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Fé e razão: irmãs gêmeas


Diálogo entre um paulistano de 90 anos que sente Deus como o ar que respira e um francês de 46 que ensina às crianças que Deus não existe

Domício Pereira de Mattos tem o dobro da idade de Michel Onfray. É um paulistano que vai comemorar 90 anos no dia 31 de janeiro de 2006. O culto de ação de graças será na Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro. Ordenado ministro presbiteriano no dia do seu 27º aniversário e casado exatos quatro meses mais tarde, Domício orgulha-se de estar ao lado da mesma esposa, Ceres, e da mesma vocação há 62 anos. Logo depois de ter passado por uma cirurgia ocular, leu a entrevista que o jovem filósofo francês Michel Onfray, de 46 anos, deu à revista Veja (25/05/2005). No dia seguinte, escreveu uma carta aberta ao autor de Tratado de Ateologia, sucesso no mercado editorial da França, com 150 mil exemplares vendidos em dois meses. O panfleto Diálogo com um Filósofo Ateu é uma publicação da Igreja Presbiteriana Unida da Praia de Botafogo, da qual Domício é pastor emérito. Ultimato toma a liberdade de extrair alguns trechos e colocá-los na forma de diálogo.

Michel – [É preciso] não deixar a Razão, com R maiúsculo, em segundo plano, atrás da fé.
Domício – Inverto: Não podemos deixar a Fé, com F maiúsculo, em segundo plano, atrás da razão. Fé e razão são irmãs gêmeas e juntas apontam para a verdade.

Michel – O encanto e a magia da religião desaparecem quando se vêem as engrenagens, a mecânica e as razões materiais por trás das crenças.
Domício – Sim, muitas vezes mecanismos, engrenagens e razões materiais deturpam a crença. O cristianismo condena escribas e fariseus hipócritas (presentes em todas as religiões).

Michel – As religiões, que dizem querer promover a paz, o amor ao próximo, a fraternidade, a amizade entre os povos e as nações, produzem na maior parte do tempo o contrário.
Domício – Em face dessas contradições e insanidades até justifico o seu ateísmo [...]. [De fato], que deus é esse que abençoa exército, que parte para a guerra, invadindo nação mais fraca, destruindo e matando gente inocente? Nesse deus eu não creio! [...] Clamo com você contra essa contradição que afirma ser Deus amor e ao mesmo tempo abençoa assassinos... Só que você, por causa desses conceitos, se torna ateu; eu continuo a acreditar no amor de Deus e a deplorar as concepções estapafúrdias de um deus que manda matar!

Michel – A filosofia permite a cada um a apreensão do que é o mundo, do que pode ser a moral, a justiça, a regra do jogo para uma existência feliz entre os homens, sem que seja preciso recorrer a Deus, ao divino, ao sagrado, ao céu, às religiões. É preciso passar da era teológica à era da filosofia de massa.
Domício – Eu inverteria a sua proposição: é preciso passar das lucubrações filosóficas para a era da teologia de massa [...]. Crer em Deus é um sentimento, profundamente instrospectivo e pessoal. Sinto Deus como o ar que respiro... Sem Deus em mim, eu não sou nada!

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