali, no largo Coração de Jesus, ainda está o Liceu Coração de Jesus, fundado em 1885, por onde passaram pessoas como Carvalho Pinto, Franco Montoro e Monteiro Lobato.

Como é possível misturar tanta nobreza com tanta miséria? Vieram à sua memória a história da queda dos anjos, a história da queda do gênero humano, a história da queda de todos os grandes impérios da história e também aquela solene advertência de Paulo: “Aquele que pensa que está de pé é melhor ter cuidado para não cair” (1Co 10.12).

A Cracolândia é conhecida hoje em todo o país pelo sinistro nome de “boca do lixo”, o qual o dicionário “Aurélio” define como a “zona onde, numa cidade, se aglomeram marginais, prostitutas, viciados e traficantes de drogas”. Mas ela não se tornou território do crack de uma hora para outra. Ela já era território da prostituição (Veja Helene -- a primeira pessoa a enfrentar o desafio da Cracolândia) e do cinema marginal, responsável pela produção de filmes pornográficos. Sabe-se que, uma vez aberta a porta para o mal por meio de sucessivas concessões pessoais e comunitárias, sociais e religiosas, com a cumplicidade da mídia e com o apoio daqueles que vão obter vantagens e lucros com a virada, as coisas vão se deteriorando de tal forma que desaparece por completo a possibilidade de volta.

Saudosismo
Dentro da Cracolândia há duas outrora famosas igrejas protestantes de denominações históricas, uma perto da outra, ambas fundadas no final do século 19 por missionários americanos. Uma delas é a Igreja Presbiteriana Unida (tem esse nome porque é o resultado da fusão de duas igrejas da mesma denominação na região), que fica na rua Helvétia. A outra é a Primeira Igreja Batista de São Paulo, localizada na praça Princesa Isabel. Pelo púlpito dessas duas igrejas passaram pastores notáveis, como Matias Gomes dos Santos, Miguel Rizzo Júnior, José Borges dos Santos Júnior, Adrião Bernardes e Irland Pereira de Azevedo. Tanto uma como a outra organizaram pelo menos oitenta igrejas na cidade ou no Estado de São Paulo. Com a mudança de muitos de seus membros para outros bairros da capital, elas não são mais como eram em um passado recente. Em compensação, há algumas agências missionárias a pleno vapor na Cracolândia, como o JEAME (na rua Guaianases), a CENA (na rua General Couto de Magalhães) e a Cristolândia (na rua Barão de Piracicaba).

Do cassetete aos braços abertos
O Mineiro sabia da presença desses ministérios voltados para crianças de rua, garotas de programa, prostitutas, travestis e principalmente dependentes químicos. O que o surpreendeu foi a existência de outros ministérios semelhantes e de missionários, digamos, ambulantes. Em sua caminhada, ele foi encontrando, aqui e ali, muitos servos do Senhor, como o pastor Babão (do ministério Fogo Cruzado), a pastora Nildes (do Projeto Ação Retorno), o pastor Adalberto (da Igreja Batista Peniel) e o pastor Daniel.

Ao longo do braço esquerdo da pastora Nildes, está tatuada a localização do versículo que diz: “Sinto-me feliz em dar-me a mim mesmo a vocês e também tudo quanto tenho para o seu bem espiritual” (2Co 12.15). Ela é uma baiana, filha de mãe solteira, de 47 anos, casada com o pastor Jair Neri, mãe natural de duas meninas e mãe adotiva de dois meninos (ex-crianças de rua). Os dois são obreiros da Igreja do Evangelho Quadrangular.

O pastor Daniel estava muito nervoso com os gastos astronômicos do governo com os jogos da Copa do Mundo no Brasil, em virtude de tantos problemas sociais para serem resolvidos, como os da “boca do inferno”, em suas palavras.

Caminhando pela alameda Dino Bueno, o Mineiro encontrou-se com dois jovens com uma cruz pendurada no pescoço. Eram rapazes da Missão Belém, dirigida pelo padre João Pedro Carraro, que, em 2013, atendeu por volta de 4 mil pessoas.

