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As más notícias nos perseguem a vida inteira

Há boas notícias e más notícias. A mídia dá mais espaço para as más do que para as boas. Estranhamente as más notícias vendem mais do que as boas notícias. Estas ficam num canto qualquer do jornal e aquelas, na primeira página. 

A má notícia acaba com a alegria, causa desânimo, abre caminho para o álcool e para a dependência química, adoece o corpo e a alma, provoca revolta contra tudo e contra todos, gera traumas de difícil cura, afasta a criatura do Criador, cria uma espécie de cinismo frente à vida, fomenta o suicídio. Mesmo assim, parece que nos acostumamos de tal modo com as más notícias que não podemos viver sem elas. 

Somos obrigados a admitir que a vida é um rosário de más notícias. Mal ouvimos uma, outra vem em seguida. Algumas são mais ou menos esperadas. Outras, as mais freqüentes, vêm de surpresa. Elas não param, não dão descanso. Acontecem sempre, ora com menor ora com maior intensidade. As más notícias podem afetar uma pessoa apenas, uma família apenas, uma região apenas, uma nação apenas ou o mundo inteiro. 

O mesmo acontecimento pode ser má notícia para uma pessoa e boa notícia para outra. Para a mulher que se descuidou, a gravidez é uma notícia embaraçosa; para a mulher que está ansiosa para ser mãe, a gravidez é motivo de ação de graças. Para o portador de uma doença incurável e sofrida, a morte pode ser uma notícia boa; mas para quase todos, ela é sempre uma má notícia. Para a maioria dos terroristas muçulmanos a derrubada das Torres Gêmeas é uma notícia fantástica. Para a maioria dos americanos a captura e o enforcamento de Saddam Hussein é uma notícia fantástica. A falência de uma empresa pode ser uma péssima notícia para os seus associados e uma ótima notícia para o seu concorrente. Este é o nosso complicado mundo, que manipula inclusive as boas e as más notícias. 

O tsunami de dezembro de 2004, um fenômeno da natureza revoltada e revolta que destruiu dezenas de localidades litorâneas da Indonésia e outros países, e provocou milhares de mortes, foi algo aterrador. Não menos trágicos foram os recentes acidentes aéreos em território brasileiro que provocaram a queda do Boeing da Gol (setembro de 2006) e do Airbus da TAM (julho de 2007). Entre os mortos do segundo avião, havia tanto crianças ainda no ventre de suas mães como mulheres idosas acima de 80 anos. 

Mas não se deve pensar que as más notícias são apenas aquelas que dizem respeito a grandes catástrofes, como terremotos, maremotos, erupções vulcânicas, enchentes, secas, tornados, conflitos bélicos, fome, desastres atômicos, pestes e epidemias, e acidentes terrestres, marítimos, aéreos e espaciais. São más notícias quando se descobre que os homens que elegemos são corruptos, os filhos que geramos tornaram-se dependentes ou traficantes de drogas, a pessoa com a qual nos casamos mantém um relacionamento extraconjugal, os pastores que convidamos para nos pastorear não vivem aquilo que pregam, as pessoas que chamamos de amigos chegados estão atrás de nossos bens. E assim por diante. 

As más notícias são companhia inevitável. Elas acompanham, perseguem e amofinam o ser humano a vida inteira. Praticamente todos os personagens da Bíblia tiveram de lidar com más notícias, principalmente com aquelas que dizem respeito à decepção causada pelo comportamento não-ético. 

Quem acumulou o maior número de más notícias no transcurso da vida deve ter sido Jacó. Ele soube, logo de manhã, que a mulher com quem havia passado a sua noite de núpcias não era a amada Raquel, mas Lia, a irmã dela (Gn 29.16-30). Soube que o irmão gêmeo Esaú, vinte anos depois do roubo de seus direitos de primogenitura, vinha ao seu encontro para vingar-se na companhia de quatrocentos homens armados (Gn 32.1-6). Soube que sua filha Diná fora violentada pelo filho do rei de Canaã (Gn 34.1-4). Soube que seus filhos Simeão e Levi haviam se vingado do estuprador da irmã, matando à traição todos os homens daquela cidade, inclusive Siquém (o culpado) e seu pai (Gn 34.13-31). Soube que Rúben, o filho mais velho, havia desonrado o seu leito, deitando-se com Bila, sua terceira esposa (Gn 35.22; 49.3-4). Soube do desaparecimento de José, seu filho predileto, dito como devorado por um animal selvagem (Gn 37.18-35). Soube do escândalo sexual envolvendo Judá, seu quarto filho, e Tamar, duas vezes viúva de dois de seus netos (Gn 38.12-30). 

Moisés subiu o monte Sinai e lá permaneceu quarenta dias e quarenta noites (Êx 24.18). Ainda estava lá quando recebeu más notícias: o povo de Israel havia se corrompido ao ponto de construir um bezerro de ouro diante do qual se encurvou e ao qual ofereceu sacrifícios, à semelhança dos povos idólatras (Êx 32.1-8). Pouco depois, outra má notícia chegou ao conhecimento de Moisés: a imoralidade sexual comunitária e pública de milhares de israelitas com mulheres moabitas e midianitas (Nm 25.1-18; 1 Co 10.8). 

E assim vai. A lista daqueles que receberam má notícia parece não ter fim. A infidelidade de Acã foi má notícia para Josué e todo o povo (Js 7.1). A violência sexual dos benjamitas contra a mulher do levita, que culminou com a morte dela, foi má notícia para todas as tribos (Jz 19.22-30). A conduta escandalosa de Hofni e Finéias foi má notícia para o pai deles, o sacerdote Eli (1 Sm 2.12-36). O caso de Davi com Bate-Seba e o assassinato do marido dela foram más notícias para toda a cidade de Jerusalém (2 Sm 11.1-27). A loucura sexual cometida por Amnom contra a meia-irmã Tamar e o assassinato cometido por Absalão contra seu meio-irmão Amnom foram más notícias para Davi e toda a sociedade israelita (2 Sm 13.1-39). A traição de Judas foi má notícia para todos os apóstolos e discípulos de Jesus (Jo 13.18-30). A mentira de Ananias e Safira foi má notícia para toda a comunidade cristã primitiva (At 5.1-11). As divisões na igreja em Corinto e muitas outras confusões que ali aconteciam eram más notícias para Paulo (1 Co 3.1-4). 

Somente as boas notícias podem contrabalançar e fazer frente às más notícias. As boas notícias de um Salvador; as boas notícias do perdão, da conversão e da habitação do Espírito em nós; as boas notícias da oração, da consolação e da esperança; as boas notícias de novos céus e nova terra; as boas notícias da ressurreição da carne e da transformação do corpo; as boas notícias da plenitude da salvação. A boa notícia do paraíso recuperado desmonta, desfaz e cancela a má notícia do paraíso perdido. O crente que não nega as más notícias nem as boas notícias, mas se deixa influenciar mais por estas do que por aquelas, sabe oferecer resistência às más notícias. E, a despeito de tudo, é feliz!

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