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Colunas — Cuidando de nossos líderes

Vencendo a tentação

Esly Regina Carvalho

Uma das coisas que mais prejudica o Corpo de Cristo é quando um líder cai em tentação. Não apenas em pecado sexual, mas em outros tipos de pecado, como a ganância pelo dinheiro, ou o orgulho por ser famoso, ou a busca de privilégios pelo ministério. A lista é bem comprida. Como pode um líder enfrentar a tentação?

Não há duvida de que a tentação virá. Jesus mesmo disse isso. Na oração do Pai Nosso, Ele pede ao Senhor que nos livre da tentação.

Chip Ingram, pastor de uma igreja na Califórnia e apresentador do programa “Living on the Edge”, fala de quatro pontos importantes a considerar. Devemos examiná-los bem antes de enfrentar a tentação, porque eles podem nos proteger e ajudar a não cair em tentação.

1. Convicção. Estamos claramente convencidos sobre as verdades bíblicas e sua aplicação prática em nossa vida? Uma coisa é crer. Outra coisa é ter convicção. Muitos crêem. Até os demônios crêem. Mas convicção significa ter a crença “tão” internalizada que, não importa o que acontecer, não vou deixar que algo me mova da minha crença. Não vou transigir naquilo que eu acredito ser a verdade bíblica.

Cada líder tem sua área de fraqueza, que é diferente para cada pessoa. Todos nós devemos examinar e ver como podemos transformar nossa crença em convicção. Cremos que não se deve adulterar, mas, quando vem a tentação, temos convicção? Cremos que não se deve gastar mal os fundos da igreja, mas, quando vemos o dinheiro, temos convicção? Sabemos que o orgulho foi o primeiro pecado do homem, mas, quando nos lisonjeiam ou nos convidam a nos orgulharmos de alguma maneira, temos convicção?

2. Avaliar as conseqüências. O pastor Ingram pinta o quadro hipotético das conseqüências de uma queda sexual para sua família. Ele imagina o que seria ter de ir a sua casa e explicar a seus filhos que seus pais estão se divorciando porque ele cometeu adultério. (Ele não adulterou, para os que querem saber.) Ele pensa em como seria a vida dos seus filhos, o sofrimento da sua esposa, o mal que isso faria ao ministério — e isso o ajuda a não cair em tentação.

O Inimigo quer que acreditemos que um “pecadinho” não é tão grave assim, que não fará tanto mal. Mas o pecado sempre mancha tudo o que toca. Parte da sedução do pecado é fazer com que fiquemos cegos às suas conseqüências. Se pudermos parar e pensar no que isso pode causar nas nossas vidas, nas nossas famílias, no nosso ministério e na nossa igreja, poderemos encontrar no Senhor a força para enfrentar a mentira do pecado com a verdade da Bíblia.

3. Decisões prévias. É importante também tomar certas decisões com antecipação.

Todo cristão, principalmente o líder, deve parar e tomar algumas decisões prévias. Quais são as coisas que nem sequer terão a possibilidade de ocorrer na minha vida? Quando estou vendo televisão sozinho e começa um filme de moral duvidosa, o que vou fazer? Decisão prévia: mudar de canal. Não permito que determinados tipos de filmes entrem na minha casa por uma decisão prévia. Trato sempre a minha esposa como a rainha do lar porque tomei uma decisão prévia de não olhar para outras mulheres e fazer comparações. Trato a minha esposa com o respeito e a lealdade que lhe são devidos por uma decisão prévia. Cada pessoa deve tomar suas decisões prévias.

4. Viver em transparência. É importante que os líderes, inclusive mulheres, integrem um pequeno grupo no qual possam viver em transparência. Uma das grandes tentações da liderança é pensar que podemos dar conta das coisas sozinhos. “Não podemos”. Deus nos criou com a necessidade de comunhão e intimidade emocional com outras pessoas. Os homens devem fazer parte de um grupo de homens, e as mulheres, de um grupo de mulheres, nos quais podem abrir seus corações com transparência e confidência, sabendo que todos estamos sujeitos a tentações. Se sei que tenho de contar ao meu grupo o que estou enfrentando, isso me ajudará a frear na hora da tentação.

Isso exige muita maturidade e uma mudança em como as pessoas nas igrejas vêem os seus líderes. Eu posso muito bem imaginar de onde vem a mentira de que a vida do líder tem de ser perfeita. Tem de ter filhos perfeitos, esposas perfeitas, sempre falar de forma perfeita, com sabedoria perfeita... De onde saiu essa idéia? Por que nos tornamos líderes, deixamos de pecar? Deixamos de precisar da confissão e do perdão? Claro que não! Então, sejamos transparentes e verdadeiros, honestos. Nem tudo o que acontece precisa vir a público. Mas deve existir um grupo de duas a três pessoas ao meu redor, às quais tenho de prestar contas e viver em transparência — pessoas que podem orar por mim e me sustentar (e eu em relação a elas) para que não caiamos em tentação.


Esly Regina Carvalho, psicóloga clínica, é autora de, entre outros, Saúde Emocional e Vida Cristã – curando as feridas do coração, da Editora Ultimato.
pracadoencontro@attglobal.net


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