Outra grande surpresa foi encontrar uma quantidade enorme de funcionários do governo do estado e da prefeitura a serviço da comunidade. Os nomes das organizações para as quais trabalham são muito sugestivos: Programa Recomeço (nome que coincide com o Programa Retorno, dos pastores Jair e Nildes), Programa São Paulo de Braços Abertos, Programa Saúde da Família e Programa Crack -- É Possível Vencer. Certamente o nome São Paulo de Braços Abertos tem muito a ver com a imagem de Jesus com os braços abertos no alto da torre do Santuário Sagrado Coração de Jesus, dos padres salesianos, localizado no largo de mesmo nome.

Além do nome simpático, esse programa da Prefeitura de São Paulo substitui o programa anterior de nome muito antipático (Operação Sufoco), que promovia a repressão de moradores de rua e dependentes químicos. Na época da Operação Sufoco, bombas de gás e golpes de cassetete eram desferidos contra uma maioria formada por dependentes de crack e não produziram resultado algum.

Alameda Dino Bueno
Nas ruas da Cracolândia não há apenas pessoas de baixa condição social, mas de todas as classes sociais. Médicos, advogados, jornalistas, filhos e filhas de famílias educadas e ricas também perambulam por ali. Um dos usuários recentemente recuperados estudou em escola particular, é filho de pai arquiteto e mãe administradora e na adolescência queria ser frei. Em algumas esquinas é possível topar com algum rapaz ou alguma moça cantando ao violão os cânticos que antes cantavam em igrejas evangélicas. Sim, há protestantes que se tornam dependentes químicos.

Na alameda Dino Bueno, o Mineiro viu uma velhinha andando com o auxílio de uma bengala. A calça estava quase caindo. Ele parou e a cumprimentou. Encorajada por essa atenção de um desconhecido, a mulher lhe pediu 5 reais. Com esse dinheiro ela poderia comprar duas ou três pedrinhas de crack. O melhor seria levá-la ao restaurante Bom Prato, ali pertinho, e almoçar com ela. Julgando que não era isso o que a velhinha queria, não a atendeu, mas ficou em dúvida se teria agido corretamente.

Havia uma fila enorme de usuários de droga à porta do Bom Prato. Naquele dia o restaurante popular estava oferecendo, ao custo de 1 real, frango à Picasso, cenoura refogada, salada caipira, pão, suco de uva e uma maçã de sobremesa. O Mineiro bateu um agradável papo com Rogério Souza, de 43 anos, um dos quase quatrocentos dependentes químicos beneficiados pelo Programa São Paulo de Braços Abertos -- os dependentes podem trabalhar quatro horas na varrição de ruas, receber 15 reais por dia trabalhado, além de alimentação e moradia em hotéis da região ou acomodações improvisadas. O programa tem dado algum resultado: o consumo de crack teria sido reduzido em média de 50% a 70% entre os beneficiados, de acordo com a prefeitura. Rogério está muito animado porque tem a possibilidade de fazer um curso de capacitação profissional.

Ao lado do Bom Prato fica uma dessas acomodações improvisadas: mais de vinte cabines de um lado e de outro de um vasto salão. Cada uma pode abrigar duas pessoas numa cama beliche. Na parte dos fundos estão os sanitários e chuveiros. Na entrada, Renata tentava pentear o cabelo de Flávio. E, na calçada, outro casal dormia profundamente.

A essa altura, caminhava ao lado do Mineiro o argentino Alfredo Noda, ex-tupamaro e ex-preso político por dois anos na Terra do Fogo, agora obreiro da Cristolândia. No seu entender, a droga lícita (o álcool, por exemplo) é a porta de entrada para as drogas ilícitas. Noé teria sido a primeira pessoa da história a se embebedar (Gn 9.21).

