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Especial — --

O aberto horizonte das missões

Lissânder Dias
 
O horizonte das missões cristãs é mais extenso do que se supõe. Quem participou do 6º CBM (Congresso Brasileiro de Missões), realizado de 10 a 14 de outubro, em Caldas Novas, GO, observou isto. A julgar pela diversidade de iniciativas e de reflexões apresentadas no congresso, os desafios são muitos e maiores do que as estratégias podem prever. O manual do evento apresenta os 26 preletores das plenárias e os 44 das oficinas e minicursos, além de dezenas de estandes de agências missionárias, igrejas, editoras e outras organizações. 
 
O vocabulário de missões também se ampliou. Aos clássicos conceitos de “povos não alcançados”, “janela 10x40”, “igreja perseguida”, “mandato cultural” somaram-se outros, como “povos não engajados”, “povos desalcançados”, “ética da manutenção”, “cuidado integral do missionário” e “missioteologia”, entre outros. E se até então as reflexões missionárias começavam com Gênesis 3, no 6º CBM o ponto de partida foi, de fato, o início (Gênesis 1), como bem lembrou Bijoy Koshy, diretor da agência missionária Interserve.
 
Quanto às ênfases do congresso, percebe-se maturidade ao ver que os missionários estão preocupados com os problemas contemporâneos. Junto com a fundamental necessidade de conversão pessoal no encontro com Cristo, fomos exortados também a nos preocupar e a orar pelo meio ambiente e pela justiça social. Ao admitirmos que muitas vezes a igreja sucumbe diante da atual cultura hedonista do conforto e do bem-estar, fomos desafiados, a exemplo do profeta Jonas e do apóstolo Paulo, a não fugirmos do sofrimento e do chamado de Deus. Alcançar os povos não alcançados exige mais do que heroísmo; é preciso integridade na renúncia e na perseverança.
 
Os líderes de missões do país estão preocupados não apenas com os resultados evangelísticos, mas também com o próprio missionário. É louvável o fato de que, entre os mais de trinta livros sobre missões lançados no congresso, seis abordam diretamente o cuidado integral do missionário. É um indicativo de que estamos enxergando a realidade humana com mais honestidade, sem desistir do mandato de Deus, a despeito das fraquezas.
 
Como placas de sinalização -- não o próprio caminho -- os números continuam sendo importantes quando tratamos da jornada missionária. Somos 3.700 missionários brasileiros levando o evangelho, segundo a Sepal (Servindo aos Pastores e Líderes). Ronaldo Lidório nos lembrou que ainda há mais de 1.450 povos no mundo que não possuem uma igreja local com liderança própria. No Norte do Brasil 10 mil comunidades ribeirinhas não possuem igrejas evangélicas entre elas. Além disso, o relatório Indígenas do Brasil, publicado em 2010, informa que 69 línguas indígenas brasileiras não têm a Bíblia traduzida.
 
O 6º CBM proporcionou oportunidades de reflexão e comunhão imensuráveis. Incluiu em sua pauta temas importantes, como unidade da igreja, preservação ambiental, a ação do Espírito Santo na tarefa missionária, a simplicidade do evangelho e a autoridade das Escrituras. Valorizou as experiências de vida e os momentos de oração em conjunto. Abriu o leque para os relacionamentos entre pessoas, agências, editoras, igrejas. Por três ou quatro vezes, viram-se pequenos grupos de oração informais nos intervalos da programação.
 
Somente o Deus da história pode trazer à tona o valor do 6º CBM. No entanto, uma coisa é certa: quando a igreja é fiel ao chamado do Senhor, ela se torna participante e co-construtora desta história.

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