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Imaginação escatológica: a arte de ver o que agora é invisível


O Princípio Esperança, de Ernst Bloch, mostra que sem um horizonte à nossa frente não podemos ver mais nada 


Em seu livro O Princípio Esperança (Editora Contraponto, 436 páginas), escrito entre 1938 e 1947, Ernst Bloch, morto há quase 30 anos (1977), aos 92, ensina que “dizer o que ainda não se disse, imaginar o que ainda não existe é o que alimenta a esperança”.

Até parece que o escritor se inspirou na palavra de Isaías (64.4), que Paulo transcreve em uma de suas Epístolas: “Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam” (1 Co 2.9).

Bloch lembra que “quando não se consegue achar uma saída para a decadência, o medo se antepõe e se contrapõe à esperança”.

Como escreveu Edson Luiz André de Sousa, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o livro de Bloch quer “mostrar que ao pé do farol não há luz” (“Idéias”, Jornal do Brasil). É preciso olhar para além do farol, até onde chega a sua luz. É preciso “recuperar as imagens do sonho que move a vida e que nos faz acreditar em um outro mundo possível”. Então substituiremos “o bafio do porão pelo ar da manhã”.

A mudança que tem de acontecer é tão grande, tão radical, tão abençoadora, que precisamos dar asas à imaginação e ver o que agora é invisível, mas não implausível. Todas as decepções de ontem e de hoje, todas as tragédias de ontem e de hoje e todos os sofrimentos de ontem e de hoje não podem ser comparados “com a glória que nos será revelada no futuro” (Rm 8.18, NTLH). Não foi Einstein quem explicou que a “imaginação é mais importante do que o conhecimento”?

A Bíblia não menciona apenas a criação dos céus e da terra que agora existem. Ela começa com essa história (Gn 1, 2) e termina com a criação de “novos céus e nova terra” (Ap 21, 22). Entre uma narrativa e outra, estão a história da queda e a história da redenção. As Escrituras Sagradas têm enredo certo, convincente e confiável, e são luz que clareia a nossa caminhada até a glória vindoura mencionada por Paulo.

Ernst Bloch completa: “Sem um horizonte que nos acorde de nossa letargia acumulada não podemos ver mais nada”.

Frei Betto tinha toda a razão quando, em dezembro de 2005, desejou “feliz Natal a todos que pulam corda com a linha do horizonte e riem à sobeja dos que apregoam o fim da história”!

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