A Nova Luz
A esperada transformação da Luz (um dos bairros da região da Cracolândia) em Nova Luz, empreendida pelo governo municipal, deve levar 15 anos. A exemplo do que aconteceu em Barcelona e Buenos Aires, os mais cautelosos acham que pode durar décadas. Afinal, são 44 quarteirões em 1,2 milhão de metros quadrados. É quase impossível acreditar que em dois anos, desde o início da operação, em janeiro de 2012, já tenham sido apreendidas aproximadamente 63 toneladas de droga, sendo três delas só de crack. Naturalmente essa iniciativa oficial tem mais o objetivo de revitalizar a região em benefício da aparência e da valorização dos imóveis da área do que zelar pelos desgraçados que ali vivem. (Hoje o metro quadrado da Luz vale 3.500 reais e na esperada Nova Luz valerá o dobro.)

Embora haja uma diminuição marcante do interesse sexual, como diz a “Cartilha sobre o Crack”, há dependentes químicos que se oferecem em troca de uma única pedra de crack. Virgílio Vieira, do JEAME, afirma que encontrou um anúncio com os seguintes dizeres: “Sexo -- R$ 5,00”. Ora, essa associação entre drogas e sexo sem dúvida deixa vários usuários suscetíveis ao vírus da aids e a outras doenças sexualmente transmissíveis. Enquanto o governo lida com um lado da questão, as agências missionárias lidam com os dois lados. A Cracolândia é um verdadeiro e difícil campo missionário!

JEAME
A primeira missão visitada pelo Mineiro foi o Ministério JEAME, na rua Guaianases, que o recuperando Marcus Vinícius chama de “a rua do inferno”, pois por ali ele iniciou-se nas drogas. A princípio, o Mineiro pensou que a sigla era formada pela expressão “Eu amo” em francês (“J’aime”). Ele quase acertou: JEAME quer dizer “Jesus ama o menor”.

Trata-se de uma organização civil de caráter humanitário, fundada em 1981, com a missão de resgatar, reabilitar e reintegrar crianças e adolescentes em situação de risco social. Em seus 33 anos de existência, o Ministério JEAME jogou a semente do amor de Deus e alcançou dezenas de milhares de jovens e crianças, que de alguma maneira receberam atenção, amor e a Palavra de Deus. Por trabalharem com a antiga Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor (FEBEM), hoje chamada Fundação Casa, o pessoal do JEAME usa uma camiseta com a palavra “fé” em letras grandes e, em baixo, em letras menores, a palavra “bem” -- uma mensagem sobre a fé com obras de que fala Tiago (Tg 2.17). Mais de mil pessoas já foram reintegradas por essa missão.

Foi no JEAME que o Mineiro tomou o café da manhã e almoçou no dia 13 de março, na companhia de dois membros da equipe, Virgílio Vieira dos Santos e Verna Langrell, uma missionária inglesa da missão Latin Link.

Cristolândia
São dois planos ousados: a prefeitura quer transformar a Cracolândia em Nova Luz e um grupo de crentes quer transformá-la em Cristolândia! O segundo plano é mais antigo que o primeiro e muito mais difícil (porque mexe com o comportamento). Os idealizadores do projeto são o casal Humberto e Soraia Machado, ele ex-dependente químico. Com o apoio de um grupo de jovens batistas que vieram de vários lugares do Brasil e da Primeira Igreja Batista de São Paulo, o trabalho começou há exatamente cinco anos. Ao programa Globo Repórter, Humberto declarou que cerca de 1.500 pessoas já foram libertadas do crack pela graça de Deus nesse curto período.

O Mineiro passou quase duas horas na sede da Cristolândia. No início de cada dia (exceto domingo e segunda-feira), a missão oferece a quem aparecer por lá café, banho, roupa limpa e uma boa conversa. Às 9h há um culto com cânticos, orações, recados de parte da Palavra de Deus e um veemente convite para a mudança de vida. Depois do almoço, a turma pode descansar um pouco e, em seguida, participar de grupos de estudo bíblico. A frequência gira em torno de duzentos dependentes químicos.

O Mineiro lembrou-se dos ingleses William e Catherine Booth, que fundaram uma espécie de Cristolândia na zona leste de Londres em 1865, mais tarde denominada Exército de Salvação. O lema deles era sopa (alimentação), sabão (higiene) e salvação (perdão do pecado e vida eterna). O programa batista segue um caminho semelhante.

