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Avivamento em seminários

Em seu famoso “Diário”, Ashbel Green Simonton (1833-1867), o missionário pioneiro da Igreja Presbiteriana do Brasil, escreveu: “Pode parecer estranho falar de um avivamento em um seminário teológico, mas não é. Em nenhum outro lugar ele é mais necessário, ou deveria ser procurado” (registro de 17 de março de 1856).

Simonton teve a rara perspicácia de realçar tanto o valor do conhecimento teológico como o valor da piedade cristã. Um sem o outro é nefasto para ambos. Não pode haver divórcio entre a luz e o calor, entre a fé e a vida. Talvez ele estivesse se lembrando da exortação de Jonathan Edwards, feita mais de cem anos antes (1746): “É preciso haver entendimento e também fervor, pois se o coração tiver calor sem luz, nada de divino ou celestial haverá nele. Por outro lado, a luz sem calor, uma mente repleta de noções e especulações com o coração frio e indiferente, também nada terá de divino” (Veja Calor sem luz e luz sem calor).

Simonton teve sensibilidade e humildade suficientes para admitir que de vez em quando cometia essa dissociação. Logo no início de seu curso de teologia no Seminário de Princeton (setembro de 1855), ele registrou: “As grandes verdades da revelação e o estudo das doutrinas mais difíceis da Bíblia têm ocupado a minha atenção e despertado profundo interesse, mas tenho negligenciado excessivamente o cultivo do coração e de uma piedade pessoal e vital”. Poucos meses depois, no dia do seu 23º aniversário (janeiro de 1856), tornou a queixar-se: “Quanta verdade especulativa eu aceito, que não exerce qualquer influência controladora em meus princípios e motivos”.

Qualquer seminarista corre o risco de alimentar mais a mente do que o coração, mais a teologia do que a espiritualidade, mais o academicismo do que o aquecimento da alma. Sem dúvida, foi por esta razão que Simonton teria escrito que o seminário deve ser o primeiro lugar a ser visitado por um avivamento.

Nas últimas linhas de seu “Diário”, o jovem missionário lamenta outra vez essa dissociação, que pode ser também entre o trabalho e a devoção, e emite o comovente suspiro:

“A própria pressão e a atividade da vida exterior têm empanado a minha comunhão com aquele para quem esses mesmos serviços são feitos. Quantas vezes minhas devoções são formais e apressadas, ou perturbadas por pensamentos de planos para o dia! E pecados, muitas vezes confessados e lamentados, têm mantido seu poder sobre mim. Quem me dera um batismo de fogo que consumisse minhas escórias! Quem me dera um coração totalmente para Cristo!”

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