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Seções — No ventre da dor

Onésimos brasileiros

Talvez haja mais conversões nos presídios do que nas universidades

Certo escravo chamado Onésimo fugiu de seu dono e foi parar na cadeia onde estava Paulo. O apóstolo aproveitou a oportunidade e o evangelizou. Onésimo se converteu ali e, uma vez solto, voltou para a casa de Filemom, seu ex-dono, não mais como escravo mas como “irmão amado” (Fm 1.10). Os eruditos acreditam que esse Onésimo veio a ser bispo da Igreja Cristã, conhecido e citado por Inácio, bispo de Antioquia.
Alguns criminosos brasileiros têm encontrado Jesus Cristo durante o período de reclusão e mudado de vida, como se pode ver a seguir.

Gato e sapato nas mãos do deus deste século
Eu já havia conhecido o Senhor Jesus, mas, como muitos, estava desviado do evangelho e totalmente envolvido com este mundo sujo, cujo deus fez de mim gato e sapato. Fui preso e, meses depois, dentro de uma cela forte onde só se ouve gemidos de dor e gritos de revolta, Deus, o Pai, me enviou seu Espírito Consolador para falar comigo no momento exato em que ia tirar minha vida. O Senhor da vida me disse: “Se você fizer do Altíssimo o seu abrigo, do Senhor o seu refúgio, nenhum mal o atingirá, desgraça alguma chegará à tua tenda” (Sl 91.9-10). Naquele momento fui liberto. Já faz onze anos e até hoje estou servindo ao Senhor Jesus, mesmo atrás das grades.
João Pereira de Souza (39 anos)
Penitenciária de Itaí, SP

O dia em que me senti amado
Minha vida foi só tristeza. Sou órfão de mãe e meu pai está sumido até hoje. Quando eu tinha apenas 4 anos, meu pai matou minha mãe e desapareceu. Fui morar com meu avô, que morreu oito anos depois. Cresci em meio a estas conturbações e bem cedo a tristeza passou a fazer parte do meu dia-a-dia. Mesmo estando, hoje, em Cristo, tenho momentos de tristeza. O que me levou à conversão foi a leitura de um folheto que chegou às minhas mãos numa cela fria do presídio de São José dos Campos, SP. Ele me fez sentir amado por alguém, sentimento nunca experimentado antes. O tema dele era “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito” (Jo 3.16). Desde então continuo firme no Senhor. Sou líder de um grupo de irmãos aqui e tenho visto dezenas de delinqüentes serem transformados por Deus. A Palavra é pão e água aqui no grande deserto em que me encontro!
Douglas Graziani Neto (26 anos)
Penitenciária Compacta de Avanhadava, SP

Em paz comigo e com Deus
Sou de família da classe média alta, nascido no Rio de Janeiro. Tive uma criação muito rígida. Aos 18 anos fui servir o Exército em Lorena, SP, e pela primeira vez tive um sentimento de liberdade e independência. Resolvi seguir carreira militar. Aos 22, já era terceiro sargento. Fiz vários cursos no Exército e comecei a estudar direito. Até hoje sou apaixonado por direito penal. Mas, por ser jovem, inexperiente e estar servindo na época da ditadura militar, aliei-me às facções estudantis contrárias à ditadura e comecei a praticar assaltos. Para não desonrar a farda, pedi demissão do Exército. Foi minha derrocada e venho pagando por isso desde então (1972). Converti-me ao Senhor Jesus em 1991. Desviei-me, e me reconciliei dez anos depois. Fui batizado em abril de 2001. Hoje sou homem de Deus, convertido verdadeiramente ao Senhor no cárcere e profundo conhecedor da Palavra de Deus. Evangelizo e prego a Palavra, conquistando almas para Jesus. Tinha muito remorso, ressentimento, tribulações, arrependimento e aflições pelo que tinha feito no passado. Todavia, hoje, embora preso, abandonado e desprezado por todos — mulher e filhos — estou em paz, porque está escrito: “Ainda que me abandonem pai e mãe, o Senhor me acolherá” (Sl 27.10).
Hércules Faccim de Lima (60 anos)
Penitenciária de Getulina, SP

Pensei que ia ter um infarto
Cumpro pena desde outubro de 2003. Moro numa cela só de cristãos (somos 12). O Senhor tem me posto como pastor desta cela. Minha conversão se deu logo no início de minha detenção, no final de 2003. Antes, sentia tanta dor e angústia que pensei que ia ter um infarto. Então alguém me deu uma Bíblia e eu comecei a me apegar a Deus, lendo a Palavra, orando e confessando meus pecados.
Marcos André Aguilhera (26 anos)
C.D.P. de Piracicaba, SP

