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Seções — Ação mais do que social

Pobres e anônimos que nos precedem no reino dos céus!

Isabelle Ludovico

A igreja evangélica precisa de uma nova reforma. Ela acabou incorporando as práticas denunciadas por Lutero; explora a fé do povo, tem seus papas e pompas, tem um discurso divorciado da prática, perdeu o temor do Senhor. Um sintoma desse descaminho é que ela elege como referência e exalta os pastores e líderes carismáticos que ostentam diplomas, escrevem livros, são vistos na televisão e prometem bênçãos para aqueles que contribuem financeiramente com eles. 

Os evangélicos já não se quebrantam; tornam-se juízes, vivendo em guetos e olhando para fora com ar de superioridade e atitudes de donos da verdade. Assim, o maior pecado da Igreja hoje é o orgulho espiritual, que impede a ação do Espírito Santo. É urgente olharmos para a cruz e percebermos que não merecemos a salvação. 

Converter-se significa experimentar uma mudança de olhar que coloca de cabeça para baixo nossos valores materialistas e nos leva a uma transformação em sintonia com as virtudes apresentadas por Jesus no Sermão do Monte. Um sinal dessa mudança é a humildade que desperta em nós o desejo de servir, como expressão do nosso amor a Deus. 

Assim, em vez de ídolos ricos e famosos, passaremos a valorizar os pobres e anônimos que vivem os valores do reino de Deus. Estaremos atentos ao ensino que não provém de um discurso bem articulado, mas de uma vida dedicada a Deus. Buscaremos a direção espiritual de pessoas humildes que vivem de forma coerente com o evangelho. Teremos o cuidado de honrar aqueles que transformam a Palavra em gestos simples do cotidiano. Desejaremos a companhia dos santos descalços, marginalizados, identificados com os pobres e engajados na promoção da dignidade humana e da justiça social. 

Admiro dona Maria, faxineira, mãe de três filhos, que acolheu como suas mais duas crianças abandonadas em sua porta! Sinto-me desafiada por Goreth, que deixa sua pequena confecção caseira uma tarde por semana para visitar presidiários. Aprendo com Sergio, que transformou sua experiência de portador do HIV em acolhimento de crianças e adultos também contaminados. Saúdo Samantha, missionária inglesa que deixou o aconchego de sua casa e amigos para servir como voluntária numa ONG que busca comercializar os produtos confeccionados por pessoas à margem do sistema econômico, de modo a garantir-lhes sustento e dignidade. Aprendo com Tonica, missionária da ABU que compartilhou as condições de vida dos angolanos nos piores momentos da guerra, pregando e vivendo o evangelho num contexto de vulnerabilidade. 

Olhando essas expressões do amor de Deus encarnado na vida de irmãos e irmãs, sou constrangida a me converter mais um pouco; a confessar meu apego ao conforto material, à visibilidade, ao reconhecimento público. Nascer de novo significa reconstruir minha identidade no privilégio de ser filha de Deus, não por merecê-lo, mas por sua graça incondicional. Significa me colocar aos pés de Cristo, a serviço do Senhor. 

Despojar-me dos títulos e bens que me garantem uma falsa segurança, para entregar-me à direção do Espírito. O medo, sentido também pelo jovem rico, é relativizado pelo brilho que encontro nos olhos daqueles que já deram esse passo e experimentam a alegria indizível de ser parte do Corpo de Cristo.

Isabelle Ludovico da Silva é terapeuta familiar sistêmica.
isabelle@ludovicosilva.com.br

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