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Eu não percebia que estava perdendo você!

Pode ocorrer num casamento que um dos cônjuges (geralmente o homem, mas pode ser a mulher),
com o passar dos anos de convívio e sem terem tido uma relação com boa afetividade, chegue à dolorosa percepção de que o outro perdeu o afeto por ele. Durante os anos anteriores (e vou usar o modelo do homem que percebe que perdeu o afeto de sua mulher), este marido não tinha boa comunicação afetiva com sua esposa. Procurava-a sexualmente, contava com o trabalho dela de administrar o lar, criar os filhos e até trabalhar fora para ajudar no orçamento da casa. Mas não a gratificava afetivamente.

Em todo casamento são necessárias três abordagens: sexo, diálogo e ternura. A mais fácil parece ser a sexual, pois basta um tanto de excitação e uma cama. Talvez a mais difícil seja a ternura, porque é preciso se expor, falar de afeto, tornar-se vulnerável ao abrir o coração e deixar sair o desejo, o qual pode não ser entendido ou valorizado pelo outro. E pode doer.

O marido da história (real) acima não vivia muito bem o aspecto amor-ternura, que envolve a expressão de afeto sem sexualidade genital. Sua esposa sentia falta disso e vez ou outra falava dessa falta. Em resposta, ele ironizava e depreciava, talvez por defesa, por medo da afetividade. Ele queria “espaço” e achava que a esposa queria aproximação demais. Ele a achava pegajosa e carente.

Esse é um problema de quase todos os casais: o homem quer mais espaço e a mulher, mais aproximação. Só que ambos não conseguem perceber, em geral, que existe a necessidade oposta também dentro de cada um; ou seja, a mulher necessita de afastamento (para cuidar de si) e o homem precisa de aproximação (para experimentar a afetividade que não pode ser suprida simplesmente pela sexualidade ou pelo diálogo formal). Quando ambos conseguem perceber isso, as brigas e os desentendimentos podem diminuir.

Quando aquele marido, após anos de dificuldades de expressão de afeto por parte dele e barreiras para o recebimento de afeto dado por sua esposa, percebeu que ela não mais possuía um amor por ele como no passado, e que ela estava confusa sobre seus sentimentos por ele, ficou muito angustiado, e disse: “Eu não percebia que estava perdendo você!” E estava.

Esse é um momento muito duro na vida de um casal. Um momento em que a esposa pode facilmente fantasiar e até se aproximar de um “caso” extraconjugal, na busca daquela afetividade tão desejada e mal suprida. Evidentemente, isso não resolverá a situação, a não ser momentaneamente, porque, no desejo de encontrar o “amor de sua vida”, ela pode tornar-se cega para outros aspectos da pessoa com quem venha a se envolver, os quais podem ser tão complicados como os do seu marido. Não é difícil haver afetividade gratificante numa relação extraconjugal, quando os encontros ocorrem apenas em momentos agradáveis.

Este marido, que agora percebe bem a sua própria necessidade pessoal de afeto, à parte da sexualidade, pode compreender melhor o que sua esposa falava anos atrás quando ela dizia que sentia falta de carinho. Ele pode, então, passar a valorizá-la como pessoa e compreender como é importante ter uma pessoa fiel, que o ama e manifesta este amor com expressões de carinho. Ele pode passar a buscar este carinho nela e querer dar também. Mas como ela está confusa, talvez seca por dentro e machucada afetivamente, ele terá de esperar. Terá que se expor para falar do seu amor por ela e do valor dela para ele, coisas que antes ele não percebia, ou percebia muito pouco.

O amor precisa ser nutrido, assim como uma planta necessita de cuidados para crescer. Se ele parece ter desaparecido da relação, tenha calma, perdoe a si mesmo por seus erros, peça perdão por sua frieza e cegueira afetiva, não “dê uma de vítima”, não implore afeto obsessivamente. Espere. Demonstre amor sincero sem sufocação. A planta pode renascer. O AMOR pode fazer o amor renascer na aridez de um coração sofrido.

Cesar Vasconcellos de Souza é psiquiatra, psicoterapeuta e diretor médico do Centro Adventista de Vida Saudável em Nova Friburgo, RJ. Autor de Casamento: o que é isso?

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