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Seções — Altos papos

Que os surdos ouçam

No Brasil, quando falamos de povos não-alcançados, normalmente nos referimos aos indígenas. Porém, há entre nós alguns povos que raramente “ouvem” o evangelho.
Há nas cidades uma “microrrealidade” -- lidamos com dimensões complexas da tarefa evangelizadora, pois encontramos práticas culturais, políticas e sociais diversas. No reino de Deus, a sinergia é fundamental para que ele seja glorificado na Missio Dei. Assim, além de oportunidades desafiadoras, como a plantação de igrejas socialmente relevantes, temos um desafio transcultural singular: os surdos!

Presentes em cada município do Brasil, os surdos somam, segundo o último censo do IBGE, cerca de 6 milhões de pessoas. Segundo a Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (FENEIS), desse total, 40% utiliza a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua (ou língua materna). Além disso, boa parte deles é formada por jovens entre 15 e 35 anos, que vivem nos grandes centros urbanos do país e, historicamente, têm sido alvo de iniciativas evangelísticas e sociais cristãs desde meados da década de 1980.

Conforme essa realidade singular é percebida, a igreja precisa ter posicionamentos estratégicos para “ouvir” seu clamor por esperança. Não basta apenas saber conversar com eles; mais do que tudo, é necessário também comunicar-lhes, de forma criativa e relevante, a mensagem transformadora do evangelho. Seriam os surdos o maior povo não-alcançado brasileiro?

Organizações como Joshua Project e Finishing The Task já os colocam como desafio global. Em nações como Coreia do Norte e Arábia Saudita, por exemplo, como estão os surdos? E na Tailândia, o país mais budista do mundo, em que há menos de 1% de cristãos, como tem se desenvolvido o alcance deles?

Ao pensarmos a igreja e a missão, precisamos rever nossos paradigmas. E mesmo que os surdos sejam um desafio transculturalmente expressivo, não podemos esquecer os outros “povos com deficiência”: cadeirantes, cegos, surdo-cegos, autistas.
Será que todos ouvem nossas músicas? Sobem nossas escadas? Leem nossas Bíblias? Temos sido uma igreja de todos e para todos?

Esse é o desafio para nós e para o Corpo de Cristo. Precisamos formar obreiros e missionários que amem esses povos, uma verdadeira nação invisível. As igrejas precisam ser mais inclusivas, não se conformando com o modelo de indiferença da sociedade que vivemos. Amar os diferentes aqui e amar os de longe é igualmente importante. Que o Senhor nos aperfeiçoe, discipulando-nos até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus e à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo (Ef 4.13).

• Saulo Xavier de Souza tem 27 anos, é casado e tem uma filha. É missionário da Jocum, jornalista e intérprete de Libras. Trabalha há 10 anos com surdos e é mestre em estudos da tradução. saulo@jocum.org.br.

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