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Cruz vazada, mas não esvaziada!

Em artigo publicado no Jornal do Brasil a propósito do manuscrito recém-descoberto sobre Judas Iscariotes, a escritora Anna Ramalho recorda a procissão da Sexta-feira Santa de sua meninice: “Aquela procissão tão pobrinha, tão modesta, encantava a menina que eu era. Adorava aquele cortejo roxo, triste, com o Jesus da comunidade carregando sua cruz, cercado de centuriões e caindo e levantando naquela via-crúcis de interior. Na Semana Santa meu lado mórbido ficava na maior saliência e eu acabava preferindo a tristeza da Paixão ao regozijo do Domingo da Páscoa, que trazia os ovos, e alegrias, um almoço caprichadíssimo e, de quebra, o anúncio da ressurreição na missa solene” (JB, 15/04/06, p. 8).

À semelhança da menina Anna Ramalho, o mundo cristão, principalmente o hispânico, dá mais importância ao sofrimento e à morte de Jesus do que à sua glória e ressurreição. E isso precisa mudar, porque é histórica e teologicamente incorreto e injusto. Por conceder apenas alguns segundos à ressurreição do Senhor, o filme A Paixão de Cristo, de Mel Gibson, está na mesma linha e reforça o tal lado mórbido mencionado pela escritora. Aliás, o crítico A. O. Scott, do jornal New York Times, disse que a A Paixão de Cristo não mostra com clareza o objetivo de tanto sofrimento e de tanto sangue no desenrolar do filme. Além de não se envergonharem de dizer que a morte de Jesus foi vicária, os celebrantes da Semana da Paixão têm a obrigação de levar o povo da sexta-feira ao domingo, do Gólgota ao Jardim de Arimatéia, do sepultamento de Jesus à sua ressurreição. O evangelho completo, o evangelho que Paulo recebeu e passou adiante, ensina que Cristo morreu pelos nossos pecados, foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia e apareceu a várias pessoas (1 Co 15.3-8). Não podemos alimentar apenas o lado mórbido, principalmente em matéria de fé. É preciso dar maior ênfase ao lado saudável da Paixão, que passa pela morte e termina na ressurreição. Especialmente porque a nossa ressurreição depende da ressurreição do Senhor (1 Co 15.17).

A morte continua sendo o nosso pavor maior. No livro A Máquina de Ser (Nova Fronteira, 2006), o escritor brasileiro João Gilberto Noll foi bastante honesto: “Eu não posso agüentar ou conviver bem com a idéia de que determinada pessoa, que eu conheço e gosto, está dentro de uma caixa de madeira sendo enterrada, e que o enterro vai acabar e ela vai ficar ali”. O filósofo francês Frabrice Hadjadj, autor do livro Réussir sa Mort (Vencer a morte), em entrevista ao jornal católico La Croix, fez uma acusação muito séria: “Não se prega suficientemente a ressurreição” (O Lutador, 21/11/06, p. 4). O silêncio cristão sobre a ressurreição deixa um tremendo vazio que as novelas da rede Globo, o espiritismo, o budismo, o hinduísmo e muitos outros credos religiosos tentam preencher com a doutrina da reencarnação. Como se pode ver, a não-caminhada entre a cruz e o túmulo vazio tem implicações muito sérias e causa muitos estragos.

Não é para tirar a Sexta-feira da Semana Santa e deixar só o Domingo de Páscoa. Não é para satisfazer apenas o lado mórbido da natureza humana, mas também o seu lado saudável. Foi para chamar a atenção tanto para a morte como para a ressurreição de Jesus que o escultor americano Jay J. Dugan criou a cruz vazada: “Essa cruz é a minha modesta contribuição... Eu removi qualquer vestígio de seu sangue e agonia ao remover o corpo débil de Jesus. A cruz é literal o suficiente para retratar sua crucificação. No lugar deste, eu apliquei uma silhueta abstrata de seu corpo, uma declaração poderosa de que o Senhor deixou a cruz e este mundo para preparar e aguardar o nosso reencontro com ele no céu”.

A cruz está vazada porque Jesus ressuscitou, mas ela não foi e jamais pode ser esvaziada de seu significado!

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