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O “colégio de Jesus” e a educação teológica das Assembleias de Deus

Não foi fácil mudar a mentalidade das Assembleias de Deus quanto ao preparo formal de seus pastores e líderes. Em uma reunião realizada na Assembleia de Deus em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em maio de 1943, com a presença de 93 obreiros, o missionário Lawrence Olson propôs a abertura de institutos bíblicos, escolas teológicas e seminários pelo país. Paulo Leiva Macalão, pastor da Assembleia de Deus em Madureira, afirmou que seria perigoso investir na educação teológica do obreiro. Segundo ele, a muita sabedoria, o muito estudo e o intelectualismo poderiam esfriar espiritualmente a alma.

Cinco anos depois, na Convenção Geral de 1948, realizada em Natal, RN, o assunto voltou ao plenário e encontrou várias objeções. Para Francisco Pereira, “um instituto bíblico é uma fábrica de pregadores, sendo que, segundo Efésios 4.11, o ministério é dado pelo Senhor”. O pastor Eugênio Pires argumentou: “Temos uma escola, a de Jesus, que não pode nem deve ser orientada por determinada pessoa”. O missionário sueco Gustavo Nordlund aproveitou a ocasião para afirmar que não sentia falta de um seminário por causa do “colégio de Jesus”, onde começou e ainda permanecia.

Passados 18 anos, na Convenção Geral de 1966, realizada em Santo André, SP, o pastor João Pereira de Andrade e Silva declarou que “o melhor educandário é o colégio do Espírito Santo”. O pastor Anselmo Silvestre, de Belo Horizonte, reafirmou que em um seminário os candidatos correm o risco de ficarem com a cabeça cheia e o coração vazio. O último a falar foi o pastor Antônio Petronilo dos Santos: “Os institutos bíblicos desejam realizar um trabalho psicológico nas Assembleias de Deus no Brasil”. Petronilo afirmou ainda que eles são desnecessários, pois, “nestes 55 anos, as Assembleias de Deus no Brasil cresceram imensamente sem o concurso dos institutos bíblicos”.

Foi o missionário sueco Gustav Bergström, naturalizado americano que, na Convenção Geral de 1937, pediu a criação de uma escola bíblica anual, com duração de pelo menos dois meses, para todos os obreiros e aspirantes ao ministério. Uma delas só aconteceu oito anos mais tarde, em Belém do Pará, com 101 alunos. Essas escolas foram os primeiros seminários teológicos pentecostais informais com cursos de curta duração.

Mais tarde, começaram a surgir outros em todo o país. O mais antigo é o Instituto Bíblico das Assembleias de Deus (IBAD), em Pindamonhangaba, SP, fundado em 1958, que já formou mais de 5 mil alunos e alunas. O Instituto Bíblico das Assembleias de Deus no Amazonas (IBADAM), com sede em Manaus, e a Escola de Educação Teológica das Assembleias de Deus (EETAD), em Campinas, SP, foram fundados em 1979. O primeiro já formou mais de 1.500 alunos, e o segundo, mais de 40 mil (graças ao programa de educação por extensão e à distância, com quatrocentos núcleos espalhados pelo Brasil e outros dez países). O campus da EETAD ocupa uma área de 53 mil metros quadrados. Em junho de 1989, surgiu a Escola de Missões da Assembleia de Deus no Brasil (EMAD), hoje sediada em Campo Limpo Paulista, SP.

A partir de 1983, recomendava-se oficialmente que os candidatos ao “santo ministério”, entre outros requisitos, fossem “qualificados teologicamente para o manejo da Palavra”. A essa altura, o pastor Walter Brunelli, então diretor do Instituto Bíblico de Santos, já havia advertido à Convenção de 1981:

Sofremos hoje problemas de infraestrutura, por não ter havido no passado uma preocupação com a educação teológica. A ênfase demasiada na obra do Espírito Santo talvez tenha originado o conceito de que era desnecessária qualquer preocupação nesse sentido. Creio que caímos num tipo de pietismo que levou as pessoas a dizerem coisas exageradas e a quererem que o Espírito Santo as endossassem. Deveria haver um equilíbrio, e só mesmo um conhecimento mais apropriado da Palavra de Deus pode levar os obreiros a esse estado de equilíbrio.

Na verdade, tanto os assembleianos como os membros das denominações históricas precisam de ambos: do “colégio de Jesus” e dos seminários teológicos. Hoje, 100 anos após a chegada dos primeiros missionários, todos os grandes ministérios das capitais e das cidades grandes abriram escolas ou seminários teológicos. Muitas dessas instituições estão buscando o reconhecimento do MEC.

Na escola superior de teologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie estudam quinze alunos das Assembleias de Deus. Na pós-graduação em ciências da religião há outros dois. Há de se registrar também que em agosto de 2005 começou a funcionar a Faculdade Evangélica de Ciências, Tecnologia e Biotecnia, da Convenção Geral das Assembleias de Deus, oferecendo a princípio quatro cursos: administração de empresas, comércio exterior, direito e teologia. Essa faculdade já obteve o seu reconhecimento pelo MEC.

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