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Seções — Novos acordes

As belas artes de Lausanne 3

As artes tiveram destaque especial em Lausanne 3. Gostei muito, pois, via de regra, os eventos cristãos dão pouco espaço para esse tipo de linguagem. Na Cidade do Cabo foi diferente: houve uma verdadeira integração entre pregações, testemunhos e arte. Um apontava para o outro, um reforçava o outro. Havia coerência no programa.
Foi maravilhoso ver tanta diversidade artística num só evento. Nas plenárias, fomos enriquecidos por música de qualidade, conduzida por um grupo musical multicultural, por uma deslumbrante orquestra e um grande coral. Assistimos a performances teatrais, nos deleitamos com a dança contemporânea de gabaritados profissionais, e assistimos a vídeos bem produzidos -- alguns com conteúdos questionáveis, mas com estéticas e enquadramentos diferenciados.

Chamou a atenção o enorme telão de “lead” que fazia fundo ao palco central. A cada temática uma nova imagem era projetada. No último dia, na ceia, a multidão de mais de 4 mil congressistas cantava um hino que exaltava o Cordeiro Santo, embalada pela orquestra; enquanto isso, imagens de obras de arte se revezavam no telão, com variadas concepções étnicas de Cristo Jesus. Foi algo deslumbrante e emocionante.

Do lado de fora do salão, mais arte era oferecida. Tínhamos acesso a mostras de cinema, além de sessões de diálogo sobre temas como arte e cura, arte e adoração, arte em missões, cristãos no mundo artístico, mídia visual nativa, filme e fé, entre outros. Pelos corredores e salas do centro de convenções, quadros a óleo se misturavam com colagens, esculturas, fotografias, pinturas em tecidos. No “hall” central, o artista Hyatt Moore expunha seus belos quadros, entre eles “A última ceia com as doze tribos”, no qual Jesus está ao lado de seus discípulos identificados por povos de várias nações.
Até os “canela”, do Brasil, estavam lá representados. Nos intervalos, Hyatt pintava telas em tamanho natural dos congressistas tipicamente trajados. À medida que o congresso avançava, as obras se multiplicavam e se misturavam aos personagens reais que transitavam pelos corredores. Coisa bela de se ver.

Concordo em parte com as críticas de que as performances teatrais foram longas e tomaram o escasso tempo das discussões dos grupos. Não creio que isso aconteceu. No entanto, percebi que algumas peças não foram tão eficientes em sua comunicação. Diálogos longos não eram apropriados para aquele espaço multilíngue. Eles teriam tido mais sucesso se tivessem utilizado a linguagem sensorial, por meio de expressões corporais e musicais, luzes e cores, para transmitir o conteúdo. Sempre que assim fizeram conseguiram intento.

Talvez minha única frustração tenha sido a música. Esperava ouvir canções culturais africanas legítimas, bem como de outros povos. Porém, com raras exceções, o que predominou foi o louvor globalizado presente em nossas igrejas brasileiras. As canções cristãs comerciais prevaleceram. Vez por outra era tocada uma canção africanizada, que estava mais para musical do Rei Leão -- uma construção estética da África a partir do viés ocidental -- do que para uma expressão genuína daquele povo. A história se repetiu. Infelizmente!

Nota
As dicas musicais dessa vez vão pelo podcast: www.carlinhosveiga.com.br.





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