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Arcebispo francês diz que perversão e poder são as entranhas da pedofilia

O jornal “Rumos”, da Associação dos Padres Casados, publicou uma entrevista com Dom Albert Rouet, arcebispo de Poitiers, uma pequena cidade na região centro-oeste da França, e autor do livro “J’aimerais Vous Dire” (Eu gostaria de vos dizer), publicado em 2009 (30 mil exemplares vendidos). Vale a pena transcrever algumas de suas declarações:
- Para que haja pedofilia, são necessárias duas condições: uma profunda perversão e um poder. Isso significa que qualquer sistema fechado, idealizado, sacralizado é um perigo.

- Há algum tempo, a igreja vem sendo atingida por tempestades externas e internas.
- Temos um Papa que é mais teórico do que historiador. Ele pensa que, quando um problema está bem colocado, ele está meio resolvido. Porém, na vida não é bem assim: a igreja tem dificuldade em se situar no mundo conturbado em que se encontra hoje.

- Duas coisas me chocam na situação atual da igreja. Hoje, há certo congelamento do discurso. O menor questionamento da exegese ou da moralidade é considerado blasfêmia. Questionar deixou de ser uma atitude natural, o que é lamentável. Enquanto isso, reina na igreja um clima doentio de suspeita.

- A igreja enfrenta um centralismo romano, que se apoia em uma ampla rede de denúncias.

- Reconheço que estamos no fim de uma época. Precisamos de um cristianismo de hábito e um cristianismo de convicção.

- Com as novas religiões e a secularização, as pessoas não estão dando mais importância ao sagrado. Na minha diocese, por exemplo, há setenta anos, havia oitocentos sacerdotes; hoje temos duzentos (em 36 mil paróquias).

- A pobreza da igreja é uma provocação para abrir novas portas. A igreja deve se apoiar em seus clérigos (bispos, padres e diáconos) ou em seus batizados? Da minha parte, acho que temos de confiar nos leigos e parar de trabalhar a partir de um esquema medieval. É uma mudança fundamental. É um desafio.

- O sacerdote deve ser o animador de sua paróquia, deve apoiar os batizados para que eles se tornem adultos na fé, formá-los, evitar que eles se fechem em si mesmos [...]. Se os leigos continuarem a ser crianças, menores, a igreja não vai ter credibilidade.
- Muitas vezes, é a nossa maneira de falar que não funciona. É preciso descer da montanha e descer para a planície, humildemente.

- É necessária uma imensa misericórdia por este mundo, em que milhões de pessoas morrem de fome. Cabe a nós melhorar o mundo e cabe a nós nos tornamos amáveis!



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