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Colunas — Entrevista

Avivamento é uma admissão de carência e deficiência em uma área doutrinária ou prática

Por causa de suas muitas viagens para pregar, tanto em conferências de grande porte quanto em igrejas pequenas e pobres de várias denominações evangélicas por esse Brasil afora, muitos brasileiros conhecem Russell Philip Shedd, simpático missionário americano. Em 2012 ele irá completar 50 anos de ministério no Brasil. Nascido na Bolívia, onde seus pais eram missionários, e casado com Patrícia, sua ex-aluna em um colégio evangélico do Alabama, o doutor Shedd, como é conhecido, embora já tenha completado 80 anos e tenha tido um sério problema de saúde no final de 2010, ainda está em atividade. Seu ministério atual é dar cursos intensivos em escolas teológicas, fazer preleções e mensagens em congressos, igrejas e encontros, além de continuar a escrever livros. No momento, ele está trabalhando em um livro sobre autoridade e poder. Nesta entrevista, Shedd diz que, com a abertura do sexto selo, o pavor tomará conta de todo o mundo, levando qualquer pessoa, inclusive os ateus, a dobrar o joelho e confessar que Jesus é o Senhor.

Em sua carta à igreja de Éfeso, Jesus pediu que a comunidade se arrependesse e voltasse a fazer “o que faziam no princípio” (Ap 2.5). Ao longo da história, a igreja visível também tem precisado voltar atrás?
Certamente. O declínio das igrejas é visto repetidas vezes ao longo da história. A própria Reforma foi uma volta parcial ao início, especialmente na compreensão da doutrina da salvação.

Voltar atrás é virtude ou covardia?
Voltar atrás é claramente virtude, se se volta para a santidade com arrependimento e contrição. Não foi essa a atitude de Davi depois do seu adultério e homicídio?

Voltar atrás é a mesma coisa que se converter?
Pode ser um caso contrário. Uma pessoa genuinamente convertida, habitada pelo Espírito Santo, filha de Deus, pode cair em tentação, durante um período de frieza. Como no caso de Pedro, que negou a Jesus, mas voltou. Acredito que ele foi verdadeiramente um discípulo de Cristo antes e depois da negação.

O que é mais difícil: voltar atrás depois de um desvio de comportamento ou depois de um desvio de fé?
Dependendo do tipo de desvio, a volta depois de uma queda feia cria uma vergonha tão grande no desviado que ele não tem coragem de se mostrar mais na comunidade. A volta de um desvio da fé individual não é difícil, enquanto um desvio doutrinário que se implantou numa igreja ou denominação pode ser quase impossível. Será que a Igreja Católica, tendo mudado a fé neotestamentária durante mil anos, teria facilidade de voltar? A história de Reforma mostra com que dificuldade se retorna à simplicidade da fé.

Para a igreja experimentar um avivamento, ela e seus pastores precisam voltar atrás em algo?
Avivamento é uma admissão de carência e deficiência numa área doutrinária ou prática. Para reconhecer e voltar para o primeiro amor, para voltar para uma vida dedicada ao amor prático ou retomar um compromisso com missões, os líderes e o próprio povo têm de voltar atrás.

No que diz respeito a Maria, a Igreja Católica precisa dar um passo para trás e a igreja protestante, um passo para frente?
Nada mais importante a dizer do que recomendar a leitura do livro “Quem é Jesus?” de Gerald Bray, (capítulo 2, “A anunciação”, p. 21-30). Tanto a doutrina da imaculada Conceição como a assunção de Maria têm pouca base bíblica para nossa fé. Os protestantes liberais, que negam a veracidade e infalibilidade das Escrituras, também geralmente negam o nascimento virginal de Jesus. Quem crê na inspiração divina das Escrituras não tem como negar que Maria foi a mãe de Jesus, concebido pelo Espírito Santo. Assim, Jesus Cristo é o Filho do Homem e o Filho unigênito de Deus (Jo 1.18).

Paulo afirma que “todo o Israel será salvo” (Rm 11.26). Isso significa que a nação eleita voltará atrás e reconhecerá Jesus como o Messias esperado?
Ainda que alguns intérpretes não entendam esse texto bíblico dessa forma, penso que, de fato, Israel, antes da volta de Cristo, voltará atrás e aceitará seu Messias crucificado e ressurreto.

Paulo também afirma que ao nome de Jesus todo joelho se dobrará e toda língua confessará que ele é o Senhor (Fp 2.10-11). Em algum momento, ainda futuro, o mundo inteiro voltará atrás quanto a Jesus?
Entendo que esse texto seguramente mostra que todos reconhecerão quem é de fato o Senhor Jesus, mas não quer dizer que todos serão salvos. Um ato de adoração como esse, predito por Paulo, surgirá pela evidência do fato de que Jesus Cristo é o Filho de Deus. O pavor que encherá os corações (conforme o sexto selo, em Apocalipse 6) levaria qualquer pessoa, inclusive ateus, a dobrar o joelho e confessar que Jesus é Senhor.

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