O ministério Cristolândia cresceu muito e depressa. Hoje ele estende-se por várias cidades do país e possui três centros de formação e quatro comunidades terapêuticas. É um dos ministérios da Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileira. Sua visão é atuar nos locais de grande concentração de uso de drogas (as cracolândias), prestando assistência social aos dependentes químicos e codependentes, evangelizando, discipulando, integrando as pessoas às igrejas e oferecendo oportunidades para recuperação e reinserção sociofamiliar.

CENA
A Comunidade Evangélica Nova Aurora (CENA) foi a última missão visitada pelo Mineiro na Cracolândia e, talvez, a mais ampla, pois, além de cuidar de dependentes químicos e crianças, realiza um ministério com travestis e prostitutas. Ali perto de sua sede, na rua General Couto de Magalhães, fica o chamado Prédio da Prostituição, com nove andares e dezoito apartamentos onde vivem cerca de cem mulheres, sob o comando de um cafetão ou cafetina. Mais adiante na praça da Luz (o nome não combina), é possível encontrar mais duzentas prostitutas, semelhantes àquela “mulher espalhafatosa e sem-vergonha que fica esperando seus fregueses em alguma esquina, às vezes na rua, outras vezes na praça”, de acordo com o livro de Provérbios (Pv 7.11-18). O pessoal da CENA alcança essas mulheres por meio da distribuição de folhetos, conversas, orações e oferecimento de opções de trabalho (costura, artesanato etc). Ministério semelhante é realizado com travestis, possível apenas depois de conquistar a confiança deles. A missão inclui também acompanhamento hospitalar e regularização de documentos. Uns poucos têm experimentado uma verdadeira mudança de vida.

Por semana, 170 usuários de crack são atendidos na sede da missão, conhecida como CENA, Clube da Esperança ou simplesmente Casa Amarela (por causa da cor do prédio). Nos meses mais frios do ano, a área de esportes (futebol, vôlei, jiu-jítsu e hóquei) transforma-se num albergue onde cerca de 40 a 50 moradores de rua passam a noite. As pessoas que estão prontas para abandonarem as drogas são encaminhadas para as casas de recuperação. Com o objetivo de preparar novos obreiros para trabalharem em um cenário urbano, sensibilizando-os para os mais diversos problemas sociais, a CENA oferece um curso de missão integral, além de todos os outros ministérios. (Para saber mais sobre a CENA, veja Os três erres da Nova Aurora: resgate, restauração e reintegração).

Missão cumprida
O pastor João Carlos Batista, de 45 anos, conhecido pela moçada da Cracolândia como João Boca (por usar um boné do time argentino Boca Juniors) e líder da CENA, teve a delicadeza de levar o Mineiro para o hotel onde se hospedaria.

Ao passar pela avenida São João, o Mineiro viu a placa de uma igreja que ele conhecia de nome, a Comunidade Cidade de Refúgio. É uma igreja pastoreada por uma senhora lésbica. Ele fez questão de parar ali. Do outro lado da porta envidraçada, havia uns poucos jovens. Ele bateu e solicitou algum panfleto dessa comunidade. Esforçou-se para não fazer julgamentos temerários e para não faltar com o amor. Se ele tinha acabado de tratar o pessoal da boca do lixo com amor e compreensão, por que não faria o mesmo com homossexuais (masculinos e femininos)? No verso do panfleto havia três fotos: um “casal” de rapazes, um “casal” de moças e um “casal” de verdade (uma mulher e um homem). Acima de cada foto estava escrita a mesma frase: “Criação de Deus”. À luz da Bíblia, as palavras “criação de Deus” só poderiam ser colocadas na terceira foto.

No hotel, o Mineiro deitou-se e logo pegou no sono. No dia seguinte, deveria ir a Campinas para conhecer o gigantesco esforço do padre americano Haroldo J. Rahm, de 95 anos, em favor dos dependentes químicos! (Veja Dependente químico, deixe Deus fazer uma cirurgia em sua alma!).

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