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Seções — Pastorais

O não-pentecostal

Lucas, historiador e médico, elogia muito certo pregador egípcio chamado Apolo (At 18.23-28). Diz que ele falava muito bem, tinha um conhecimento profundo das Escrituras Sagradas, era instruído no caminho do Senhor, pregava com entusiasmo e notável coragem, e possuía o precioso dom da pregação, com o auxílio do qual conseguia convencer os judeus pelos profetas do Antigo Testamento de que Jesus era de fato o Messias que havia de vir. Apolo havia nascido e crescido na cidade de Alexandria, o grande centro cultural do Egito, situada à margem ocidental do Delta do rio Nilo, junto ao Mediterrâneo. Além do mais, quando saiu de Éfeso para Corinto, o mesmo historiador afirma que Apolo sabia fortalecer os crentes novos na fé.

Apesar de todos esses registros apreciativos, Lucas aponta um senão: “O seu ensinamento a respeito de Jesus era correto; porém [Apolo] conhecia somente o batismo de João” (At 18.25, NTLH). O batismo de Jesus é o batismo referido pelo Senhor no dia de sua ascensão: “João batizou com água, mas daqui a poucos dias vocês serão batizados com o Espírito Santo” (At 1.5). Apolo não estava em Jerusalém no dia de Pentecostes (talvez ainda não fosse cristão) e, portanto, não havia participado da cerimônia da descida espetacular e marcante do Espírito Santo. Faltava-lhe o conhecimento da presença externa e interna do Espírito, de modo contínuo, como paracleto, santificador, revelador, consolador, capacitador e doador de dons e poder. Em outras palavras, Apolo ainda não era pentecostal no sentido histórico.

E as informações de Lucas sobre o pregador egípcio não terminam por aí. Ele faz questão de salientar mais uma virtude de Apolo. Não explicitamente, mas o suficiente para o leitor enxergar de imediato a humildade do personagem: sobre o batismo de Jesus, ele deixa-se esclarecer por Priscila e Áquila, o simpático casal que o hospedava em Corinto (At 18.26).
Embora em outros casos tenha havido imposição de mãos relacionada ao recebimento do Espírito Santo (At 8.17; 9.17; 19.6), o historiador nada diz a esse respeito com referência a Apolo. No entanto, deduz-se que o egípcio, até então não-pentecostal, tenha se tornado conscientemente pentecostal ali em Corinto, onde veio a ser um obreiro de peso. Na Primeira Epístola aos Coríntios, Paulo cita sete vezes o nome dele. Uma delas lembra seu pastoreio: “Eu plantei, e Apolo regou” (1Co 3.6). Ele era um homem de confiança de Paulo, como se vê nesta passagem: “Quanto ao irmão Apolo, tenho recomendado muitas vezes que vá visitar vocês com os outros irmãos” (1Co 16.12).




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