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Fotografia - Projeto de fotografia dá voz aos que não têm voz

Alyson Montrezol e outros três brasileiros estiveram na Zâmbia, África, em janeiro de 2014 para registrar imagens do Meheba Refugee Camp, um campo de refugiados que existe desde 1970, provavelmente um dos mais antigos do mundo. O acampamento de Meheba recebe refugiados de vários países, como República Democrática do Congo, Uganda, Burundi, Ruanda e Angola.

Inspirado na frase de origem desconhecida “Nós existimos para lembrar quem você é”, o projeto “Eko-image” tem o objetivo de despertar a autoestima e a noção de identidade dessas pessoas que perderam tudo, inclusive a pátria. Cada um dos retratos foi presenteado às 114 famílias dos refugiados de Ruanda junto com manifestações de amor. O grupo se empenha também em divulgar as imagens mundo afora: “Lamentavelmente, esse campo de refugiados foi esquecido pelo mundo... essas imagens e histórias poderão ecoar pelo mundo dando voz aos que não tem voz” -- afirma Alyson.

O projeto prevê a publicação de um livro com as fotos e as histórias, além da realização de uma exposição itinerante. O Altavista International Photography Committee é o idealizador do projeto, que foi apoiado pela organização Refugee Alliance e pelo centro de missões transculturais Gå Ut Senteret, ambos com sede na Noruega. Alyson Montrezol mora em Praia Grande, SP, é formado em comunicação social, especialista em psicopedagogia, fotógrafo, cineasta, professor universitário e diretor da Phanton Films. Atualmente dirige dois filmes no Haiti. Em 2014, fundou o Altavista.

“Sou da província de Kibungo, em Ruanda. Viajei de 1994 até 1998, passando pelo Congo e por Angola antes de chegar à Zâmbia. Soldados mataram meu marido. Eu tinha dez filhos, mas nenhum sobreviveu. Eu simplesmente segui os outros refugiados e não planejei vir para cá. Hoje, a vida não é boa. Tenho tuberculose crônica e problemas sérios na coluna. Os médicos colocaram cimento nas minhas costas, mas tenho dores até hoje; choro muito. Somente estou esperando morrer, quando Deus me chamar. Depois de morrer, alguém vai me enterrar. Porém, antes de morrer, ainda preciso de comida, roupas e oração”.

“Somos da província de Kibuye, em Ruanda. Viajamos de 1995 até 1998, por Burundi, Congo e Angola até chegar à Zâmbia. Viemos juntos, mas eu também tinha outra esposa em Ruanda. Ela e todos os nossos seis filhos morreram em Ruanda. A minha segunda esposa também perdeu três filhos lá. Estávamos fugindo e durante todo esse tempo alguma guerra estava nos empurrando, até que chegamos aqui. Aqui nós comemos e dormimos. O problema daqui é comida e escola para as crianças. Felizmente, Deus nos guardou e espero que ele continue nos protegendo como ele fez anos atrás”.

“Somos da província de Gitarama, em Ruanda. Viajamos de 1994 a 1998, por Burundi, Congo e Angola até chegar à Zâmbia. Meu primeiro marido morreu em Ruanda e me casei novamente na Zâmbia, mas ele se foi. Eu estava naquele campo de refugiados onde os soldados franceses estavam e, quando eles saíram, todo mundo morreu. Enquanto eles estavam atirando nos refugiados, eu fugi com minha filha. No Burundi, o campo de refugiados estava em guerra, então deixamos o lugar. No Congo, os soldados nos acharam e tivemos de fugir para cá. A vida aqui está muito ruim, pois sou velha e não tenho força para cultivar alimentos. Meu marido me deixou. Deus nos ajuda, mas precisamos também de assistência; nós não podemos acreditar no nosso futuro”.

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Vozes Esquecidas
Veja mais fotos do projeto “Eko-image" e conheça outras histórias de refugiados.

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