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Colunas — Meio ambiente e fé cristã

Reunindo as águas

Marina Silva

O nitrogênio é um dos principais alimentos das plantas, essencial para a formação das proteínas. Da composição do ar, 80% é nitrogênio, mas os vegetais podem absorvê-lo do solo, onde está na forma de nitrato.

Os cientistas perceberam que tanto atividades agrícolas como urbanização desorganizada podem interferir em seu ciclo natural -- ciclo criado na fundação do mundo, quando Deus criou o firmamento, basicamente composto de gases. O firmamento veio separar águas de águas (Gn 1.6). Além de permitir-nos respirar, o firmamento é repositório de águas e sua dinâmica regula as chuvas, de que também necessitamos.

Quando Deus se arrependeu de haver criado a humanidade, em função de sua rebeldia, esse ato de separação das águas foi desfeito para provocar o dilúvio em que “as fontes das grandes profundezas jorraram, e as comportas do céu se abriram” (Gn 7.11).

Essa disposição funcional das coisas pode ser profundamente alterada pela ação do homem sobre a natureza. Um estudo publicado na revista “Science” em abril de 2013 mostra que, no caso do nitrogênio, o produtor rural pode alterar sua quantidade no solo ao usar fertilizante ou ao cultivar, de forma concentrada, plantas fixadoras. Além disso, algumas bactérias também podem metabolizar o nitrogênio para disponibilizá-lo para as plantas. Quando feita a colheita e seu fruto levado a comercialização, esse nitrogênio também deixa a região, e o solo vai ficando pobre desse nutriente.

A queimada de áreas verdes e o consumo de combustíveis fósseis como gasolina e óleo diesel também aumentam o nitrogênio no ar, contribuindo para o efeito estufa e o aquecimento climático. A chuva devolve esse gás ao solo, mas em região diferente de sua origem, e pode favorecer espécies vegetais invasoras com grande alteração do equilíbrio entre as espécies.

O nitrogênio pode ir parar em rios e mares em função de um mau tratamento dos esgotos e estimular o surgimento exagerado de algas vermelhas, o que vai afetar o equilíbrio bioquímico e a biodiversidade aquática. Talvez seja por isso que o segundo anjo de Apocalipse 16.3, em um ato de indignado protesto, tenha derramado sua taça no mar, “que se tornou em sangue como de um morto”.

A delicada e complexa rede de relações que sustenta e promove a vida na terra é uma dádiva do Pai. Um tesouro que precisa ser conhecido, respeitado e manejado com o máximo cuidado na produção do bem estar material de que necessitamos para ter vida com suficiência. Esse chamado é para todos e deveria orientar nossa forma de ser, de governar, de produzir, consumir e dispor os resíduos. A natureza não é apenas nosso almoxarifado, nem nosso depósito de lixo. É nossa casa comum.

O fato é que mexemos em sistemas sem conhecê-los por completo. Alteramos quantidades das coisas sem saber os efeitos colaterais. Nosso Deus fez tudo perfeito e sua própria obra o aclama (Sl 19.1). Teve cuidados de proteção conosco e estendeu uma tenda para o sol (Sl 19.4-6), que hoje sabemos ser o que a ciência chama camada de ozônio.

Em Êxodo 32.9, o Senhor fala que vê seu povo, um povo de dura cerviz. Em Deuteronômio 31.27, Moisés registra essa característica e ainda fala da rebelião contra o Senhor. Continuamos errando com a criação por desconhecer a Palavra, com dura cerviz, colocando sobre nós mesmos o duro jugo da ambição e o pesado fardo das aflições de ter as duas mãos cheias, quando a generosa doação e os cuidados de nosso Criador nos ensinam que apenas uma mão cheia é suficiente para uma vida abundante e sem aflição de espírito (Ec 4.6).

Marina Silva é professora de história e ex-senadora pelo PV-AC.

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