Considero-me a pessoa mais feliz do mundo
Crime e drogas não dão futuro a ninguém. Por causa deles fui condenado a 29 anos de prisão. Já cumpri cinco anos. Neste período, comecei a freqüentar os cultos e abrir meu coração e deixar Deus trabalhar em minha vida. O resultado foi que, apesar de ter perdido tudo ao vir para a cadeia, considero-me a pessoa mais feliz do mundo.
Jean Corrêa (29 anos)
Penitenciária de Itapetininga, SP

Uma folha seca ao vento
Sou de família de classe média alta do Estado do Espírito Santo. Quando tinha 14 anos, fugi de casa, onde tinha tudo que um garoto da minha idade poderia desejar. Fui preso várias vezes quando era menor. Após completar 19 anos, me envolvi no tráfico de drogas e acabei no Carandiru. Fugi algumas vezes e sempre era recapturado. Hoje, sou um servo do Senhor e congrego aqui no presídio com mais quinze irmãos em Cristo. Estou longe da minha família há muitos anos. Não os vejo, só recebo cartas. O importante é que esse sofrimento todo que passei sem Jesus me ajudou a reconhecer que o homem sem Deus nada é senão uma folha seca ao vento. Estou certo de que Jesus tira o homem do lamaçal do pecado e o faz mais do que vencedor.
Juramar Penha Batista (31 anos)
Penitenciária de Paraguaçu Paulista, SP

Deus cicatrizou os meus ferimentos
Perguntei a Deus se ele poderia perdoar meus pecados e ele me respondeu: “Farei cicatrizar o seu ferimento e curarei as suas feridas” (Jr 30.17). Hoje sou dirigente da cela Assembléia de Deus. Meu grande sonho, digo com lágrimas nos olhos, é ser um grande pregador.
Nelson Severino da Silva (39 anos)
Penitenciária II de Aparecidinha, SP

Pesadelos horríveis
Muitos estão afastados do caminho de Deus aqui dentro por falta de interesse das igrejas aí fora. Os crentes têm medo de vir aqui. Se os evangélicos fossem mais operosos aí fora, o crime não estaria tão evoluído. Tenho só três anos de convertido. Antes de me converter tinha pesadelos horríveis, lembrando do meu passado. Não vou falar o crime que cometi porque Deus já me perdoou.
Antônio Aparecido Bazílio (28 anos)
Penitenciária de Paraguaçu Paulista, SP

O ladrão rouba os bens de uma pessoa e o adúltero rouba a alegria do lar
Muitos crêem que dinheiro, classe social e até mesmo o estar atrás das grades fazem os homens diferentes uns dos outros. Em parte esse conceito parece correto, mas, na essência, somos todos iguais. Todos nascemos, vivemos e morremos. Além disso, “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). Há diferença entre o homem que trai a esposa e o ladrão? Entre o mentiroso e o homicida? Entre o invejoso e o traficante? O ladrão rouba os bens de uma pessoa e o adúltero rouba a alegria do lar. O homicida tira uma vida que jamais poderá sorrir outra vez e o mentiroso aniquila as melhores amizades. Logo, não existe diferença entre o bêbado e o ladrão, entre o lascivo e o homicida, entre o idólatra e o traficante, que estão nos presídios. Se não se arrependerem, todos de igual modo perecerão no fogo eterno (Ap 21.8). A salvação é muito mais que religiosidade. É, de fato, viver a Palavra de Deus. Por mais pecadores que sejamos, nós os presidiários somos vidas importantes aos olhos de Deus. Além disso, há nos presídios homens e mulheres transformados por Deus. Em Cristo não há pobre nem rico, branco nem negro, livre nem preso. Todos somos um no Senhor, parte do mesmo corpo. Todos, inclusive os presidiários. Precisamos de carinho, afeto, compreensão e ajuda. Todos querem gritar para o mundo inteiro ouvir: Jesus Cristo transforma o ladrão, o homicida, o traficante, ainda que dentro de um presídio!
Adilson Cândido Pereira
Penitenciária 3 de Brasília, DF

Estou encarcerado injustamente
Sou professor e estou encarcerado injustamente desde junho de 2002. Nesse período aceitei Jesus Cristo e hoje, pela graça de Deus, sou coordenador da igreja aqui do Raio 3 da Penitenciária de Itaí. Sou natural de Minas Gerais mas vim para São Paulo e me tornei seminarista católico. O jornal Brasil Presbiteriano publicou meu testemunho na edição de junho de 2005 (www.ipb.org.br).
Tamilson S. Carvalho (29 anos)
Penitenciária de Itaí, SP

