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Seções — Altos papos

Um olhar cristão sobre a felicidade

Escritores, poetas, filósofos e cientistas já tiveram a ambição de definir o que é felicidade. O problema de arriscar-se em tal intento é o de traçar uma linha entre quem é e quem não é feliz. Todo ser humano parece saber intuitivamente o que é a tal felicidade, ainda que não consiga explicá-la ou mesmo que as pessoas não concordem entre si nessa questão.
O termo aparece não apenas na sociedade ocidental, mas também em diversas línguas e dialetos do mundo inteiro. Os dicionários oferecem algumas definições para ele, o que pode ser útil para nos indicar os usos e significados que os povos lhe atribuíram, de acordo com a sua vivência. Porém, a dificuldade para definir o que é a felicidade pode nos ensinar algo e oferecer uma boa perspectiva para um olhar cristão sobre o assunto.

Nos últimos dias tenho me deleitado com o novo CD do músico e compositor brasileiro Jorge Camargo, “Tudo que é Bonito de Viver”. Uma das faixas chama-se justamente “Felicidade”, que, segundo o autor, “é uma porta que sempre se abre pra fora [...]; é passagem, é caminho, é meio e não é fim”. Segundo ele, a letra da música foi inspirada em um texto do filósofo cristão Søren Kierkegaard, que diz que Jesus não é só o único mediador entre Deus e o homem, mas também o único mediador entre os próprios seres humanos. A afirmação do filósofo levou-me a refletir sobre a profunda ânsia humana por felicidade (seja lá o que ela for) e a pretensão de defini-la de maneira autossuficiente tanto em relação ao Deus Criador quanto em relação ao próximo.

Penso que um olhar cristão sobre a felicidade passa pelo reconhecimento de que não é possível ser feliz sozinho, de que não existe felicidade fora da comunidade. Somos essencialmente relacionais e o único meio de nos relacionarmos verdadeiramente com outra pessoa é por intermédio de Deus. Sem Cristo a distância entre dois indivíduos, ainda que morem na mesma casa, pode ser a de uma eternidade. Em um mundo sem Deus não existe vida! Os homens podem até inventar algo para chamarem de felicidade, satisfação, significado, justiça, paz; porém, não passará de pura ilusão, guerra, mentira, maldade, infelicidade, iniquidade.

Um olhar cristão sobre a felicidade humana, ou sobre qualquer outro tema, só é possível se for mediado pela cruz e pelo Cristo crucificado e ressurreto. Na cruz, onde a miséria humana é bem-aventurança, e os pobres de espírito são benditos. O aparente paradoxo contido no Sermão da Montanha -- “bem-aventurados os que choram” -- traz luz ao nosso entendimento. Uma paráfrase desse verso, como sugere John Stott1, poderia ser “felizes os que não são felizes”. Ou seja, felizes os que não tentam ser felizes sozinhos, sem Deus e sem o próximo. Felizes os que choram pelo pecado e anseiam pela justiça de Deus. Felizes os que não insistem em definir o que é felicidade, satisfação e vida humana plena por conta própria. Felizes aqueles que creem e recebem o Verbo encarnado, pois nele está a vida, e esta é a luz dos homens (Jo 1.4).

Nota
1. Stott, John. “A Mensagem do Sermão do Monte”; contracultura cristã. São Paulo: ABU Editora, 2001.

Frederico Rocha é um jovem belorizontino abuense, noivo da Erica. É mestrando em sociologia pela UFMG e membro da Igreja Esperança

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