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O fim dos céus e da terra que agora existem


Os céus desaparecerão com um grande estrondo, os elementos serão desfeitos pelo calor, e a terra, e tudo o que nela há, será desnudada (2 Pe 3.10)

Com toda a razão há uma implicância generalizada contra aqueles que falam do fim do mundo. Eles são chamados de alarmistas, profetas do pessimismo e até de loucos varridos. A pregação escatológica tem perdido muita credibilidade porque inventam coisas, porque fazem sensacionalismo de tudo e porque têm a arrogância de marcar o dia e a hora dos eventos apocalípticos. O que não impede que 17% dos americanos esperem que o mundo acabe ainda durante suas vidas.

Milhões de leitores ao redor do mundo estão encantados com as histórias contadas por Tim LaHaye em seus livros intitulados Deixados para Trás (Left Behind), de linha pré-milenista e demasiadamente sensacionalista. Essa série, que já vendeu 42 milhões de exemplares, foi lançada em DVD pela Sony este ano.

Os livros de LaHaye mereceram um artigo do psicanalista Contardo Calligaris (Folha de São Paulo, 10/03/2005, E-8). Depois de referir-se ao livro como um “romance do Segundo Advento” e de mencionar os lances mais dramáticos da obra, Calligaris escreve que “hoje, a religião que inspira mais é aquela que promete ao fiel que sua vida será um romance, ou melhor, um filme em que ele será um Schwarzenegger da fé”. No último parágrafo, o articulista diz que o autor do best-seller quer “revigorar nossa fé com a promessa de que logo viveremos a maior aventura de todos os tempos, o fim do mundo”.

O aparecimento do anticristo é uma das marcas mais importantes da escatologia cristã. Há menos de dois anos, Leonardo Boff escreveu no Jornal do Brasil (17/09/2004) um artigo sobre essa figura apocalíptica, que há de preceder a parusia de Jesus. O teólogo da teologia da libertação diz que “a dimensão-anticristo se opõe à dimensão-Cristo” e que ambas “se permeiam nos envolvendo a todos em enfrentamentos dramáticos”. Há momentos, acrescenta Boff “em que a dimensão-anticristo parece triunfar como agora. Irrompe de forma tão aterradora que nos paralisa e quase rouba a esperança dos justos. Em circunstâncias assim consola-nos a passagem bíblica: ‘O Cristo aniquilará o anticristo com um simples sopro de sua boca’. Mas quando, Senhor, quando?”

Boff explica que “o anticristo faz uso de duas armas: da política e da religião. Pela política arrogante, bestial e tirânica se impõe a todos e sacrifica os opositores. Pela religião utiliza os símbolos sagrados e o nome de Deus para seduzir à sua causa e conferir legitimidade última à política perversa. Sua blasfêmia maior reside, segundo Paulo, no fato de ‘erguer-se acima de tudo que se chama Deus’”.

Boff acha que devemos nos precaver contra identificações fáceis do anticristo, “mas há momentos como o atual em que a perversidade é tanta que devemos usá-la como denúncia e profecia”. Para ele, “o anticristo está, sim, entre nós”.

Toda essa mistura de Tim LaHaye, Contardo Calligaris e Leonardo Boff, de Bíblia, livros religiosos e jornais seculares, somada “às previsões sombrias dos cientistas (leia O pavio já está aceso?) parece indicar que a escatologia cristã extrapolou do púlpito para a cátedra, da igreja para o laboratório, da teologia para a ciência.

Mas ainda há uma novidade que surpreende e dá em quê pensar. Trata-se do livro O Fim da Terra e do Céu, lançado em agosto de 2001 pela Companhia das Letras, escrito pelo renomado físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser, colunista de Folha de São Paulo e professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover, New Hampshire, nos Estados Unidos. No prefácio, Gleiser explica que adotou “um enfoque essencialmente multidisciplinar na abordagem da questão do ‘Fim’, explorando a complementaridade dos caminhos tomados pela ciência e pela religião”. Na apresentação de O Fim da Terra e do Céu, a editora afirma que o livro “trata da relação entre a religião e a ciência e discute a possibilidade de que certas profecias (tanto religiosas como científicas) apocalípticas estejam certas”!

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