Chega de crime!
Sou ex-preso da Penitenciária de Itaí, SP, nascido em berço evangélico da Igreja Presbiteriana Jardim de Oração, em Santos, SP. Com 19 anos entrei no caminho do crime e lá fiquei por trinta anos. Agora digo: chega de crime!
Walter C. Ramos
Iguape, SP

Recuperado, mas não pelo sistema carcerário
Fui alcançado pela graça salvadora de nosso Pai Celestial. Encontro-me preso na Penitenciária de Ribeirão Preto, cumprindo pena por receptação e assalto a mão armada, condenado a onze anos e dez meses. Converti-me aqui e sirvo o nosso Senhor Jesus Cristo, evangelizando e pregando o evangelho, além de orar muito pela vida daqueles que aqui vão rumo à perdição eterna. Considero-me recuperado, não pelo sistema carcerário (pois este não recupera ninguém), mas pelo poder transformador do evangelho. Sou missionário na prisão.
Luís Antônio de Almeida (38 anos)
Penitenciária de Ribeirão Preto, SP

Orei mesmo sem saber orar
Foi a dor que me levou ao evangelho. Fui avisado de que seria morto por outros presos durante uma rebelião prestes a acontecer. Embora sem saber orar, orei muito, desesperado com a notícia. No final daquela mesma noite (março de 2001), os agentes policiais sem mais nem menos vieram à minha cela e me levaram para outra delegacia, livrando-me da morte certa. Daí em diante, passei a crer no mover de Deus e no seu imenso poder. Comecei a querer saber mais sobre esse Deus, a ler a Bíblia e livros evangélicos.
Douglas Pérez Cavalcante (26 anos)
Penitenciária Compacta de Avanhadava, SP

Eu e ela praticamos um crime bárbaro
Ainda jovem, caí na marginalidade (pequenos roubos) e participei de gangue de rua. Amasiei-me aos 26 anos. Junto com a minha companheira, pratiquei um crime horrível e bárbaro, que resultou na morte de uma filha dela, de 6 anos de idade. Não devemos, nem eu nem ela, tudo o de que nos acusaram, mas ninguém acredita, a não ser Jesus, que tudo sabe. Fomos ambos condenados a 26 anos e estamos presos desde julho de 1977. Converti-me em dezembro desse mesmo ano. Hoje sou o segundo dirigente da Igreja Universal na Penitenciária onde estou.
Rogério Dobrovolsi (40 anos)
Penitenciária Central do Estado
Piraquara, PR

Por ocasião do massacre do Carandiru
O que me levou a Deus foi o livramento que ele me deu por ocasião do massacre do Carandiru, no dia 2 de outubro de 1992. Eu e outros presidários, todos nus, carregávamos dezenas de corpos mutilados. No momento em que muitos eram mortos com um tiro na nuca por não poderem carregar os corpos por cansaço, medo e fraqueza, os evangélicos começaram a cantar em sussurros o hino “Deus cuidará de ti”. Ali, com os pés cobertos de sangue, água e óleo, totalmente nu, com frio e com o corpo coberto de sangue dos corpos que carregava, senti um calor em meu interior, uma voz que dizia: “Siga em frente, confie e não desanime, não tema, pois eu o sustento!” Fui então revigorado. Após carregar os corpos, fomos levados ao pátio, onde permanecemos por sete horas sentados sobre urina e fezes dos outros companheiros. Mas nada nos impediu de louvar e clamar ao Deus Altíssimo. Pouco mais de um mês depois, no dia 12 de novembro, fui batizado. Deus me livrou de outras rebeliões que ali ocorreram, até a última, a mega-rebelião de 17 de fevereiro de 2001. Hoje sou pastor da Igreja Evangélica O Brasil para Cristo. Já batizei 126 reeducandos e ministrei seis casamentos. Cheguei a sair do presídio oito vezes para anunciar o evangelho lá fora, autorizado pelo juiz corregedor.
Wanderlei Vieira Pinto (47 anos)
Penitenciária de Tremembé, SP

Preconceito e desconfiança
Meu objetivo é trabalhar para Jesus como pastor evangélico. Minha meta é resgatar almas para o aprisco do Senhor e trabalhar em favor da restauração de ex-presidiários, drogados, alcoólatras, efeminados, prostitutas e mendigos. A dificuldade maior é conseguir apoio, sendo encarcerado. Ainda existe um pouco de preconceito e desconfiança.
Daniel Cosme da Silva (39 anos)
Penitenciária de Itaí, SP

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